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Tecnologia e prevenção: as 5 tendências da segurança do trabalho para 2026

Investir em segurança do trabalho não é apenas cumprir normas, é também estratégia de negócio e sustentabilidade. Estudos da Integrate.io mostram que empresas podem perder de 20% a 30% da receita anual por falta de dados organizados e previsibilidade. Tecnologias como IA já reduzem em até 60% o tempo de inspeções e eliminam 30% do retrabalho, segundo a McKinsey e indicadores do Checklist Fácil, software para padronização e metrificação de processos presente em 14 países, tornando a prevenção essencial para proteger trabalhadores e garantir continuidade operacional.

A tecnologia tem transformado todas as áreas e com os setores industriais não é diferente. Trabalhadores de ‘chão de fábrica’, expostos a condições de alto risco, passam a contar com investimentos em prevenção que garantem também a sustentabilidade do negócio.

Segundo Rafael Lessa, Diretor de Produto da Starian Eficiência Operacional, uma das principais inovações no setor será a IA treinada em dados reais e contextos operacionais. Com precisão de até 98% na detecção de riscos seguindo padrões do Departamento do Trabalho dos Estados Unidos, a tecnologia permite alarmes em tempo praticamente real para incidentes, além de apoiar o monitoramento do uso de EPI e comportamentos inseguros. Para Lessa, essa geração de sistemas transforma a segurança: “As máquinas não apenas registrarão riscos, mas agirão preventivamente para salvar vidas antes mesmo que um supervisor perceba o problema”.

Abaixo, veja outras 5 tendências tecnológicas que vão moldar a segurança do trabalho em 2026. Os especialistas das empresas Checklist Fácil, Saint-Gobain e Elastri explicam os impactos esperados com a adoção dessas tecnologias na segurança do trabalho, casos de sucesso globais e quais as aplicabilidades em negócios do Brasil:

1. Segurança digital e preditiva (IA + Dashboards)

A segurança digital e preditiva se destaca pelo uso de checklists digitais com IA e dashboards preditivos que antecipam riscos antes que aconteçam. Neste caso, modelos de machine learning podem cruzar históricos de incidentes com sinais coletados em tempo real, permitindo decisões mais rápidas e baseadas em dados. Segundo os especialistas, o impacto esperado é a redução de incidentes por antecipação de riscos e maior confiabilidade nas decisões operacionais. Globalmente, exemplos como as campanhas digitais da Agência Europeia para a Segurança e Saúde no Trabalho e a IA para ergonomia da Amazon (EUA) mostram que a tendência é consolidada, enquanto no Brasil, empresas podem aplicar checklists digitais em indústrias e construção, integrando dashboards a métricas ESG para otimizar a segurança.

2. Automação e robótica em áreas de risco

A automação e robótica em áreas críticas podem alocar robôs de inspeção em espaços confinados ou quentes demais para humanos, veículos autônomos em mineração, siderurgia e cimento, drones para inspeção em altura e robôs colaborativos (cobots) em processos pesados. Esses sistemas reduzem drasticamente a exposição humana a ambientes perigosos, diminuindo acidentes fatais em setores de alto risco. Exemplos globais incluem caminhões autônomos da Rio Tinto (Austrália) e robôs industriais na siderurgia chinesa, enquanto no Brasil, robôs para inspeção em espaços confinados e veículos autônomos já começam a ser utilizados na mineração.

Paulo Montenegro, Head de Sustentabilidade da Elastri Engenharia, destaca como a automação já tem proporcionado ganhos reais de eficiência para as inspeções da companhia. “Em obras com mais de 20 mil colaboradores, realizamos cerca de 26 mil checagens por semana de forma digital. Isso agiliza o processo, reduz falhas e transforma cada inspeção em uma oportunidade de aprendizado e prevenção. Estruturar dados é o que nos permite ser proativos. Criamos indicadores que nos ajudam a correlacionar desempenho de liderança, engajamento das equipes e resultados em segurança. Quando mostramos esses números à alta gestão e reconhecemos as equipes mais comprometidas, fortalecemos uma cultura de prevenção genuína e participativa”.

3. Sensoriamento em tempo real (IoT + Wearables + Visão Computacional)

O sensoriamento em tempo real combina IoT, wearables e visão computacional para criar uma rede de vigilância ativa. Câmeras inteligentes podem detectar a ausência de EPIs e comportamentos inseguros, enquanto sensores biométricos monitoram fadiga e ergonomia. Já dispositivos ambientais captam calor, ruído, gases e poeira para emitir alertas automáticos. Os especialistas destacam que essa integração possibilita monitoramento contínuo e reação imediata a riscos, prevenindo acidentes antes que se tornem críticos. No exterior, empresas como BASF (Alemanha) e minas canadenses têm utilizado soluções semelhantes, enquanto no Brasil, wearables em siderurgia e mineração e sensores IoT em fábricas e canteiros de obra começam a entrar no radar das empresas.

Alexsandro Lacerda, Supervisor de EHS da Saint-Gobain, explica que a IoT traz um ganho expressivo de confiabilidade, o que permite que iniciativas de prevenção sejam ainda mais consistentes. “Neste contexto, os dados são coletados automaticamente, sem interferência humana, o que elimina erros e gera históricos precisos que sustentam decisões estratégicas de segurança. Acredito que a grande virada está na capacidade preditiva. Ao analisar séries de dados de vibração, temperatura ou ruído, conseguimos identificar tendências e prevenir falhas antes que se tornem acidentes. Em resumo, investir em IoT não é apenas sobre digitalizar um formulário; é sobre inteligência operacional. É garantir que o profissional de SST atue no que realmente importa, utilizando dados para evitar acidentes antes que eles aconteçam, levando o nível de segurança do trabalho a um patamar de excelência”.

4. Treinamento imersivo (VR/AR)

O treinamento imersivo utiliza realidade virtual (VR) e aumentada (AR) para simulações realistas de situações de risco sem exposição física. Inspeções remotas, simulações de acidentes e gamificação aumentam o engajamento e a retenção de conhecimento, preparando melhor os trabalhadores para ambientes perigosos. Com a adoção desse tipo de tecnologia se espera reduzir acidentes e aumentar a segurança operacional. Globalmente, exemplos incluem o uso de VR em obras da Skanska (UK) e em siderurgia pela ArcelorMittal (Luxemburgo). No Brasil, o VR já tem sido aplicado em algumas áreas, como canteiros de obra, fábricas e centros de distribuição, com treinamentos gamificados.

5. Integração ESG e Compliance

A integração entre ESG e compliance operacional reforça a cultura de “Zero Harm”, ou seja, sem danos nas empresas. Relatórios EHS (sigla em inglês para Meio Ambiente, Saúde e Segurança) disponibilizados em tempo real e projetos concebidos já com o conceito “Safety by Design” garantem transparência para reguladores e investidores e fortalecem a segurança desde a concepção do projeto. No mundo, Singapura exige Design for Safety obrigatório e países nórdicos integram ESG à segurança operacional. No Brasil, relatórios digitais e projetos industriais e de construção já começam a incorporar práticas de segurança desde o planejamento, tornando o processo mais seguro e eficiente.


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