NR-1 entra em fase decisiva com fiscalização mais rígida em 2026
- Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por Paulo Fabrício Ucelli
- SEGS.com.br - Categoria: Seguros
Atualização em vigor desde 2025 exige gestão dos riscos psicossociais; empresas têm poucos meses para estruturar ações antes do início das penalizações
A atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1) passou a valer em 2025 e incluiu, de forma expressa, a obrigatoriedade de identificação e gestão dos riscos psicossociais no Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO). Desde então, estresse, assédio moral, sobrecarga de trabalho e outros fatores relacionados à saúde mental devem integrar os programas formais de prevenção das empresas.
Agora, o tema entra em uma nova etapa. A partir de maio de 2026, a fiscalização será intensificada e poderão ser aplicadas multas e demais sanções administrativas pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). O intervalo entre a vigência da norma e o início das penalizações funcionou como período de adaptação. Com a proximidade das autuações, o cenário muda e impõe senso de urgência às organizações.
Da teoria à prática: hora de estruturar o gerenciamento
Embora muitas empresas já tenham iniciado discussões internas sobre saúde mental, especialistas alertam que apenas boas intenções não serão suficientes diante de uma fiscalização mais técnica e criteriosa. Para Tatiana Gonçalves, CEO da Moema Medicina do Trabalho e especialista em saúde ocupacional, o momento é de consolidação das ações.
“A exigência não começa em 2026, ela já está valendo desde 2025. O que muda agora é o nível de cobrança. As empresas precisam demonstrar que mapearam riscos, implementaram medidas preventivas e acompanham resultados”, explica.
Segundo ela, a adequação exige planejamento estruturado e envolvimento da liderança. “É preciso capacitar gestores, criar protocolos de Primeiros Socorros Psicológicos, estabelecer canais de escuta e inserir a saúde mental na rotina da gestão. Não é apenas documentação, é mudança de cultura.”
Complexidade e preparo técnico ainda desafiam empresas
A gestão de riscos psicossociais envolve fatores subjetivos e organizacionais, o que torna o processo mais complexo do que o controle de riscos físicos ou químicos tradicionais. Isso explica por que muitas empresas, especialmente pequenas e médias, ainda estão em fase inicial de adaptação.
Parte delas não concluiu o mapeamento dos riscos internos; outras enfrentam limitações orçamentárias ou falta de conhecimento técnico para estruturar programas consistentes. O MTE anunciou a elaboração de um guia prático para orientar empregadores e a criação de uma comissão temática nacional com representantes do governo, trabalhadores e setor produtivo. Ainda assim, a responsabilidade pela implementação é das empresas.
Riscos jurídicos e financeiros aumentam com fiscalização
Com o início das penalizações em maio de 2026, os impactos deixam de ser apenas preventivos e passam a ter reflexos diretos no caixa e na segurança jurídica. O advogado trabalhista Mourival Boaventura Ribeiro alerta para as consequências do descumprimento.
“Empresas que não implementarem corretamente as medidas podem ser multadas, além de terem aumento no Fator Acidentário de Prevenção, o que eleva os custos com seguros e encargos. Também há risco de processos trabalhistas em casos de adoecimento psicológico”, alerta o especialista.
Além das multas administrativas, a ausência de medidas efetivas pode fragilizar a empresa em disputas judiciais envolvendo alegações de burnout, assédio ou adoecimento emocional relacionado ao trabalho.
PMEs precisam agir com estratégia e realismo
Para pequenas e médias empresas, o desafio é maior, mas não intransponível. A adequação pode ser construída de forma progressiva, com medidas compatíveis com a realidade financeira do negócio. “Há soluções viáveis e acessíveis. Treinamentos internos simples, flexibilização de rotinas, ferramentas básicas de escuta e parcerias com consultorias especializadas já representam avanços importantes”, afirma Tatiana.
Entre as iniciativas recomendadas estão:
- Mapeamento inicial dos riscos psicossociais com apoio técnico
- Treinamentos internos sobre saúde mental e prevenção
- Criação de canais formais de escuta
- Ajustes organizacionais para reduzir sobrecarga e conflitos
Ações simples que fortalecem a cultura preventiva
Tatiana Gonçalves também orienta as empresas para que a ação não sena pensada apenas em custos. Experiências práticas mostram que medidas de baixo custo podem gerar impacto significativo:
- Espaços adequados para pausas e descanso
- Rodas de conversa com psicólogos ou especialistas
- Comunicação não punitiva, incentivando relatos sem medo de retaliação
- Campanhas de uso consciente da tecnologia
- Incentivos ao desenvolvimento profissional
Mais do que atender a uma exigência normativa, a inclusão dos riscos psicossociais no GRO representa uma mudança estrutural na forma como as empresas encaram o ambiente de trabalho. “Investir em saúde mental não é apenas evitar multa, é fortalecer a produtividade, reduzir afastamentos e construir um ambiente organizacional sustentável”, conclui Tatiana.
Com maio de 2026 se aproximando, o tempo de planejamento está se esgotando. A adequação à NR-1 deixou de ser uma pauta futura e passou a ser uma prioridade estratégica imediata.
Compartilhe:: Participe do GRUPO SEGS - PORTAL NACIONAL no FACEBOOK...:
https://www.facebook.com/groups/portalnacional/
<::::::::::::::::::::>
IMPORTANTE.: Voce pode replicar este artigo. desde que respeite a Autoria integralmente e a Fonte... www.segs.com.br
<::::::::::::::::::::>
No Segs, sempre todos tem seu direito de resposta, basta nos contatar e sera atendido. - Importante sobre Autoria ou Fonte..: - O Segs atua como intermediario na divulgacao de resumos de noticias (Clipping), atraves de materias, artigos, entrevistas e opinioes. - O conteudo aqui divulgado de forma gratuita, decorrem de informacoes advindas das fontes mencionadas, jamais cabera a responsabilidade pelo seu conteudo ao Segs, tudo que e divulgado e de exclusiva responsabilidade do autor e ou da fonte redatora. - "Acredito que a palavra existe para ser usada em favor do bem. E a inteligencia para nos permitir interpretar os fatos, sem paixao". (Autoria de Lucio Araujo da Cunha) - O Segs, jamais assumira responsabilidade pelo teor, exatidao ou veracidade do conteudo do material divulgado. pois trata-se de uma opiniao exclusiva do autor ou fonte mencionada. - Em caso de controversia, as partes elegem o Foro da Comarca de Santos-SP-Brasil, local oficial da empresa proprietaria do Segs e desde ja renunciam expressamente qualquer outro Foro, por mais privilegiado que seja. O Segs trata-se de uma Ferramenta automatizada e controlada por IP. - "Leia e use esta ferramenta, somente se concordar com todos os TERMOS E CONDICOES DE USO".
<::::::::::::::::::::>