APIs e embedded insurance vão redefinir o mercado de seguros em 2026, aponta Softtek
Novo cenário exige arquiteturas flexíveis, integração com ecossistemas digitais e agilidade
O setor de seguros atravessa uma das transformações mais profundas de sua história. Impulsionado pela digitalização financeira, pela ascensão do Embedded Insurance (Seguro Embutido) e pela pulverização de novos canais, o segmento troca modelos rígidos e centrados no core tradicional por arquiteturas modulares, abertas e orientadas a ecossistemas.
Nesse cenário, a competitividade das seguradoras é definida pela capacidade de operar com volume, variação e velocidade. Esses fatores são críticos para viabilizar a oferta de itens personalizados e a distribuição integrada a bancos, fintechs, varejo, telecom e marketplaces.
De acordo com Adriano Candido, Vice-Presidente de Negócios em segmentos estratégicos da Softtek Brasil, a proteção securitária deixa de ser um produto isolado para se tornar parte intrínseca da jornada do consumidor. "Com isso, é necessário que as companhias repensem profundamente sua arquitetura tecnológica, seus processos e a própria cultura de inovação", avalia.
Tendências em ascensão
Entre as tendências que redesenham a indústria, destaca-se a adoção de estratégias API-first, o uso de microsserviços e a separação entre a camada de inovação e os sistemas legados. Na prática, o desacoplamento permite que novas jornadas digitais sejam ajustadas rapidamente, sem a dependência de longos ciclos de desenvolvimento nos sistemas centrais.
Esse movimento consolida o conceito de Seguro Componível, em que coberturas, serviços e canais são combinados sob demanda, conforme o contexto de uso e o perfil do cliente.
"A modernização do core continua sendo importante, mas já não é suficiente. O mercado exige flexibilidade para testar e escalar soluções quase em tempo real, algo incompatível com estruturas monolíticas", explica Candido.
A expansão do Embedded Insurance é o outro grande motor dessa mudança. Ao oferecer proteção de forma contextual, no ato da compra de um bem ou contratação de um serviço, as seguradoras ampliam seu alcance e geram novas fontes de receita.
Contudo, o modelo impõe desafios técnicos, como a integração com múltiplos sistemas, alta disponibilidade e governança rigorosa sobre dados e conformidade. "Estamos falando de ambientes com milhões de transações e expectativas de experiência similares às das Big Techs. A infraestrutura precisa suportar esse nível de exigência", destaca o executivo.
Nesse panorama, a Softtek reforça seu papel como parceira estratégica na construção dessa nova geração de operações. Com expertise global em nuvem, dados e integração, a companhia auxilia seguradoras a evoluírem para modelos mais ágeis e escaláveis.
Como parte dessa estratégia, a Softtek mantém parcerias com plataformas como a InsureMO, que oferece uma camada de middleware baseada em APIs para conectar sistemas legados a novos canais digitais. O resultado é a aceleração drástica no lançamento de produtos.
"O desafio não é apenas adotar tecnologias, mas orquestrá-las com inteligência para garantir velocidade sem perder o controle. Quem equilibrar esses fatores liderará o novo mercado de seguros", conclui Candido.
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