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Como o recommerce corporativo reduz custos e acelera metas ESG nas empresas

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Estudos internacionais indicam que o mercado global de recommerce pode ultrapassar US$ 500 bilhões até 2025, com projeções que superam US$ 2 trilhões até 2035

Com pressão crescente por eficiência financeira, governança e metas ESG mais rigorosas, empresas brasileiras começam a revisar um ponto historicamente negligenciado da operação: o destino de mobiliário, eletrônicos e equipamentos fora de uso. O que antes era tratado como descarte inevitável ou custo residual passa a ser estruturado como gestão ativa de ativos, com impacto direto no caixa e na organização patrimonial.

Esse movimento impulsiona a expansão do recommerce corporativo, prática já consolidada no varejo de consumo e que agora avança de forma mais estruturada sobre o mercado B2B. A lógica é simples: transformar bens usados, excedentes ou recondicionados em redução de custos operacionais, liberação de espaço físico e, em alguns casos, recuperação de parte do investimento originalmente imobilizado.

Um mercado bilionário - e um passivo brasileiro relevante

Estudos internacionais indicam que o mercado global de recommerce pode ultrapassar US$ 500 bilhões até 2025, com projeções que superam US$ 2 trilhões até 2035, impulsionado principalmente pelos segmentos de eletrônicos, mobiliário e equipamentos profissionais. No Brasil, o tema ganha ainda mais relevância diante do volume de ativos descartados de forma pouco estruturada.

O país é hoje o 5º maior gerador de lixo eletrônico do mundo, produzindo cerca de 2,4 milhões de toneladas por ano, mas apenas 3% desse volume tem destinação adequada. Grande parte desse passivo vem do ambiente corporativo: computadores substituídos por upgrades, equipamentos ociosos após reestruturações e mobiliário trocado em reformas ou mudanças de sede.

“Durante muito tempo, esses itens ficaram fora do radar financeiro das empresas”, afirma o CEO da Kwara, marketplace especializado na venda de ativos corporativos, Thiago da Mata. “Quando a empresa passa a enxergar esses bens como estoque com valor residual, muda completamente a lógica de gestão.”

Segundo o executivo, estruturar processos de revenda permite recuperar parte relevante do investimento inicial, além de reduzir despesas com armazenagem, descarte e logística reversa. “Não se trata apenas de vender o que está parado, mas de criar inteligência sobre o ciclo de vida dos ativos, algo que impacta diretamente a eficiência operacional e a previsibilidade financeira.”

ESG sai do discurso e entra na planilha

A profissionalização do recommerce corporativo acompanha uma mudança mais ampla na agenda ESG. Com investidores, conselhos e cadeias globais exigindo métricas mais claras de impacto ambiental, práticas ligadas à economia circular deixam de ser periféricas e passam a integrar decisões financeiras.

No caso dos eletrônicos, a reutilização e a revenda ajudam a mitigar um dos maiores desafios ambientais atuais. Estimativas internacionais apontam que o mundo gera mais de 60 milhões de toneladas de lixo eletrônico por ano, com taxas de reciclagem ainda baixas. No Brasil, a lacuna entre geração e destinação adequada reforça a pressão sobre empresas para adotarem modelos mais responsáveis.

“Nem todo lixo eletrônico é realmente lixo”, diz Thiago da Mata. “Muitos equipamentos ainda estão em boas condições de uso e só deixaram de ser utilizados por questões de upgrade tecnológico. Cada item que ganha uma segunda vida reduz a extração de novos recursos e posterga o descarte inadequado.”

Dados, rastreabilidade e a profissionalização da revenda

À medida que o recommerce corporativo ganha escala, cresce a exigência por rastreabilidade, padronização de informações e mensuração de impacto. Esses elementos permitem que a revenda de ativos passe a integrar políticas formais de gestão patrimonial, auditorias ESG e relatórios financeiros mais precisos sobre recuperação de valor.

No Brasil, a cultura de revenda já é relevante no ambiente digital: milhões de pessoas comercializam produtos usados em marketplaces, com dezenas de milhões de itens listados mensalmente. Esse comportamento começa a migrar para o universo corporativo, impulsionando modelos de revenda online e leilões digitais, especialmente entre empresas que não possuem estrutura interna para precificação, logística, negociação e compliance.

“Quando esses processos são transferidos para plataformas especializadas, as empresas ganham transparência, controle e previsibilidade”, afirma o CEO da Kwara. “Muitas organizações subestimam o volume de recursos que permanecem fora do radar financeiro.”

Uma mudança estrutural silenciosa

Ainda longe do protagonismo que tem no varejo, o recommerce corporativo avança de forma silenciosa dentro das empresas brasileiras. Impulsionado pela combinação entre eficiência financeira, governança e amadurecimento da agenda ESG, o tema começa a ser incorporado às decisões estratégicas como instrumento de racionalização de custos e melhor uso de recursos.

“O que mudou foi a forma como as empresas enxergam o fim do ciclo de uso de seus bens”, conclui Thiago da Mata. “Quando esse processo é organizado, os impactos aparecem no caixa, no controle de inventário e na qualidade das decisões.”

Kwara
A Kwara é uma plataforma digital especializada na intermediação da compra e venda de bens, produtos e ativos de diferentes naturezas no Brasil. A empresa atua exclusivamente como intermediadora, conectando vendedores e compradores em um ambiente 100% online. A plataforma é voltada a ajudar empresas de diversos portes e segmentos a vender ativos como mobiliário, eletrônicos, equipamentos e bens fora de uso ou fora do core business. Do lado da demanda, os compradores podem ser pessoas físicas ou jurídicas (B2C e B2B), o que amplia o alcance, a liquidez e a competitividade das transações. Criada com o propósito de tornar mais eficiente e transparente o processo de alienação de ativos, a Kwara organiza fluxos historicamente burocráticos e pouco estruturados, apoiando-se em tecnologia orientada a dados, padronização de informações e rastreabilidade das operações. O modelo permite escalar a conexão entre vendedores corporativos e compradores de diferentes perfis em todo o território nacional. O diferencial da plataforma está na capacidade de gerar liquidez para as empresas vendedoras, ampliar o acesso a oportunidades de compra para pessoas físicas e jurídicas e estruturar a saída de ativos de forma integrada à gestão patrimonial e às práticas de economia circular. Saiba mais em Kwara.


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