Logo
Imprimir esta página

Balanço 2025: faturamento real das PMEs cresce 1,2% no Brasil (Destaque)

Figura 1: IODE-PMEs (Número índice – base: média 2023=100)- Fonte: IODE-PMEs (Omie) Figura 1: IODE-PMEs (Número índice – base: média 2023=100)- Fonte: IODE-PMEs (Omie)

Expansão no ano foi sustentada por Indústria e Serviços, enquanto Comércio e Infraestrutura recuaram

O Índice Omie de Desempenho Econômico das PMEs (IODE-PMEs) aponta que a movimentação financeira média das pequenas e médias empresas (PMEs) brasileiras cresceu 1,2% em 2025, na comparação anual. No quarto trimestre do ano passado, o índice registrou avanço expressivo de 6,4% em relação ao mesmo período de 2024, acelerando frente ao crescimento de 2,7% observado no terceiro trimestre. O desempenho recente indica ganho de fôlego do segmento, com destaque para os setores de Indústria e Serviços.

O IODE-PMEs funciona como um termômetro da atividade econômica das empresas com faturamento anual de até R$ 50 milhões, acompanhando cerca de 750 atividades econômicas distribuídas entre os setores de Comércio, Indústria, Infraestrutura e Serviços.

Em linhas gerais, o desempenho do índice, em 2025, foi marcado por um primeiro semestre bastante desafiador para os empreendedores, em meio a choques de custos e à forte deterioração da confiança dos consumidores, o que dificultou a evolução das vendas e o repasse de preços. Nesse contexto, o IODE-PMEs registrou retração média de 2,3% no primeiro semestre, na comparação anual.

Como o desenrolar de 2025, o mercado apresentou reação mais consistente, ganhando tração nos últimos meses do ano. Apesar da manutenção das taxas de juros em patamares historicamente elevados — fator que segue restringindo o acesso ao crédito de empresários e consumidores —, as PMEs foram beneficiadas pela continuidade do crescimento da renda das famílias, sustentada pelo mercado de trabalho, além da recuperação da confiança que, segundo a Sondagem de Expectativas do Consumidor (FGV-IBRE), apresentou trajetória relevante de melhora ao longo do quarto trimestre de 2025, com expansão média de 1,0% ao mês, na série livre de efeitos sazonais.

Observou-se um alívio inflacionário na economia brasileira na segunda metade de 2025, reflexo dos juros elevados, da valorização cambial e da queda dos preços de commodities básicas. Pelo IGP-M (FGV), nota-se uma trajetória consistente de arrefecimento das pressões inflacionárias: a inflação acumulada em 12 meses recuou de 8,58% ao final do primeiro trimestre para -1,05% no encerramento de 2025.

Apesar da retomada do crescimento nos últimos meses, o IODE-PMEs indica que o mercado de pequenas e médias empresas apresentou desempenho inferior ao PIB brasileiro em 2025, revertendo o padrão observado entre 2022 e 2024. Segundo o Boletim Focus do Banco Central, a mediana das expectativas de mercado para o PIB de 2025 — cujo dado oficial será divulgado apenas em março de 2026 — situa-se em 2,3%, enquanto o IODE-PMEs encerrou o ano com expansão de 1,2%.

Sob a ótica setorial, os resultados mais recentes do IODE-PMEs evidenciam diferenças de desempenho entre os segmentos, em linha com o observado nos trimestres anteriores. Serviços e Indústrias impulsionaram a retomada do crescimento das PMEs.

A Indústria apresentou avanço mais expressivo no ano, com registro da expansão de 3,9% no faturamento médio, em relação a 2024, principalmente no quarto trimestre (+11,2% na comparação anual). O crescimento das PMEs industriais foi disseminado entre indústria de transformação: dos 23 subsetores acompanhados, 16 apresentaram expansão em 2025, com destaque para ‘Preparação de couros e fabricação de artefatos de couro, artigos para viagem e calçados’, ‘Fabricação de outros equipamentos de transporte’, ‘Fabricação de autopeças’ e ‘Fabricação de produtos alimentícios’.

Outro grande setor que apresentou expansão no ano foi o de Serviços. O IODE-PMEs aponta crescimento de 2,8% do faturamento real dessas empresas em 2025, com aceleração do desempenho ao longo do segundo semestre. O bom resultado também se refletiu no mercado de trabalho, já que a maior parte da expansão do saldo de empregos formais no ano esteve concentrada em atividades de Serviços.

Diferentemente do observado na Indústria, o IODE-Serviços registrou, no quarto trimestre, um desempenho positivo mais concentrado em atividades específicas, com destaque para ‘Atividades financeiras e de seguros’, ‘Transportes’, ‘Alojamento’ e ‘Saúde humana e serviços sociais’. Ainda assim, persistiu um desempenho mais fraco em segmentos relevantes para o universo das PMEs, especialmente ‘Alimentação’ e ‘Atividades profissionais, científicas e técnicas’, que enfrentam maior dificuldade de recuperação ao longo de 2025.

