Conselhos de empresas veem piora no ambiente de negócios e apostam mais em IA para 2026
- Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por Bruna Galati
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Carga tributária elevada, insegurança jurídica, tensões geopolíticas e juros altos pressionam decisões estratégicas e ampliam a sensação de incerteza nas empresas brasileiras
Pela primeira vez, a percepção negativa sobre o ambiente de negócios superou a positiva entre conselheiros e executivos brasileiros. Segundo a 3ª edição do estudo “Perspectiva dos Conselheiros e Executivos – Ambiente de Negócios e Governança Corporativa (2026)”, do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC), 35,3% avaliam o cenário como ruim ou muito ruim. Entre os principais fatores apontados estão carga tributária elevada (45,8%), insegurança jurídica (32,6%), tensões geopolíticas (27,4%) e juros ainda elevados.
O dado revela mais do que um pessimismo conjuntural. Ele expõe um ambiente mais complexo, em que variáveis macroeconômicas, regulatórias e internacionais se tornam menos previsíveis e mais interdependentes. Para os conselhos, isso significa maior dificuldade em antecipar riscos, projetar resultados e sustentar decisões de longo prazo com base apenas em séries históricas. A incerteza fiscal e tributária afeta planos de expansão e alocação de capital. A insegurança jurídica amplia o custo de decisões estratégicas. Tensões geopolíticas pressionam cadeias de suprimentos e custos de importação. Já os juros elevados impactam tanto o consumo quanto o financiamento corporativo. Nesse contexto, planejamento deixa de ser exercício estático e passa a exigir revisões constantes de cenário.
Paradoxalmente, o mesmo levantamento mostra que, apesar do ambiente mais desafiador, as empresas não estão retraindo sua agenda estratégica. Ao contrário, expansão de mercado (49%) e transformação digital (48,4%) aparecem entre as principais prioridades para 2026. A aplicação de inteligência artificial também ganha espaço, com 37,9% das organizações afirmando que pretendem investir na tecnologia.
No entanto, o estudo revela uma contradição relevante: embora a IA esteja na agenda de investimento, 34,9% dos conselhos se consideram despreparados para discutir o avanço da inteligência artificial, enquanto outros 46% avaliam seu preparo como apenas regular. Ou seja, mais de 80% admitem que ainda não possuem plena maturidade para tratar o tema de forma estratégica no nível do board. “O ambiente está mais volátil e isso exige decisões mais rápidas, com mais profundidade analítica e menos dependência de suposições. A IA deixa de ser apenas ferramenta de eficiência operacional e passa a ser instrumento de governança e antecipação de riscos”, afirma Gabriel Vasconcellos, CEO Latam da o9 Solutions, plataforma global de planejamento empresarial baseada em inteligência artificial.
Segundo o executivo, o principal desafio não está apenas na adoção tecnológica, mas na integração da inteligência artificial ao processo decisório em nível estratégico. “Em um contexto de volatilidade, decisões baseadas exclusivamente em histórico deixam de ser suficientes. Conselhos precisam de visibilidade integrada sobre finanças, operações, riscos e cenários futuros. A capacidade de simular impactos antes que eles ocorram se torna um diferencial competitivo”, diz.
Para a o9, o desafio de 2026 será justamente transformar a IA em instrumento estruturante de decisão, e não em iniciativa isolada ou experimental. “Existe uma diferença entre investir em IA e governar decisões com IA. O que muda o jogo é integrar dados, áreas e processos para que a tecnologia ajude a responder perguntas estratégicas: onde estão os riscos, quais cenários são mais prováveis e qual o impacto financeiro de cada escolha”, afirma Vasconcellos. Na avaliação da empresa, o avanço da inteligência artificial no ambiente corporativo marca uma transição do modelo reativo – baseado em análises retrospectivas – para um modelo orientado por dados em tempo real, simulações e planejamento contínuo. “Não se trata de substituir o fator humano, mas de ampliar sua capacidade de decisão. Em um ambiente cada vez mais complexo, tecnologia e governança precisam caminhar juntas”, conclui o executivo.
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