Formação profissional passa a valorizar competições e desafios práticos
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Hackathons, desafios e projetos reais antecipam exigências do mercado de trabalho
Virgilio Marques dos Santos, sócio-fundador da FM2S Educação e Consultoria
A ideia de que um bom desempenho acadêmico, por si só, garante espaço no mercado de trabalho vem sendo cada vez mais questionada. Embora a formação teórica siga sendo fundamental, empresas têm valorizado profissionais que já passaram por experiências práticas intensas, nas quais precisaram tomar decisões sob pressão, lidar com conflitos e transformar ideias em soluções concretas.
Segundo Virgilio Marques dos Santos, gestor de carreiras, PhD pela Unicamp e sócio-fundador da FM2S Educação e Consultoria, desafios práticos — como competições de negócios, hackathons, desafios de inovação e projetos aplicados — vêm ocupando um papel estratégico na formação profissional. Santos acompanha e atua diretamente na criação dessas iniciativas, tendo sido um dos cocriadores do Desafio Unicamp, competição gratuita de estímulo ao empreendedorismo e à inovação, realizado pela Agência de Inovação da Universidade Estadual de Campinas (Inova Unicamp). "O diploma entrega a base conceitual. Mas é nesses ambientes que a pessoa descobre se consegue atuar no mundo real", afirma.
Para o especialista, essas experiências funcionam como zonas intermediárias entre a universidade e o mercado. "A sala de aula é um ambiente controlado. Já os desafios práticos reproduzem o caos do trabalho: prazos apertados, recursos limitados, divergências de opinião e cobrança por resultado. É ali que o aprendizado acelera", explica.
Um dos principais choques vividos nesses contextos é perceber a distância entre uma boa ideia e uma solução viável. "Muita gente acredita que, se a proposta for tecnicamente boa, o mercado automaticamente vai absorver. Na prática, não é assim", diz Santos. Ele explica que projetos frequentemente nascem de uma solução técnica sofisticada que ainda não encontrou um problema real, ou de uma demanda concreta que precisa ser ajustada para se tornar viável financeiramente e operacionalmente. "Esse confronto é didático. Mostra que inovar não é apenas criar algo inteligente, mas algo que resolva um problema real."
Outro aprendizado central está no desenvolvimento de habilidades comportamentais. Diferente dos trabalhos acadêmicos tradicionais, esses ambientes exigem negociação, gestão de conflitos e tomada de decisão coletiva sob pressão. "Você aprende a lidar com pessoas difíceis, com divergências e com o tempo jogando contra. Isso se aproxima muito mais da dinâmica profissional do que exercícios simulados", avalia.
As competições e desafios também produzem um tipo específico de networking. "Não é o contato superficial de evento. As relações se formam no limite do estresse, quando fica claro quem entrega, quem sustenta decisões e quem recua diante da dificuldade", observa Santos. Segundo ele, não é raro que parcerias profissionais e projetos duradouros surjam nesses contextos.
Para o especialista, um erro comum entre estudantes e jovens profissionais é adiar esse tipo de experiência até se sentirem plenamente preparados. "A lógica do 'só participar quando estiver pronto' paralisa. Ninguém está pronto. Esses ambientes existem justamente para ensinar o que ainda falta", complementa.
Na avaliação de Santos, o fracasso também tem papel formativo relevante. "Perder um desafio ou ver um projeto não funcionar ensina mais do que uma trajetória acadêmica sem riscos. O feedback direto de profissionais do mercado e da própria realidade acelera o amadurecimento."
Esse movimento tende a impactar a forma como trajetórias profissionais são avaliadas. "Currículos baseados apenas em disciplinas cursadas e médias acadêmicas estão perdendo força. O mercado quer saber o que a pessoa construiu, testou, tentou e aprendeu no processo", resume.
Para quem busca acelerar a carreira nos próximos anos, a recomendação é clara: sair do ambiente excessivamente controlado. "É desconfortável, mas extremamente formativo. E hoje, esse tipo de vivência pesa cada vez mais nas decisões de contratação", conclui.
Virgilio Marques dos Santos é um dos fundadores da FM2S, gestor de carreiras, PhD, doutor, mestre e graduado em Engenharia Mecânica pela Unicamp e Master Black Belt pela mesma Universidade. Autor do livro "Partiu Carreira", TEDx Speaker, foi professor dos cursos de Black Belt, Green Belt e especialização em Gestão e Estratégia de Empresas da Unicamp, assim como de outras universidades e cursos de pós-graduação. Atuou como gerente de processos e melhoria em empresa de bebidas e foi um dos idealizadores do Desafio Unicamp de Inovação Tecnológica.
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