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Seguro de ingresso online cresce com alta de shows e preços no Brasil

Shows internacionais, festivais, turnês nacionais e eventos exclusivos têm movimentado o mercado de entretenimento no Brasil e pressionado o orçamento do consumidor. Com ingressos comprados com meses de antecedência e valores cada vez mais altos, cresce o interesse por soluções que reduzam prejuízos em caso de imprevistos. É nesse cenário que o seguro de ingressos online, oferecido no checkout das plataformas de venda, vem ganhando visibilidade entre o público jovem adulto.

Para as seguradoras, o avanço desse tipo de proteção acompanha um movimento mais amplo de digitalização do consumo e aumento do volume de experiências compradas antecipadamente. “O seguro ingresso é um produto que tem muito potencial de crescimento, principalmente porque o Brasil é um país onde a cultura e o entretenimento são muito difundidos e fazem parte do dia a dia das pessoas”, afirma Gustavo Romero, Head do Canal Xcelerator e Novos Negócios da MetLife.

A avaliação é compartilhada pela Alba Seguradora, que aponta que o produto cresce por atender duas pontas do mercado: o consumidor, que quer proteger o dinheiro investido, e os produtores, que buscam estimular a compra antecipada. “Para o comprador, a principal vantagem é a tranquilidade de saber que seu investimento estará protegido diante de imprevistos. Já para os produtores e plataformas de venda, o seguro contribui diretamente para o aumento da venda antecipada de ingressos”, diz Sergio Ramos, Gerente Comercial Canal Parcerias da Alba.

O tamanho do setor ajuda a explicar o interesse das empresas pelo segmento. Dados da Abrape (Associação Brasileira dos Promotores de Eventos) indicam que, entre janeiro e agosto de 2025, o setor de cultura, lazer e venda de ingressos movimentou R$ 91,49 bilhões, o maior patamar desde 2019. O crescimento do mercado também aparece em levantamentos internacionais. Segundo dados da PwC/Live Entertainment, o Brasil se consolidou como o segundo maior mercado de shows ao vivo do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos, refletindo o aumento do público e do consumo de eventos presenciais no país.

O avanço também pode ser observado no número de apresentações e na arrecadação do setor musical. Levantamento do Ecad (Escritório Central de Arrecadação e Distribuição) mostra que o Brasil realizou 9.769 shows que pagaram direitos autorais no primeiro semestre de 2025, alta de 5% em relação ao mesmo período do ano anterior. No mesmo intervalo, a arrecadação de direitos autorais no segmento de shows e eventos somou R$ 195 milhões, crescimento de 16%, sinalizando o aumento da atividade do setor e do público presente nos eventos.

Por que o seguro entrou na decisão de compra

A contratação do seguro se conecta diretamente ao novo comportamento do público: comprar antes para garantir melhores setores, parcelar e evitar esgotamento. O problema é que, quanto maior o tempo entre compra e evento, maior a chance de um imprevisto impedir a presença. “Um show hoje é comprado com meses de antecedência, sendo difícil prever se uma eventualidade pode ou não acontecer”, afirma Romero.

A Alba observa que essa lógica pesa ainda mais entre consumidores mais jovens, que costumam acompanhar anúncios de turnês e festivais e comprar rapidamente, mas também têm maior sensibilidade ao custo total do entretenimento. “Existe uma atenção muito grande ao valor investido em entretenimento. Ao mesmo tempo, percebemos que essa faixa etária valoriza bastante a sensação de segurança e a proteção do seu dinheiro”, diz Ramos.

Nesse contexto, o seguro passa a ser visto como uma camada de proteção financeira para um gasto que, muitas vezes, é planejado como experiência e não como consumo pontual. A percepção do risco cresce conforme o preço do ingresso sobe e o consumidor entende que, sem proteção, qualquer imprevisto pode significar perda total do valor pago.

Coberturas ligadas ao cotidiano e não só à saúde

Embora parte do público associe o seguro apenas a problemas médicos, as empresas destacam que as coberturas normalmente envolvem situações comuns do dia a dia. A MetLife cita que os acionamentos mais ligados ao perfil do produto incluem problemas de saúde, desemprego involuntário e imprevistos logísticos. “As coberturas que oferecemos hoje atendem às principais ocorrências neste tipo de evento”, afirma Romero.

Entre os exemplos citados estão cancelamento de transporte, impossibilidade de deslocamento e danos à propriedade, como a residência do segurado. A ideia, segundo o executivo, é contemplar situações que realmente impeçam o comparecimento ao evento, mesmo quando ele ocorre normalmente.

