Da desconfiança à adoção: IA já apoia a contratação em 70% das empresas brasileiras
Levantamento do Pandapé em parceria com a Adecco revela alta adoção de inteligência artificial no RH e reforça o movimento de digitalização que guiou os principais avanços do software em 2025.
A inteligência artificial deixou de ser tema de futuro distante para assumir lugar concreto dentro das rotinas de Recursos Humanos. Um estudo conduzido pelo Pandapé em parceria com a Adecco mostra que 70% das empresas brasileiras já utilizam ferramentas de IA em alguma etapa do recrutamento. A tendência se intensificou ao longo de 2025, acompanhando a necessidade crescente de acelerar processos, reduzir custos e melhorar a assertividade das contratações.
O levantamento ouviu 460 profissionais de RH e mostrou que, na maioria das empresas, o uso da IA já faz parte do dia a dia: 77% afirmam utilizá-la com frequência diária. As aplicações mais comuns estão em áreas de alto volume e necessidade de agilidade, como Recrutamento e Seleção (72,2%), Análise de Dados (52,2%), Treinamento e Desenvolvimento (35,1%) e Atendimento ao Cliente (32%). Entre os participantes, 54,8% perceberam melhorias relevantes nos processos internos após a adoção dessas ferramentas.
Mesmo com os avanços, ainda existem pontos de atenção. Cerca de um terço dos profissionais demonstra preocupação com possíveis vieses e perda de humanização nas etapas automatizadas. Além disso, 30% das empresas nunca ofereceram treinamento específico sobre o uso de IA, o que evidencia a necessidade de qualificar equipes para lidar melhor com essas tecnologias.
As conclusões da pesquisa dialogam diretamente com o que o Pandapé trabalhou ao longo de 2025. O software avançou em iniciativas voltadas à eficiência e experiência do candidato, mantendo o foco na redução de etapas operacionais e na oferta de dados mais consistentes para apoiar decisões de contratação.
Entre os recursos que ganharam destaque no ano estão o Pandapé Fast Apply, que permite candidaturas pelo WhatsApp e ajuda empresas a diminuírem desistências em vagas de alto volume, e o Pandapé Genoma, ferramenta baseada em testes gamificados e princípios de neurociência para apoiar processos seletivos mais preditivos. A atualização de formatos de divulgação de vagas, como a Vídeo-Oferta, e melhorias em fluxos de admissão digital também fazem parte do conjunto de avanços.
Para Patricia Suzuki, CHRO da Redarbor Brasil, grupo que detém o Pandapé, o fortalecimento da tecnologia não reduz o protagonismo do RH, mas muda o tipo de trabalho que os profissionais passam a desempenhar.
"Quando automatizamos partes repetitivas do processo seletivo, o recrutador ganha tempo para investir em etapas que dependem de mais análise, senso crítico e empatia, como conduzir entrevistas, entender o contexto das equipes e tomar decisões que realmente exigem sensibilidade humana. A tecnologia entra como aliada para maior eficiência e assertividade do processo como um todo."
Além das melhorias internas, o ano também mostrou que setores como varejo, logística, saúde e tecnologia continuam liderando a adoção de soluções digitais. A expectativa é que a tendência se intensifique em 2026, com empresas buscando mais rapidez, integração entre etapas e segurança de dados.
O estudo mostra que as empresas brasileiras já estão maduras no uso da IA no RH e devem intensificar esse movimento em 2026. A busca por mais velocidade, integração e segurança nas contratações tem guiado as prioridades do Pandapé e direcionado os avanços que o software deve apresentar no próximo ano.
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