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Inovação em 2026: principais tendências e desafios para empresas

Com um ambiente econômico marcado por volatilidade, agenda eleitoral e eventos internacionais, 2026 exige das empresas mais do que capacidade de adaptação. Será necessário planejamento estratégico, governança robusta e inteligência financeira para sustentar investimentos em inovação. Nesse contexto, tendências como a Inteligência Artificial e ESG deixam de ocupar o campo das promessas e passam a se consolidar como pilares estruturantes dos negócios.

Em 2026, três movimentos orientarão os investimentos em inovação:

Inteligência Artificial aplicada ao core do negócio: a IA deixou de ser ferramental e se tornou arquitetura de competividade. Para 2026, a tendência é que ela esteja presente na transformação de operações, modelos de negócio, experiência do cliente, segurança da informação e desenvolvimento de produtos.

Environmental, Social and Governance (ESG): a agenda ESG está se consolidando como critério de acesso a mercados e parcerias. Tecnologias limpas, eficiência energética, rastreabilidade e economia circular entram definitivamente no centro das prioridades.

Reposicionamento industrial e tecnológico do Brasil: projetos mais ousados ganham espaço visando competir em mercados de alto valor. P&D de fronteira, digitalização avançada, manufatura inteligente, biotecnologia, tecnologias verdes, startups deep tech e inovação aberta estruturada estarão no radar.

Nesse contexto, mecanismos de fomento — como a Lei do Bem, linhas de financiamento e subvenções econômicas alinhadas às missões da Nova Indústria Brasil (NIB) — ganham ainda mais relevância. Isso se intensifica em um ano marcado por Copa do Mundo e eleições, quando é natural que lideranças financeiras adotem uma postura mais conservadora, muitas vezes postergando ou congelando investimentos de maior risco ou de retorno mais longo.

Segundo a G.A.C. Brasil, consultoria integrante do G.A.C. Group — multinacional francesa presente em seis países —, esses instrumentos deixam de ser vistos apenas como fontes de recursos e passam a atuar como alavancas estratégicas para viabilizar a transformação tecnológica e elevar a competitividade.

- Em momentos de incerteza, a previsibilidade se torna um ativo valioso. A Lei do Bem oferece segurança ao gestor financeiro, pois garante que o investimento em P&D resultará em benefício fiscal concreto. Além disso, a Finep anunciou recentemente um novo ciclo de editais de subvenção econômica, ou seja, sem necessidade de devolução, que totalizam R$ 3,3 bilhões de recursos para fortalecer a inovação no setor industrial. As empresas que souberem alinhar essas tendências tecnológicas com a captação estratégica de recursos serão as mais competitivas no ciclo de 2026 – avalia Rodrigo Miranda, CEO da G.A.C. Brasil.

Porém, para que esse cenário se converta em vantagem competitiva concreta, não basta acessar recursos: é fundamental estruturar uma gestão da inovação sólida, capaz de transformar estratégia em execução mensurável. Isso significa estabelecer processos claros de priorização, critérios técnicos bem definidos, acompanhamento de maturidade tecnológica e indicadores que conectem investimento, risco e resultado.

Uma governança eficiente é o que garante o melhor aproveitamento dos instrumentos disponíveis — sejam incentivos fiscais, financiamentos ou subvenções econômicas. Com visão integrada entre áreas técnica, financeira e executiva, as empresas conseguem reduzir incertezas, aumentar previsibilidade e maximizar o retorno sobre cada real investido em P&D. Em 2026, mais do que inovar, será decisivo inovar com método, controle e direção estratégica clara.


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