Como a Inteligência Artificial está transformando o setor de viagens de 2025 a 2026
- Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por Iago Almeida
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Por Bruno Henrique Nascimento Bazoti, CEO e fundador da Larian AI*
A inteligência artificial deixou de ser tendência ou experimento e se tornou infraestrutura. Em 2025, a eficiência e a competitividade no setor de viagens passaram a depender diretamente de sistemas inteligentes integrados. O comportamento do público confirma essa mudança cultural. Segundo a Phocuswright, 48% dos millennials e 42% da Geração Z demonstram maior conforto em usar IA para planejar viagens em comparação ao ano anterior. O viajante de hoje não busca apenas novidade tecnológica, mas precisão, velocidade e recomendações personalizadas. Nesse cenário, empresas que ainda mantêm processos manuais começam a perder relevância.
Essa transformação não é impulsionada apenas por grandes empresas de tecnologia. O Lufthansa Innovation Hub mapeou em 2025 uma explosão de iniciativas que vão de motores inteligentes de recomendação a servidores MCP capazes de consultar inventários de voos em tempo real. Startups e companhias aéreas no mundo todo já aplicam IA para ajustar preços dinamicamente, personalizar itinerários e automatizar check-ins. Esses exemplos mostram que a inteligência artificial gera impacto direto na experiência do cliente e na redução de falhas operacionais, confirmando que não se trata de uma tendência passageira.
A experiência internacional reforça essa conclusão. Companhias aéreas que implementam IA de forma estruturada conseguem reduzir falhas operacionais em até 30%, otimizar rotas e ajustar capacidade de assentos em tempo real. Tecnologias que antes eram experimentais agora permitem que recomendações personalizadas sejam oferecidas em segundos, aumentando a satisfação do cliente e a fidelização. Esse nível de precisão torna a operação mais previsível e minimiza desperdícios, uma vantagem crítica em mercados com margens apertadas.
Em paralelo, a automação deixa de ser apenas sinônimo de corte de custos e passa a representar previsibilidade, confiabilidade e capacidade de escala. Em um setor pressionado por margens estreitas, a tecnologia se torna o único caminho para operar com eficiência sustentável, incluindo redução de desperdício de recursos e menor impacto ambiental.
O fator humano não desaparece, mas assume um papel estratégico. Equipes deixam de executar tarefas repetitivas e passam a concentrar esforços em análise de dados, gestão de exceções e tomada de decisão complexa. A inteligência artificial cuida da integração de sistemas e da correção automática de inconsistências, liberando profissionais para interagir com clientes em situações que exigem empatia e contexto, fatores que a tecnologia não substitui. Empresas que combinam inteligência artificial e intervenção humana qualificada alcançam níveis superiores de eficiência, consistência e governança operacional.
No Brasil, esse movimento global começa a se refletir de forma gradual, mas consistente. A entrada de empresas nacionais em ecossistemas tecnológicos globais indica que o setor brasileiro começa a se alinhar com padrões internacionais de operação. Credenciamentos estratégicos e integração com inventários de voos reduzem disparidades históricas e aproximam o país de mercados mais maduros. Nesse contexto, a velocidade de adoção passa a ser mais relevante do que a capacidade técnica, criando oportunidades para companhias que desejam se destacar no cenário latino-americano.
A adoção da inteligência artificial, no entanto, traz desafios que vão além da tecnologia. A proteção de dados e a ética no uso de algoritmos são essenciais para garantir confiança do consumidor. Resistência interna a mudanças e a necessidade de investimento em infraestrutura exigem planejamento cuidadoso. Empresas que ignoram esses aspectos podem implementar soluções de forma fragmentada e perder competitividade em um mercado cada vez mais guiado por dados.
As projeções para 2026 indicam que a próxima fase do setor de viagens será marcada por previsibilidade operacional e experiências mais fluidas para o cliente. Serviços como itinerários dinâmicos, recomendações proativas e análise inteligente de demanda deixarão de ser diferenciais e se tornarão padrão. A competitividade será definida por quem consegue gerar, operar e interpretar dados confiáveis de forma estruturada, enquanto modelos analógicos tendem a perder relevância rapidamente.
O impacto da inteligência artificial no setor de viagens é profundo e irreversível, combinando automação, integração de sistemas e análise de dados para aumentar eficiência e melhorar a experiência do cliente. O desafio não é mais quando adotar a tecnologia, mas como implementar de forma estruturada e responsável. A viagem do futuro já se manifesta em empresas que usam IA para antecipar demandas, personalizar serviços e reduzir falhas, garantindo vantagem competitiva em um mercado global dinâmico.
*Bruno Bazotti é fundador e CEO da Larian AI, onde atua na transformação do setor de turismo por meio de soluções de inteligência artificial voltadas à automação e eficiência operacional. Com mais de 12 anos de experiência em tecnologia, incluindo passagens por empresas como IBM, Intuit e TEKsystems, é especialista em estratégia de dados, automação e desenvolvimento de produtos baseados em IA.
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