IA nos seguros: onde a tecnologia gera mais valor nas operações
Falar de Inteligência Artificial no mercado de seguros virou quase sinônimo de chatbot. Mas, na prática, onde a IA realmente gera valor, escala e eficiência para a operação? Esse foi o ponto de partida do novo episódio do Insurtalks Cast, que trouxe uma conversa aprofundada sobre inovação com os pés no chão longe do hype e perto do negócio. O episódio recebeu Cristiane Junqueiro, Head Interina de Novos Negócios da Simple2u Seguros e da MAG Capitalização, empresas do Grupo MAG, que soma 191 anos de história. A conversa foi conduzida por Thaís Ruco, jornalista da Ruco Comunicação.
Logo no início, Cristiane destacou que a longevidade do grupo está diretamente ligada à capacidade de adaptação. “Eu acredito muito que essa longevidade é possível justamente porque é uma companhia que tem a capacidade constante de adaptação, de atualização e de se reinventar”, afirmou. Segundo ela, nas operações da Simple2u e da MAG Cap, a IA não é tratada como um projeto isolado, mas como parte estrutural do negócio.
Na prática, a tecnologia atua em frentes críticas como atendimento, regulação de sinistros e benefícios, faturamento, desenvolvimento de sistemas e apoio à tomada de decisão das equipes. O objetivo, de acordo com Cristiane, é organizar a complexidade da operação, reduzir esforço manual e trazer previsibilidade. “O cliente, às vezes, não percebe onde a IA está. Ele percebe só que funciona melhor, que é mais rápido, que tem menos fricção”, explica.
Durante o episódio, a executiva reforçou o papel da operação como motor da inovação. Um exemplo citado foi a troca de plataforma tecnológica “com o carro andando”, realizada com redução de 50% no tempo de entrega, sem impacto perceptível para o cliente final. Para ela, inovação aplicada é justamente aquela que melhora processos internos sem gerar ruído na ponta.
A conversa também abordou como a IA ajuda a sustentar a proposta de simplicidade da Simple2u. Automatização de análises, validação de documentos, cruzamento de dados e geração de pareceres técnicos permitem que o time humano foque nos pontos de decisão. O resultado é mais velocidade, menos erro e mitigação de fraudes, fatores decisivos na experiência de quem aciona um seguro.
Outro ponto central foi o uso estratégico, menos visível, da inteligência artificial. Avaliação preditiva de risco, leitura de comportamento do cliente e personalização de ofertas aparecem como áreas onde a tecnologia gera mais valor, mesmo sem aparecer diretamente para o consumidor. “O rápido bem-
feito”, como define Cristiane, passa a ser o novo padrão operacional. Ao longo do episódio, a executiva também destacou a importância de alinhar IA, pessoas e estratégia. Para ela, decisões orientadas por dados trazem mais acurácia e previsibilidade, mas não substituem o papel do time. “O dado não
pensa sozinho. Ele apoia a decisão”, pontua.
Encerrando a conversa, Cristiane deixou um conselho direto para líderes do setor que querem usar IA sem cair no modismo: começar pelo problema a ser resolvido. “Qual problema você quer resolver? A partir disso, você mede, evolui aos poucos e constrói valor real, sempre com foco no cliente”, conclui.
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