Telecom no Brasil: tendências da infraestrutura inteligente para 2026
- Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por Maria Julia
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Por Carlos Eduardo Sedeh, CEO da SAMM
Durante muitos anos, o debate sobre telecomunicações no Brasil esteve centrado em cobertura e expansão de acesso. Hoje, esse eixo começa a mudar. O setor entra em uma fase menos ruidosa, porém decisiva: a transição da conectividade como fim para a conectividade como base de um ecossistema digital mais complexo, distribuído e orientado a dados.
A conectividade deixou de ser um diferencial competitivo. Tornou-se infraestrutura essencial — tão estratégica quanto energia ou logística. E, nesse novo cenário, não basta estar conectado: é preciso entregar velocidade efetiva, baixa latência, resiliência de rede e capacidade computacional próxima do usuário.
Os números ajudam a dimensionar essa virada. Dados da Anatel indicam que o Brasil fechou 2024 com cerca de 346,9 milhões de acessos em serviços de telecom, entre telefonia, banda larga fixa e TV por assinatura. Na banda larga fixa, a fibra óptica já responde por cerca de 73% dos acessos, segundo levantamentos da própria agência e da Teleco — sinal claro de que o mercado prioriza estabilidade, capacidade e qualidade, não apenas alcance.
Mesmo em um ambiente macroeconômico desafiador, o setor manteve fôlego. Relatórios da Teleco e da IDC Brasil mostram que o segmento móvel teve, no segundo trimestre de 2025, o melhor desempenho dos últimos cinco anos, impulsionado pela expansão de aplicações de IoT em áreas como indústria, agronegócio e serviços. Ao mesmo tempo, a banda larga fixa segue crescendo, mas em ritmo mais moderado do que no ciclo intenso de investimentos observado durante e logo após a pandemia, conforme análises da IDC e da Omdia.
Esse conjunto de dados aponta para um mercado resiliente, mas em clara transformação. O crescimento continua, porém, com novas exigências técnicas, operacionais e estratégicas.
O que deve moldar o setor nos próximos anos
Alguns vetores já se consolidam como determinantes do futuro da telecom no Brasil entre 2026 e 2028:
Fibra como infraestrutura crítica, não como diferencial
A fibra óptica deixa de ser uma vantagem competitiva e passa a ser requisito mínimo. Streaming, cloud, trabalho remoto e serviços corporativos demandam redes com alta capacidade e estabilidade contínua. A discussão não é mais “ter fibra”, mas como escalar qualidade e performance sobre ela.
5G ganhando sentido econômico e operacional
À medida que a cobertura avança e se integra ao backhaul de fibra, o 5G deixa de ser promessa e passa a sustentar aplicações reais — de automação industrial a cidades inteligentes e telemedicina. A conectividade móvel evolui de acesso para plataforma de dados e serviços.
Do acesso puro aos serviços de valor agregado
Com a maturidade dos mercados de voz e banda larga, cresce a pressão por novos modelos de receita. Soluções em nuvem, data centers regionais, redes privadas, segurança, serviços gerenciados e infraestrutura híbrida ganham protagonismo. A conectividade vira meio — não produto final.
Interiorização da infraestrutura como estratégia de desenvolvimento
Ainda existem mais de mil municípios sem backbone de fibra adequado, segundo levantamentos recentes. Esse cenário abre espaço para provedores regionais e PPPs, que atuam com maior proximidade territorial e conhecimento local, ajudando a reduzir desigualdades digitais e a fomentar economias regionais.
Competição mais sofisticada e segmentada
O mercado se reorganiza. Grandes operadoras seguem relevantes pela escala, enquanto players regionais e especializados ganham força ao atender demandas específicas — empresas, indústrias, governos e verticais. O modelo de “plano genérico” perde espaço para soluções sob medida.
Impactos para empresas, investidores e formuladores de políticas
Para empresas intensivas em dados, a mensagem é clara: conectividade, sozinha, já não resolve. Performance, latência e confiabilidade passam a ser critérios centrais de competitividade.
Para investidores e operadores, as oportunidades se deslocam para soluções integradas — fibra combinada a data centers regionais, redes híbridas, serviços gerenciados e segurança da informação.
Já para reguladores e formuladores de políticas públicas, o desafio é garantir que a expansão da infraestrutura acompanhe o ritmo da inovação digital, com incentivos à interiorização, à competição equilibrada e à soberania dos dados.
O setor de telecom no Brasil não vive apenas um novo ciclo de crescimento. Vive uma mudança estrutural. A próxima década não será marcada por quem conecta mais pessoas, mas por quem constrói infraestrutura inteligente, distribuída e preparada para sustentar o futuro digital do país.
Quem entender isso agora não apenas transmitirá dados — ajudará a definir os caminhos da economia digital brasileira.
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