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Uso de planos de saúde recua diante da pressão financeira das famílias

Levantamento revela impacto direto dos reajustes no comportamento dos usuários

Segundo dados divulgados pelo jornal Valor Econômico, quase 60% dos brasileiros já deixaram de utilizar o plano de saúde por causa do custo. A informação integra o Relatório Global sobre Saúde Corporativa 2026, elaborado pela Howden, corretora internacional especializada em seguros de alta complexidade.

O estudo ouviu 442 empregadores em diferentes países, sendo 27 no Brasil, além de 1.460 funcionários. De acordo com o levantamento, 54,2% dos entrevistados no mundo e 59,2% no Brasil afirmaram que custos como coparticipação já os impediram de buscar atendimento médico quando necessário.

O resultado expõe um problema estrutural da saúde suplementar no país. Dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) indicam que os reajustes acumulados dos planos individuais e familiares superaram a inflação em diversos ciclos recentes. Em 2023, por exemplo, o índice máximo autorizado para planos individuais foi de 9,63%. Em 2022, chegou a 15,5%, o maior percentual da série histórica iniciada em 2000. A elevação de custos assistenciais, associada ao envelhecimento da população e à incorporação de novas tecnologias, pressiona as mensalidades e amplia a adoção de modelos com coparticipação.

“Acredito que esse fenômeno tem efeitos que ultrapassam o orçamento das famílias. É uma situação preocupante. A saúde suplementar exerce papel relevante no desafogamento do Sistema Único de Saúde. Quando o beneficiário deixa de utilizar o plano por causa do custo, ele tende a recorrer ao SUS, o que aumenta a pressão sobre um sistema que já opera próximo do limite”, afirma o advogado Thayan Fernando Ferreira, especialista em direito de saúde e direito público, membro da Comissão de Direito Médico da OAB-MG e diretor do escritório Ferreira Cruz Advogados.

Além do custo direto, Thayan aponta outro fator que pode contribuir para a redução do uso. “Há também a percepção de dificuldade na autorização de determinados procedimentos e consultas. Quando o usuário enfrenta barreiras administrativas reiteradas, ele passa a questionar a relação custo-benefício do plano. Essa combinação de mensalidades elevadas e entraves operacionais fragiliza a confiança no sistema”, salienta.

A própria ANS registra crescimento dos planos com coparticipação nos contratos coletivos empresariais, modalidade predominante no mercado brasileiro. O modelo transfere parte do custo do atendimento ao beneficiário, sob o argumento de estimular o uso racional dos serviços. Na prática, a medida pode resultar em adiamento ou desistência de cuidados médicos.

“O efeito é circular. Primeiro o custo sobe, depois o uso diminui, então problemas se agravam e o sistema se torna ainda mais oneroso. É por isso que esse desequilíbrio exige resposta regulatória e revisão de modelos contratuais. A sustentabilidade da saúde suplementar, além de interesse econômico, tornou-se questão estratégica para o próprio funcionamento do sistema de saúde brasileiro”, finaliza o advogado.


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