Prazos longos pressionam o caixa das empresas no início de 2026
- Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por Daniela Silveira
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Levantamento aponta que 77% das empresas da América Latina enfrentaram atrasos em 2025, com prazos médios de recebimento chegando a quase 60 dias
O início do ano costuma funcionar como um termômetro da saúde financeira das empresas, e 2026 começa com sinais de alerta. Dados divulgados pela Serasa no início de janeiro mostram que o Brasil alcançou a marca de mais de 73 milhões de consumidores inadimplentes, o maior número já registrado. O impacto é sentido diretamente pelas empresas após o período de compras sazonais de fim de ano. Isso porque grande parte dessas vendas é realizada com prazos de pagamento mais longos, fazendo com que o caixa seja pressionado justamente nos primeiros meses do ano, quando as despesas se acumulam.
“Quando o prazo se alonga demais, o problema deixa de ser comercial e passa a ser financeiro. Muitas empresas vendem bem, mas não conseguem transformar essas vendas em caixa no tempo certo”, afirma Ticiana Amorim, CEO e fundadora da Aarin, primeiro hub tech-fin especializado em Pix e Embedded Finance no Brasil.
Janeiro e fevereiro concentram despesas fixas, impostos e reorganização do orçamento das famílias, o que eleva o risco de atrasos nos pagamentos. Para as empresas, isso se traduz em um volume maior de contas a receber com menor previsibilidade, afetando decisões como investimentos, contratações e planejamento financeiro ao longo do ano.
Por esse motivo, empresas têm revisado políticas de concessão de prazo, formas de recebimento e processos de cobrança como parte da estratégia financeira. A revisão inclui desde critérios mais claros no momento da venda até maior controle sobre a jornada de pagamento do cliente, com foco em reduzir atrasos e melhorar a previsibilidade do caixa.
No pós-compra, o uso de tecnologia tem ajudado a tornar esse controle mais eficiente. A integração de meios de pagamento digitais, o acompanhamento automatizado dos recebíveis e a organização dos prazos de pagamento permitem identificar atrasos com mais rapidez e agir antes que eles comprometam o caixa. Ao reduzir processos manuais e oferecer alternativas mais simples para o pagamento, as empresas ganham visibilidade sobre o que têm a receber e diminuem o risco de inadimplência ao longo dos primeiros meses do ano.
Entre as práticas que vêm ganhando espaço em 2026 estão a automação dos fluxos de recebimento, a viabilização de modelos de pagamento recorrente e a redução de atritos no momento do pagamento. O uso mais inteligente de dados também tem apoiado decisões mais criteriosas sobre concessão de prazos e previsibilidade dos recebíveis, ajudando as empresas a proteger o caixa no período pós-sazonal.
“O que aparece agora é uma postura mais cautelosa das empresas em relação a prazo. Há menos espaço para alongamentos automáticos e mais atenção ao equilíbrio entre vender, receber e sustentar o caixa ao longo do ano”, conclui Amorim.
Sobre a Aarin
A Aarin é o primeiro hub tech-fin especializado em Pix e Embedded Finance no Brasil. Atualmente faz parte do grupo Bradesco e fornece serviços com enfoque financeiro incluso na experiência do usuário, possibilitando que qualquer empresa possa prestar serviços financeiros para sua base de clientes. Através do Smart Core, os negócios podem ofertar seus próprios serviços financeiros sem que precisem ser um banco. Nascida em Salvador (BA), a Aarin passou por M & A multimilionário com o grupo Bradesco em agosto de 2022.
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