Nova NR-1 cobra liderança e organização do trabalho na gestão de riscos psicossociais
Com a pauta migrando de bem-estar para governança, metodologias como a AURA, criada por Aline Kummer, passam a ser usadas como apoio na estruturação de planos de ação, indicadores e rotinas de prevenção no GRO
A NR-1, norma que define as bases de Segurança e Saúde no Trabalho, foi atualizada para reforçar que riscos psicossociais ligados ao trabalho também entram no Gerenciamento de Riscos Ocupacionais e no Programa de Gerenciamento de Riscos. Na prática, empresas passam a ter mais cobrança para registrar como identificam, avaliam e controlam fatores como sobrecarga, falhas de comunicação, conflitos recorrentes e problemas de organização do trabalho que aumentam a exposição a adoecimento e queda de desempenho. A nova redação do capítulo 1.5 foi aprovada pela Portaria MTE nº 1.419/2024 e teve a vigência prorrogada, com previsão de entrada em vigor até maio de 2026.
O tema ganha relevância porque não se trata de tendência de RH, mas de risco operacional e reputacional. Em nível global, a OMS (Organização Mundial da Saúde) e a OIT (Organização Internacional do Trabalho) estimam que depressão e ansiedade geram perda de 12 bilhões de dias de trabalho por ano, com custo de cerca de US$ 1 trilhão em produtividade, reforçando a necessidade de medidas organizacionais e preventivas. No Brasil, dados do INSS divulgados pela Agência Brasil apontaram aumento dos afastamentos por causas mentais em 2025, sinalizando um cenário em que prevenção, governança e métricas deixam de ser opcionais.
Na prática, o que muda é a lógica de cobrança interna. Riscos psicossociais passam a exigir inventário, plano de ação, responsáveis e acompanhamento de eficácia, integrando SST, RH, Jurídico e liderança. Indicadores como absenteísmo, rotatividade, afastamentos, volume de conflitos formais, dados de canais de ética e sinais de presenteísmo tendem a ganhar papel central, sempre com foco no risco relacionado ao trabalho, não em diagnósticos individuais.
É nesse contexto que cresce o interesse do mercado por metodologias capazes de transformar cultura e liderança em rotina mensurável de gestão. Uma dessas abordagens é a AURA, criada por Aline Kummer, que estrutura intervenções de desenvolvimento humano e maturidade de liderança com foco em comunicação, organização do trabalho e performance sustentável, conectando comportamento, processos e gestão. A proposta, segundo a fundadora, é sair do discurso genérico e entrar em método.
“A NR-1 acelera uma mudança que já vinha acontecendo, a empresa precisa olhar para o fator humano como parte do gerenciamento de risco, com rotina, evidência e responsabilidade clara. Quando a comunicação falha, quando a liderança atua no improviso e quando o trabalho vira sobrecarga crônica, não é só clima, é risco de operação. A AURA nasceu para organizar esse campo com método, maturidade e indicadores que sustentem decisões”, afirma Aline Kummer, empresária e fundadora da AURA.
Para especialistas, a tendência é que as empresas busquem soluções que conversem com a linguagem do PGR, sem transformar o tema em campanha emocional ou ação pontual. O foco passa a ser governança do trabalho, desenho de processos, qualidade da gestão e consistência das rotinas de prevenção, com evidências de que as medidas implementadas reduziram a exposição e melhoraram a previsibilidade operacional.
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