Entre beleza e bem-estar: Como os padrões midiáticos afetam a saúde mental das mulheres em um mundo hipervisual
Pesquisas recentes mostram que a pressão por perfeição estética, impulsionada por redes sociais, cultura pop e indústria do entretenimento, está ligada a maiores índices de ansiedade, baixa autoestima e sofrimento psicológico em mulheres, enquanto movimentos de empoderamento e descobertas tecnológicas desafiam narrativas tradicionais sobre corpo, valor e poder feminino
A cultura da perfeição estética, alimentada por filtros, algoritmos e narrativas midiáticas que associam sucesso à aparência, tem provocado efeitos profundos na saúde mental feminina. Estudos recentes indicam que a exposição contínua a padrões irreais aumenta índices de ansiedade, autocrítica e sensação de inadequação, criando um ciclo silencioso de comparação e desgaste emocional que atinge principalmente mulheres jovens, mas reverbera em todas as fases da vida.
Para a especialista em inteligência emocional Núria Santos, o fenômeno revela um paradoxo contemporâneo: “Nunca tivemos tanto acesso a ferramentas de expressão e liberdade, mas também nunca fomos tão pressionadas a caber em moldes estéticos inalcançáveis. Quando a autoestima passa a depender de validação externa, a mulher deixa de ser protagonista e vira produto.” Segundo ela, a verdadeira revolução feminina não está na aprovação social, mas na reconexão interna com identidade, propósito e autopercepção.
Ao mesmo tempo, avanços científicos e tecnológicos vêm reforçando uma virada de consciência: pesquisas em psicologia e neurociência apontam que autocompaixão, inteligência emocional e senso de autonomia são fatores decisivos para a saúde mental e para a liderança feminina. Plataformas digitais, quando usadas com intencionalidade, também têm se tornado espaços de fortalecimento coletivo, onde mulheres compartilham experiências reais e constroem redes de apoio que desafiam padrões impostos.
Como ação concreta para transformar esse cenário, Núria lidera iniciativas de educação emocional voltadas ao público feminino, com encontros e mentorias que unem ciência comportamental e práticas de autoconhecimento. “Empoderamento não é performar força o tempo todo, é ter liberdade emocional para ser quem se é, sem violência interna. Quando uma mulher se reconhece inteira, ela não apenas se cura: ela abre caminho para que outras façam o mesmo.” Finaliza a especialista.
Sobre Núria Santos
CEO da Tijoleste e mentora do método Evo, Núria Santos atua com inteligência emocional aplicada e empreendedorismo feminino. Sua metodologia combina práticas de autoconhecimento, neurociência emocional e estratégia de performance.
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