51% das empresas registram ganhos com IA e destacam novo papel da liderança
O uso de inteligência artificial (IA) na liderança e na gestão empresarial tem se consolidado nas organizações brasileiras, impulsionado pela busca por mais produtividade e decisões mais assertivas. Segundo pesquisa MIT Technology Review Brasil, em parceria com a Peers Consulting + Technology, 90% das empresas que adotaram IA generativa têm como principal objetivo elevar a produtividade, enquanto 51,8% registram ganhos concretos com a tecnologia. Ao mesmo tempo, a inclusão dos riscos psicossociais na NR-1 reforça que os impactos emocionais do trabalho, inclusive aqueles mediados por IA, passam a ser responsabilidade das empresas, tornando o tema estratégico e urgente para todos os setores.
Nesse cenário, muitas organizações associam o uso da tecnologia exclusivamente a ganhos de eficiência, velocidade e produtividade, sem considerar os efeitos sobre cultura, engajamento e saúde mental. Como consequência, lideranças e equipes podem experienciar sobrecarga, ansiedade, confusão de papéis e aumento do risco psicossocial, mesmo quando os resultados numéricos aparentam melhorar.
Para Pablo Funchal, CEO da Fluxus, empresa especializada em educação corporativa e desenvolvimento de lideranças, a preparação das pessoas é essencial para transformar a tecnologia em benefício. “A IA é uma ferramenta poderosa, mas não substitui consciência, critério e cuidado. Lideranças que não se estruturam para usar a tecnologia acabam amplificando sobrecarga, ansiedade e riscos psicossociais nos times. O futuro da liderança não é humano ou tecnológico, mas humano com tecnologia, desde que exista maturidade para integrar ambos”, afirma.
A discussão ganha relevância à medida que a tecnologia avança mais rápido que a preparação humana, exigindo que líderanças desenvolvam critérios conscientes para priorizar tarefas, tomar decisões e sustentar limites saudáveis. A IA, que antes era uma ferramenta de aceleração, passa a atuar como amplificadora da cultura organizacional, positiva quando há maturidade, negativa quando há desestruturação.
Segundo Pablo, integrar IA à cultura e à liderança permite que decisões sejam mais assertivas, equipes mantenham autonomia e engajamento, e metas sejam alcançadas de forma sustentável. “Lideranças preparadas conseguem usar a IA como apoio estratégico, e não como mecanismo de intensificação do trabalho, garantindo produtividade e bem-estar de forma equilibrada”, conclui.
Sobre a Fluxus Educação Corporativa
A Fluxus é uma empresa de educação corporativa especializada no desenvolvimento de lideranças e responsável por ajudar empresas a instrumentalizar suas equipes e transformar boas intenções em cultura organizacional, com ritmo, clareza e lideranças conscientes. Com foco em liderança, cultura organizacional e inovação, oferece palestras, mentorias e treinamentos para empresas de diversos segmentos.
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