Pico de demissões voluntárias em janeiro acende alerta para o RH
- Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por Noelle Neves
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Com picos de mobilidade profissional no início do ano, janeiro impõe ao RH processos de recrutamento e onboarding mais ágeis, integrados e claros, sob pena de perder talentos ainda nas primeiras etapas da jornada.
Janeiro deixou de ser apenas um mês de retomada e passou a concentrar um dos períodos mais críticos para a gestão de pessoas. Só em janeiro de 2025, 37,9% das saídas registradas no país foram voluntárias, segundo levantamento da LCA 4intelligence com base em dados do Caged. O número ajuda a explicar por que o início do ano é marcado por disputas intensas por talentos, urgência nas contratações e maior risco de decisões equivocadas.
Na prática, o cenário exige mais do que acelerar processos. Exige planejamento flexível, leitura constante de dados e clareza sobre o que a empresa realmente precisa naquele momento. Para Hosana Azevedo, Head de RH da Redarbor Brasil, grupo detentor do Pandapé, janeiro escancara a importância de abandonar planejamentos rígidos. “O negócio é orgânico. Se a gente já começa o ano deixando espaço para necessidades que vão surgir, fica muito mais fácil identificar o momento que a empresa está vivendo”, afirma.
Essa leitura se torna ainda mais relevante em um mercado onde a permanência longa deixou de ser regra. Segundo Hosana, as empresas precisam entender a própria curva de permanência dos colaboradores. “A gente não vive mais em um mercado em que as pessoas ficam dez ou quinze anos na mesma empresa. É fundamental entender qual é o ciclo do colaborador e se ele está dentro da expectativa do negócio”, explica.
Atrair bem começa antes da vaga estar aberta
Em um contexto de alta rotatividade voluntária, atrair talentos passa menos por promessas genéricas e mais por alinhamento realista de expectativas. Dados da Deloitte mostram que 89% das falhas de contratação estão ligadas a fatores comportamentais, e não técnicos, o que reforça a necessidade de processos seletivos mais profundos, mesmo sob pressão.
Na visão de Hosana, o papel estratégico do RH está justamente em fazer as perguntas certas. “Nem sempre o perfil que o gestor acha que quer é o que ele realmente precisa naquele momento. Às vezes, cumprir três ou quatro requisitos bem alinhados ao contexto faz mais diferença do que um checklist quase perfeito”, afirma.
Esse alinhamento envolve também cultura e modelo de trabalho. Vender uma flexibilidade que não existe, por exemplo, tende a gerar frustração e desligamentos precoces. “A cultura que importa não é a que está na parede, é a do dia a dia. Ser honesto desde o início economiza tempo e aumenta a efetividade do processo”, diz.
Tecnologia como base para decisões mais rápidas e menos intuitivas
Diante da urgência típica de janeiro, a tecnologia deixa de ser um suporte operacional e passa a sustentar decisões estratégicas. Ferramentas que integram recrutamento, admissão e indicadores ajudam o RH a reduzir o tempo de resposta sem empobrecer a análise.
Segundo Hosana, o uso de dados é essencial inclusive para conduzir mudanças internas. “As pessoas tendem a se apegar ao planejamento inicial. Quando o RH consegue mostrar os dados por trás das decisões, fica mais fácil levar o time junto nas mudanças”, afirma.
A inteligência artificial também entra nesse processo como aliada para simulações, leitura de cenários e priorização. “A IA não é mais tendência, é uma realidade para apoiar a tomada de decisão e liberar o RH da atividade operacional, permitindo uma atuação mais estratégica”, destaca.
Janeiro como teste de maturidade do RH
Mais do que um mês difícil, janeiro funciona como um teste de maturidade para as áreas de pessoas. Empresas que acompanham seus indicadores, entendem sua dinâmica de turnover e alinham discurso, cultura e processo seletivo conseguem transformar um período crítico em vantagem competitiva.
“Algumas saídas fazem parte. O importante é estar preparado para elas, garantir que o conhecimento não se perca e usar os dados para ajustar a rota”, resume Hosana.
Com o entendimento que quase 40% das saídas voluntárias se concentram logo no início do ano, atrair talentos deixou de ser apenas uma questão de velocidade. Passou a ser, sobretudo, uma questão de consistência, leitura de dados e decisões bem fundamentadas desde o primeiro contato.
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