Quase um mês a menos de trabalho: calendário de 2026 impõe novos desafios às empresas
Ano tem nove feriados em dias úteis e quase um mês de produtividade reduzida, exigindo revisão de metas e planejamento comercial
Ano de 2026 é desafiador para as empresas brasileiras. Foto: Divulgação
O calendário de 2026 traz um desafio adicional para empresas brasileiras que buscam crescer em um cenário econômico cada vez mais exigente. Com nove feriados nacionais caindo em dias úteis, além de feriadões prolongados e períodos tradicionalmente menos produtivos, o ano que recém começou tende a reduzir de forma significativa a capacidade real de entrega dos times comerciais, de marketing e operações.
Embora o Brasil tenha oficialmente 239 dias úteis em 2026, a produtividade efetiva deve ser menor. Um levantamento realizado pela PipeRun, CRM de vendas com sede em Porto Alegre, indica que, na prática, as empresas devem contar com o equivalente a 220,1 dias produtivos reais ao longo do ano, uma perda de 19 dias úteis, ou cerca de 8% da capacidade operacional anual.
Segundo Fausto Reichert, CRO da PipeRun, o impacto vai além dos feriados oficiais. “Existe um calendário invisível que afeta diretamente o ritmo das empresas, formado por feriadões, semanas pós-Ano Novo, Carnaval, períodos eleitorais, Copa do Mundo e o fim de ano. Esses fatores reduzem foco, energia e volume de entregas”, afirma.
Na prática, essa redução impacta diretamente indicadores como metas comerciais, CAC, conversão de vendas, previsibilidade de receita e planejamento financeiro. De acordo com Reichert, empresas que não consideram esses ciclos tendem a trabalhar com metas desalinhadas com a capacidade real de execução, o que gera gargalos no fim dos trimestres e pressão excessiva sobre os times.
Diante desse cenário, a avaliação da PipeRun é que crescer em 2026 exigirá menos aceleração e mais organização dos sistemas de vendas. A recomendação é ajustar metas ao potencial real de cada período do ano, redistribuir esforços para meses historicamente mais produtivos e antecipar campanhas antes das janelas de baixa eficiência.
“O crescimento deixa de ser resultado de picos de esforço e passa a ser consequência de sistemas bem organizados”, resume Reichert. Para ele, empresas que incorporarem o calendário real ao planejamento terão vantagem competitiva em um ano que será mais curto do que aparenta no papel.
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