Empresas na mira dos hackers: democratizar a cibersegurança se torna essencial para sobreviver
- Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por Renato Caliman
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Por Daniel Tieppo, especialista em cibersegurança e Diretor Executivo da Hexa Security
A cibersegurança não é mais um diferencial competitivo restrito às grandes corporações. Hoje é requisito básico para qualquer empresa que opere no ambiente digital. Num cenário onde dados são ativos estratégicos e a conectividade define a operação dos negócios, proteger informações não pode mais ser visto como luxo, mas como um investimento essencial para a continuidade e credibilidade das organizações. O problema é que ainda existe a falsa percepção de que a segurança digital é cara e complexa demais.
As pequenas e médias empresas (PMEs), por exemplo, estão entre os alvos preferidos dos cibercriminosos. Cerca de 62% dos ataques cibernéticos são direcionados a Pequenas e Médias Empresas (PMEs), segundo o levantamento da IBM Security. Além disso, as empresas de menor porte ainda implementam menos controles de segurança do que grandes organizações, cerca de 65% contra 80%, o que amplia o risco de vazamentos e interrupções operacionais.
Outro ponto que evidencia a urgência do tema é a escala dos ataques. O Brasil ocupa hoje a segunda posição mundial em número de incidentes cibernéticos, com mais de mil ataques por minuto registrados em determinados períodos. Esse cenário reforça que nenhuma empresa está fora do radar e que ignorar a segurança digital pode custar caro, desde prejuízos financeiros até perda de reputação e confiança do cliente.
Segurança acessível é estratégia, não despesa
Quando falamos em democratizar a cibersegurança, não estamos apenas discutindo tecnologia avançada, mas também cultura e estratégia. Muitas empresas ainda associam proteção digital a grandes investimentos em infraestrutura complexa. No entanto, grande parte dos incidentes poderia ser evitada com medidas básicas e acessíveis, como autenticação multifator, atualização de sistemas e capacitação de colaboradores, áreas em que ainda existem lacunas significativas nas PMEs.
Outro mito recorrente é que apenas grandes ataques causam impacto real. A verdade é que pequenas violações de dados podem se transformar em crises financeiras e jurídicas, especialmente diante de legislações de proteção de dados cada vez mais rigorosas. O aumento global de ataques, que cresceu mais de 20% em um único ano recente, segundo a Check Point Software, mostra que a tendência é de intensificação das ameaças e maior sofisticação dos criminosos.
Além disso, a economia do cibercrime continua evoluindo. Informações roubadas seguem sendo negociadas em mercados clandestinos, com dados financeiros brasileiros sendo vendidos por poucos dólares, o que demonstra o incentivo econômico para invasões frequentes e automatizadas. Esse modelo de negócio do crime digital reforça a importância de uma defesa constante e proporcional à realidade de cada empresa.
O acesso à cibersegurança precisa ser tratado como política estratégica para o desenvolvimento do ecossistema empresarial. Soluções modulares, modelos de serviços gerenciados e o uso inteligente da automação estão tornando a proteção mais viável, inclusive para empresas em fase inicial. Isso cria um ambiente mais equilibrado, onde o nível de segurança não depende exclusivamente do tamanho do orçamento.
O futuro da economia digital exige confiança e confiança nasce da proteção dos dados e da continuidade dos serviços. Empresas que enxergam a segurança como parte da estratégia, e não como custo adicional, fortalecem sua reputação e ampliam suas oportunidades de crescimento. Tornar a cibersegurança acessível é também uma forma de incentivar a inovação com responsabilidade.
Gosto sempre de reforçar que a democratização da cibersegurança também é uma questão educacional. Quanto mais líderes compreenderem que proteger dados é proteger o próprio negócio, maior será a maturidade digital do mercado como um todo.
*Daniel Tieppo é especialista em tecnologia e telecomunicações, com mais de 20 anos de experiência no setor. Formado em Ciência da Computação e Gestão Comercial, construiu sua carreira em empresas como Olitel Telecom, Vocalcom e Alcatel-Lucent Enterprise. Atualmente, é Diretor Executivo e cofundador da HexaDigital, empresa do grupo MakeOne focada em projetos de cibersegurança, infraestrutura e conectividade para empresas, onde lidera iniciativas estratégicas e representa a marca em grandes eventos do setor.
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