Empresas médias lideram M&A, mas preparo define sucesso
Para David Denton, sócio da OKTO Finance, organização financeira, governança e clareza societária definem quem consegue executar bem as transações em um mercado cada vez mais competitivo
Empresas do middle market, companhias de porte intermediário com operações já estruturadas e potencial de crescimento, vêm assumindo papel central no mercado brasileiro de fusões e aquisições (M&A), impulsionadas por movimentos de consolidação setorial, processos de sucessão empresarial e pela busca por escala e eficiência operacional. Esse movimento reflete uma mudança estrutural no perfil das transações realizadas no país. Segundo análise da OKTO FINANCE, boutique especializada em fusões e aquisições, o avanço desse segmento ocorre em um contexto de crescimento relevante da atividade transacional no Brasil.
Os números confirmam a aceleração do mercado. De acordo com o M&A Deals Report 2025 H1, da Questum, o volume de operações de fusões e aquisições no Brasil cresceu 71,1% no primeiro semestre de 2025 em comparação com o mesmo período do ano anterior. Já dados do Sebrae, com base em levantamentos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), indicam que cerca de 99% das empresas brasileiras são de pequeno porte, incluindo microempresas e microempreendedores individuais (MEIs), o que evidencia o perfil majoritário da estrutura empresarial do país.
Dentro desse universo predominantemente formado por empresas menores, o middle market ocupa uma posição estratégica. No recorte desse segmento, embora não exista uma definição única, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) classifica como médias as companhias com faturamento anual entre R$ 4,8 milhões e R$ 300 milhões, enquanto o IBGE utiliza o número de empregados como critério, considerando médias as empresas com 100 a 499 funcionários na indústria e 50 a 99 empregados nos setores de comércio e serviços.
Segundo David Denton, sócio da OKTO Finance e especialista em fusões e aquisições, esse perfil explica por que o middle market concentra boa parte das oportunidades atuais de M&A no país. “São empresas que já superaram a fase inicial, têm operação validada e geração de caixa, mas enfrentam desafios claros de sucessão, capitalização e ganho de escala. Diante desse cenário, fusões, vendas parciais ou totais deixam de ser exceção e passam a ser instrumentos estratégicos de continuidade e crescimento”, afirma.
Esse protagonismo, no entanto, não é exclusivo do Brasil, ele acompanha uma tendência global. Segundo dados da PitchBook Global, as operações envolvendo empresas de porte intermediário já respondem por cerca de 70% do volume mundial de fusões e aquisições. Para Denton, o dado sinaliza uma mudança relevante no padrão de alocação de capital. “Em um cenário de maior seletividade, investidores têm priorizado operações com tickets mais ajustados, ciclos de integração mais curtos e maior previsibilidade de retorno. As empresas de porte intermediário se encaixam melhor nessa lógica do que grandes transações, hoje mais complexas e sensíveis aos riscos macroeconômicos”, afirma.
O avanço do middle market reforça a importância de decisões bem estruturadas por empresários e investidores. Com o foco do mercado se deslocando para além do tamanho da empresa, o preparo se torna determinante: organização financeira, governança e clareza societária deixam de ser diferenciais e passam a ser pré-requisitos. “São esses fatores que sustentam o valor durante a negociação e definem quem consegue executar bem em um mercado cada vez mais competitivo”, finaliza David Denton.
Sobre a OKTO FINANCE
Fundada em 2008, a OKTO FINANCE é uma boutique de fusões e aquisições (M&A) que reúne mais de 25 anos de experiência no mercado nacional e internacional. A empresa oferece consultoria e acompanhamento completo do processo de venda de uma empresa do início ao fim, contribuindo com análises detalhadas de negócio, estratégias de criação de valor empresarial e conexão com um banco internacional de compradores a fim de maximizar o sucesso das operações de seus clientes.
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