No setor de Comércio, o IODE-PMEs indica que o faturamento das PMEs encerrou 2025 com retração de 2,6% em relação a 2024, com recuo também no quarto trimestre (-0,5% na comparação anual).

No varejo, o índice aponta queda de 4,7% no ano, refletindo de forma clara o ambiente macroeconômico ainda restritivo. Segmentos mais dependentes de crédito contribuíram para o resultado negativo, com destaque para o comércio varejista ‘especializado em equipamentos e suprimentos de informática’, ‘equipamentos de telefonia e comunicação’ e ‘material de construção’. Em contraste, negócios mais sensíveis à renda apresentaram desempenho superior à média do varejo das PMEs, como o comércio varejista de ‘medicamentos veterinários’, ‘artigos de armarinho’ e ‘produtos farmacêuticos’.

Por outro lado, o atacado indica expansão de 3,2% no ano, com desempenho positivo no quarto trimestre (+6,1% na comparação anual). Entre as atividades com melhor resultado, destacam-se o comércio atacadista de ‘café em grão’, de ‘sorvetes’, de ‘resíduos e sucatas metálicos’ e de ‘carnes bovinas e suínas e seus derivados’.

Em Infraestrutura, o crescimento modesto observado no quarto trimestre (+1,2% na comparação anual) não foi suficiente para compensar as perdas acumuladas ao longo do ano. Com isso, o setor encerrou 2025 com retração de 4,8% em relação a 2024 — a mais intensa entre os grandes setores acompanhados pelo índice. O desempenho negativo reflete o impacto das taxas de juros elevadas e das condições de crédito mais restritivas, que afetaram diversas atividades, como ‘Obras de infraestrutura’, ‘Construção de edifícios’ e ‘Água, esgoto, gestão de resíduos e descontaminação’.

Ainda assim, o desempenho positivo na ‘Construção’ no quarto trimestre (+4,9% YoY), sustentado pelos ‘serviços especializados para construção’, contribuiu para mitigar uma retração ainda mais acentuada do setor no período.

Avaliando o desempenho regional das pequenas e médias empresas brasileiras: no Sudeste, o índice indica que o mercado permaneceu praticamente estável na média de 2025 (-0,2% em relação a 2024), com retomada do crescimento ao longo do segundo semestre. No quarto trimestre, o Sudeste registrou expansão expressiva de 5,9% na comparação anual, resultado relevante por se tratar da região com maior concentração de empresas ativas no país.

Os dados regionalizados do quarto trimestre de 2025 também apontam manutenção do crescimento no Nordeste (+11,3% YoY), no Centro-Oeste (+6,7% YoY) e no Sul (+2,1% YoY). Em contraste, a região Norte apresentou desempenho ainda fraco no período, com retração de 5,8% na comparação anual.

PMEs devem registrar crescimento moderado em 2026

Apesar das incertezas que ainda cercam o ambiente de negócios em 2026, há elementos macroeconômicos que sustentam o crescimento das pequenas e médias empresas brasileiras, ainda que em ritmo moderado do que o observado entre 2022 e 2024. Mesmo diante dos desafios, o cenário-base não contempla a interrupção da expansão da atividade econômica no país. Segundo a mediana das expectativas do Boletim Focus, do Banco Central, o mercado projeta crescimento de 1,8% do PIB em 2026, em um contexto de inflação mais controlada e início do ciclo de redução das taxas de juros.

Nesse ambiente, a projeção para o IODE-PMEs em 2026 aponta expansão de 2,9%, representando melhora em relação ao resultado de 2025 (+1,2% na comparação anual), mas ainda abaixo do ritmo médio observado nos anos anteriores (+7,0% ao ano entre 2022 e 2024). Cabe destacar que o mercado de PMEs inicia 2026 em condições mais favoráveis do que no começo de 2025, refletindo o maior controle inflacionário e a recuperação gradual da confiança dos consumidores. No ano passado, a combinação de pressão de custos e baixa confiança levou o segmento a registrar retração no primeiro semestre.

De modo geral, a expansão esperada do mercado tem como pano de fundo a continuidade do crescimento do consumo das famílias, sustentada pela manutenção da expansão da renda. Além da resiliência do mercado de trabalho — refletida no aumento dos rendimentos reais dos trabalhadores (+3,6% em 2025) —, o reajuste do salário mínimo e a ampliação da isenção do imposto para rendas de até R$ 5 mil mensais tendem a elevar a renda disponível para consumo. O maior controle inflacionário também contribui para esse cenário, ao reduzir as pressões de preços sobre itens básicos.

No âmbito do crédito, a expectativa é de que 2026 marque a retomada do ciclo de cortes da taxa Selic. Ainda assim, diante da situação fiscal mais sensível e das incertezas associadas ao calendário eleitoral, o espaço para reduções mais intensas da taxa básica no curto prazo tende a ser limitado. As projeções de mercado indicam que a Selic deve encerrar 2026 em torno de 12,25% ao ano — abaixo dos atuais 15% ao ano, porém ainda em patamar historicamente elevado.