A Alba afirma que o produto segue lógica semelhante, mas com um conjunto ampliado de gatilhos. “O Ingresso Protegido Alba contempla atualmente 14 motivos de acionamento, que cobrem desde questões de saúde do segurado até imprevistos relevantes do dia a dia”, diz Ramos, citando também danos à residência, problemas com o veículo ou cancelamentos de voos.

Na prática, o que as seguradoras defendem é que o seguro deixa de ser apenas um recurso associado à doença e passa a funcionar como uma proteção para diferentes tipos de imprevistos, especialmente quando o evento envolve deslocamentos, viagens ou planejamento logístico.

Cancelamento e adiamento ainda geram confusão

Apesar do crescimento, o seguro de ingresso online ainda enfrenta um desafio de compreensão. A principal dúvida do consumidor está em entender o que é responsabilidade da bilheteria e o que é cobertura securitária. A MetLife afirma que a confusão é recorrente, principalmente em casos de mudança de data, alteração de local ou problemas de entrega. “Alguns dos pontos relatados pelos nossos parceiros, que são as tiqueteiras, estão relacionados a cancelamento dos shows pela organização, alteração de data ou local e problemas na entrega do ingresso”, diz Romero.

A Alba reforça que cancelamento e adiamento não são situações em que o seguro substitui o papel da bilheteria. “Nesses cenários, é importante esclarecer que a responsabilidade pelo reembolso do ingresso é do organizador ou da bilheteria oficial”, afirma Ramos.

Ele explica que o seguro entra quando o evento acontece, mas o consumidor não consegue comparecer por um motivo coberto. Já quando o show é cancelado ou remarcado, o reembolso do ingresso segue as regras do próprio evento.

Quanto custa e por que o preço do ingresso influencia

O custo do seguro costuma ser apresentado no checkout como um valor adicional pequeno em relação ao total do pedido, mas que ganha relevância conforme o ingresso se torna mais caro. “O custo do seguro é proporcional, girando em média de 4% do valor total do pedido”, afirma Romero.

Ele acrescenta que, para o fã, pagar essa porcentagem vira uma segurança diante do risco de perder um ingresso que pode ultrapassar R$ 1 mil. A percepção de valor aumenta à medida que os ingressos se tornam mais caros e disputados.

A Alba afirma que o preço também é decisivo para o público jovem adulto, especialmente quando a contratação é simples e transparente. “Quando o custo do seguro é percebido como acessível e proporcional ao benefício, ele deixa de ser um obstáculo e passa a ser um facilitador da compra”, diz Ramos.

Produto evolui e começa a incluir coberturas extras

Além das coberturas tradicionais, o mercado começa a testar formatos mais completos, com proteções adicionais que se conectam ao comportamento do público em eventos. A MetLife cita que algumas ofertas já incluem cobertura para roubo ou furto de celular no entorno do evento. “Temos parceiros já oferecendo o Seguro Premium, que oferece proteção contra roubo ou furto de celular”, afirma Romero.

Além das coberturas semelhantes às oferecidas no mercado, a Alba afirma que a evolução do produto também passa por parcerias e pela criação de soluções customizadas para plataformas e produtores. “Em alguns casos, inclusive, desenvolvemos coberturas adicionais para atender nichos específicos dos nossos parceiros”, diz Ramos.

O movimento aponta para um mercado que tenta sofisticar o seguro de ingresso para além do básico, adicionando novas camadas de proteção que dialoguem com a experiência completa do consumidor em shows e eventos.

Educação do consumidor vira peça-chave para o seguro ganhar escala

Apesar do crescimento, as seguradoras avaliam que o produto ainda depende de um fator decisivo para ganhar escala: a educação do consumidor no momento da compra. Para Romero, o avanço do seguro no país passa por ampliar a cultura de proteção e reduzir ruídos sobre o que é ou não cobertura. “A educação do consumidor é algo essencial”, afirma.

A Alba reforça que esse trabalho precisa acontecer especialmente no checkout, onde a contratação é rápida e muitas vezes impulsiva. “Investimos bastante em comunicação clara e educação do consumidor no momento da compra”, diz Ramos.

A expectativa das empresas é que, conforme o consumidor compreende melhor o funcionamento do produto e percebe valor no reembolso em caso de imprevistos, a adesão ao seguro de ingresso online se torne cada vez mais natural, especialmente em eventos de grande porte e alto custo.


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