Visual Law: como tornar o Direito mais acessível e compreensível
O Direito, historicamente, é marcado por uma linguagem técnica, formal e, muitas vezes, de difícil compreensão para quem não é da área jurídica. Esse distanciamento entre o conteúdo jurídico e seu destinatário final gera insegurança, desinformação e até prejuízos práticos às partes envolvidas. Nesse contexto, surge o Visual Law como uma importante ferramenta de democratização do acesso à Justiça.
O Visual Law consiste na aplicação de recursos visuais — como ícones, fluxogramas, cores, infográficos e organização estratégica do texto — com o objetivo de tornar documentos jurídicos mais claros, intuitivos e compreensíveis. Não se trata de “simplificar” o Direito a ponto de esvaziar seu conteúdo técnico, mas de comunicar melhor, respeitando os princípios da clareza, da transparência e da boa-fé.
A adoção do Visual Law está diretamente relacionada ao direito à informação adequada, especialmente em áreas como o Direito do Consumidor, o Direito do Trabalho e o Direito de Família. Contratos extensos, petições confusas e decisões judiciais excessivamente técnicas dificultam o entendimento das partes e comprometem a efetividade da prestação jurisdicional. O uso de elementos visuais facilita a compreensão dos direitos, deveres, prazos e consequências jurídicas, reduzindo conflitos e litígios desnecessários.
Na prática, o Visual Law pode ser aplicado de diversas formas. Em contratos, por exemplo, é possível destacar cláusulas sensíveis com cores, inserir quadros-resumo e utilizar ícones para indicar obrigações, prazos e penalidades. Em petições iniciais e recursos, fluxogramas podem explicar a linha do tempo dos fatos ou a lógica dos pedidos formulados. Já em comunicações com clientes, o uso de linguagem simples aliado a recursos visuais fortalece a confiança e melhora a relação profissional.
Além de beneficiar o cliente, o Visual Law também favorece o Poder Judiciário e os próprios advogados. Documentos mais organizados e visuais tendem a ser analisados com maior facilidade, contribuindo para a celeridade processual. Trata-se, portanto, de uma prática alinhada à eficiência, princípio que deve nortear a atuação jurídica contemporânea.
É importante destacar que o Visual Law não afasta o rigor técnico nem substitui o conhecimento jurídico. Pelo contrário, exige ainda mais cuidado na elaboração dos documentos, pois cada elemento visual deve ter propósito e coerência com o conteúdo apresentado. O uso inadequado ou excessivo de recursos gráficos pode comprometer a seriedade do documento, razão pela qual a técnica deve ser aplicada com equilíbrio.
Diante disso, o Visual Law se apresenta como um caminho sem volta para a modernização da advocacia. Em um cenário cada vez mais digital e dinâmico, comunicar bem é tão importante quanto fundamentar corretamente. Tornar o Direito mais acessível não diminui sua importância; ao contrário, fortalece sua função social e aproxima o cidadão da Justiça.
Sobre o autor
Fernanda Alves Santos, advogada formada pela instituição Faculdade Ruy Barbosa, pós-graduada em direito e processo civil pela Faculdade Baiana de direito e gestão.
Sobre o escritório
Fundado em 2003, o VIGNA ADVOGADOS ASSOCIADOS possui sede em São Paulo e está presente em todo o Brasil com filiais em 15 estados. Atualmente, conta com uma banca de mais de 280 advogados, profissionais experientes, inspirados em nobres ideais de justiça. A capacidade de compreender as necessidades de seus clientes se revela em um dos grandes diferenciais da equipe, o que permite desenvolver soluções econômicas, ágeis e criativas, sem perder de vista a responsabilidade e a qualidade nas ações praticadas.
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