Por que janeiro é um mês estratégico para impulsionar as vendas no varejo
Marketing inteligente, narrativa relevante e conexão com o consumidor explicam como marcas podem vender mais nas férias sem recorrer a promoções vazias
Janeiro deixou de ser, há algum tempo, um mês de baixa automática para o varejo. Dados recentes mostram que o comportamento do consumidor mudou, e o início do ano passou a concentrar compras planejadas, reposições e decisões mais conscientes. Em vez de impulsividade, o que se vê é um consumidor mais criterioso, atento a utilidade, valor e benefício .
Esse cenário cria um terreno fértil para estratégias de marketing bem estruturadas. Para Nah Casoti, mercadóloga especializada em comportamento do consumidor, o erro de muitas marcas é tratar janeiro como um prolongamento das liquidações de fim de ano. “O consumidor entra em janeiro com outra cabeça. Ele está reorganizando a vida, as finanças e a rotina. Quando a marca entende isso, a venda acontece com mais naturalidade”, afirma.
As redes sociais, nesse contexto, deixam de ser apenas vitrines de ofertas e passam a desempenhar um papel estratégico na construção de relacionamento. Conteúdos que dialogam com objetivos de começo de ano, como organização, bem-estar, retomada de hábitos e recomeços, tendem a gerar mais engajamento do que campanhas focadas apenas em preço.
“A propaganda vazia não convence mais. As pessoas querem entender por que aquele produto faz sentido agora. Narrativa vende mais do que desconto quando é bem construída”, explica Nah. Para ela, marcas que conseguem contar histórias conectadas à vida real do consumidor criam identificação e confiança, dois fatores decisivos para a conversão.
Outro ponto-chave está no uso inteligente de dados. Campanhas genéricas perdem força em um cenário onde a personalização se tornou expectativa. Segmentar públicos, entender hábitos de consumo pós-férias e adaptar mensagens aumenta não só a taxa de conversão, mas também o valor percebido da marca.
A sazonalidade, quando bem explorada, também impacta diretamente os resultados. Estudos internacionais apontam que campanhas alinhadas a momentos específicos do ano podem gerar crescimento expressivo em vendas online e retorno sobre investimento. “Não se trata de inventar uma promoção, mas de conectar a oferta ao momento emocional e prático do consumidor”, reforça a especialista.
Promoções continuam tendo espaço, mas precisam ser estratégicas. Descontos sem contexto tendem a desgastar a marca e educar o consumidor a comprar apenas quando o preço cai. Já ações que combinam benefício financeiro com propósito, experiência ou solução real fortalecem o relacionamento no longo prazo.
Para Nah Casoti, janeiro é um mês que pode definir o tom do ano inteiro para uma marca. “Marketing eficiente não grita, conversa. Quem respeita o consumidor, entende o momento dele e entrega valor de verdade, vende mais hoje e constrói preferência amanhã”, conclui.
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