Em síntese, 2026 deve exigir maior cautela por parte dos empresários brasileiros, em um ambiente de negócios caracterizado por elevada incerteza e maior volatilidade macroeconômica, tanto no cenário doméstico quanto no internacional. No contexto externo, tensões comerciais e geopolíticas seguem como importantes fontes de risco, com potencial de afetar fluxos de comércio, condições financeiras globais e, consequentemente, a competitividade de economias emergentes, como a brasileira.

Do ponto de vista doméstico, é relevante destacar que anos eleitorais, historicamente, não estão associados a retrações expressivas da atividade econômica, mas tendem a induzir uma postura mais cautelosa por parte dos agentes econômicos, especialmente nas decisões de investimento. Para além do acompanhamento das pesquisas eleitorais, é fundamental que o empreendedor compreenda os desafios que se colocam para o próximo governo, em particular no campo fiscal. Nesse contexto, torna-se crucial acompanhar de perto a conjuntura macroeconômica e as projeções de mercado, incorporando eventuais mudanças de direção ao planejamento estratégico dos negócios.

Além dos desafios já presentes no ambiente econômico, 2026 marca o início efetivo da implementação da Reforma Tributária no Brasil, introduzindo um novo vetor de risco para empresas de todos os portes. Embora os impactos imediatos sobre as PMEs tendam a ser graduais, a mudança estrutural na tributação sobre o consumo exigirá maior disciplina na gestão, controles financeiros mais rigorosos e capacidade de adaptação dos modelos operacionais. Com o avanço do processo de transição, o espaço para um planejamento seguro se reduz de forma relevante, tornando a preparação antecipada um fator crítico para mitigar riscos e preservar a competitividade.

SOBRE A OMIE

Fundada em 2013 por Marcelo Lombardo e Rafael Olmos, a Omie tem o propósito de destravar o crescimento de todos os tipos de negócios, oferecendo um sistema de gestão inovador, completo e ilimitado, ancorada em quatro grandes pilares: Gestão, por meio do software; Educação, por meio da Omie.Academy; Finanças, por meio de linhas de crédito e soluções para apoio à gestão de PMEs; e Comunidade, por meio de um ecossistema que conecta clientes, fornecedores e prestadores de serviços. Líder do segmento, a empresa conta com mais de 27 mil escritórios contábeis parceiros, mais de 180 mil clientes, mais de 1600 colaboradores e mais de 120 unidades de franquias no país. Atualmente, o Omie processa mais de R$35 bilhões em notas fiscais emitidas por mês, representando um fluxo de cerca de 3,5% do PIB brasileiro.


Compartilhe:: Participe do GRUPO SEGS - PORTAL NACIONAL no FACEBOOK...:
 
https://www.facebook.com/groups/portalnacional/

<::::::::::::::::::::>
IMPORTANTE.: Voce pode replicar este artigo. desde que respeite a Autoria integralmente e a Fonte...  www.segs.com.br
<::::::::::::::::::::>
No Segs, sempre todos tem seu direito de resposta, basta nos contatar e sera atendido. -  Importante sobre Autoria ou Fonte..: - O Segs atua como intermediario na divulgacao de resumos de noticias (Clipping), atraves de materias, artigos, entrevistas e opinioes. - O conteudo aqui divulgado de forma gratuita, decorrem de informacoes advindas das fontes mencionadas, jamais cabera a responsabilidade pelo seu conteudo ao Segs, tudo que e divulgado e de exclusiva responsabilidade do autor e ou da fonte redatora. - "Acredito que a palavra existe para ser usada em favor do bem. E a inteligencia para nos permitir interpretar os fatos, sem paixao". (Autoria de Lucio Araujo da Cunha) - O Segs, jamais assumira responsabilidade pelo teor, exatidao ou veracidade do conteudo do material divulgado. pois trata-se de uma opiniao exclusiva do autor ou fonte mencionada. - Em caso de controversia, as partes elegem o Foro da Comarca de Santos-SP-Brasil, local oficial da empresa proprietaria do Segs e desde ja renunciam expressamente qualquer outro Foro, por mais privilegiado que seja. O Segs trata-se de uma Ferramenta automatizada e controlada por IP. - "Leia e use esta ferramenta, somente se concordar com todos os TERMOS E CONDICOES DE USO".
<::::::::::::::::::::>

Copyright Clipping ©2002-2026 - SEGS Portal Nacional de Seguros, Saúde, Veículos, Informática, Info, Ti, Educação, Eventos, Agronegócio, Economia, Turismo, Viagens, Vagas, Agro e Entretenimento. - Todos os direitos reservados.- www.SEGS.com.br - IMPORTANTE:: Antes de Usar o Segs, Leia Todos os Termos de Uso.
SEGS é compatível com Browsers Google Chrome, Firefox, Opera, Psafe, Safari, Edge, Internet Explorer 11 - (At: Não use Internet Explorer 10 ou anteriores, além de não ter segurança em seu PC, o SEGS é incompatível)
Por Maior Velocidade e Mais Segurança, ABRA - AQUI E ATUALIZE o seu NAVEGADOR(Browser) é Gratuíto