Gestão sem foco em lucro coloca empresas em risco apesar do crescimento
- Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por Karol Romagnoli
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Vender mais não garante saúde e sobrevivência empresarial
O problema não é falta de venda, é excesso de ilusão. Em um mercado de custos pressionados, crédito caro e margens cada vez mais estreitas, muitos empresários brasileiros continuam comemorando faturamento enquanto o resultado real se deteriora silenciosamente. O crescimento aparece no topo da planilha, mas some quando o caixa é analisado com rigor.
Os números ajudam a dimensionar o risco. Segundo a pesquisa Demografia das Empresas e Estatísticas de Empreendedorismo, do IBGE, cerca de 60% das empresas brasileiras não sobrevivem além de cinco anos. Em boa parte dos casos, a falência não ocorre por ausência de mercado, mas por falhas de gestão financeira em negócios que, paradoxalmente, estavam vendendo mais.
Esse é o ponto central do paradoxo empresarial atual. Pequenos e médios negócios ampliam receita, ganham volume, crescem em complexidade operacional, mas não estruturam lucro sustentável. O resultado é um ciclo perigoso em que crescimento aparente convive com fragilidade financeira crescente.
Para Herculano Souza da Cruz, consultor de negócios, especialista em finanças e ações, o erro começa na leitura equivocada dos próprios números. “Faturamento mostra movimento já o lucro é o que sobra depois de custos, impostos, estoque, equipe e da retirada do empresário. Quando essa distinção não é clara, o crescimento passa a esconder riscos que só aparecem tarde demais”, afirma.
Na prática, a armadilha se constrói no dia a dia da operação. Misturar contas pessoais com as da empresa, não definir pró-labore, comprar estoque sem análise de giro e reinvestir no impulso são decisões comuns em negócios que crescem rápido. Isoladamente, parecem inofensivas. Somadas, corroem margem, travam caixa e comprometem a capacidade de reação. “Já acompanhei empresas com vendas em alta que não conseguiam honrar fornecedores ou formar reserva financeira. Crescer sem controle transforma avanço em vulnerabilidade”, diz Cruz.
Outro erro recorrente é confundir entrada de caixa com lucro real. Recebimentos frequentes criam sensação de prosperidade, mas escondem margens apertadas e estruturas de custo mal dimensionadas. Em um cenário de juros elevados e menor tolerância a erro, essa ilusão cobra um preço alto. “Quando o empresário olha apenas para o quanto vendeu no mês e ignora o quanto efetivamente ganhou, ele perde poder de decisão e sem base financeira quase sempre custa caro”, explica.
Separar faturamento de lucro deixou de ser detalhe técnico e passou a ser escolha estratégica. Não se trata de frear crescimento, mas de torná-lo viável. “Vender é essencial e lucrar é o que sustenta. Crescer com lucro não é postura conservadora, é o único caminho para quem busca longevidade empresarial”, conclui Cruz.
O mercado já mostrou que crescer sem estrutura não é sinal de ambição e sim de risco. Empresas que não fazem essa leitura a tempo não quebram por falta de clientes, quebram por confundir movimento com resultado.
Sobre
Herculano Souza da Cruz é consultor de negócios, especialista em finanças e operações, com atuação voltada à estruturação e ao crescimento sustentável de pequenas e médias empresas. Com trajetória construída a partir da operação, iniciou a carreira em vendas e passou por posições de gestão comercial até liderar processos de expansão, organização financeira e desenvolvimento de equipes. Ao longo dos últimos anos, esteve à frente de negócios que somaram cifras milionárias em faturamento, aplicando métodos práticos de gestão, controle de caixa, precificação e tomada de decisão estratégica. Hoje, atua apoiando empresários na transição do operacional para uma administração mais eficiente, orientada por processos, margem e longevidade empresarial.
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