Janeiro Branco: como a IA pode ajudar a combater o burnout nas empresas
Especialistas explicam como a automação inteligente atua como um amortecedor emocional no dia a dia corporativo
Em meio à constante pressão por respostas imediatas e ao volume de mensagens que alimentam o esgotamento no trabalho, a Inteligência Artificial (IA) surge como uma aliada para a saúde mental. A discussão, que ganha força durante o Janeiro Branco, aponta para a automação inteligente como um "amortecedor emocional" contra o burnout.
Nos últimos quatro anos, os afastamentos por burnout cresceram seis vezes, impactando significativamente as contas da Previdência Social. Segundo dados do Ministério da Previdência Social (MPS), os auxílios-doença motivados pelo esgotamento profissional saltaram de 823 casos em 2021 para 4.880 em 2024, representando uma alta de 493%. A tendência persiste em 2025: apenas no primeiro semestre, os 3.494 registros já equivalem. Atualmente, 1 em cada 7 afastamentos no Brasil é motivado por questões de saúde mental, aproximando essa categoria do topo das causas de auxílio, hoje liderada por problemas osteomusculares.
O professor convidado de IA na Faculdade Getúlio Vargas (FGV) e CEO da Chatvolt, Alexander Barros, defende que o foco da tecnologia em 2026 é libertar o talento humano da mediocridade operacional. O especialista explica que o grande gargalo das empresas, principalmente as de telecomunicações, não é o volume de interações, mas a natureza repetitiva do que chega até as equipes. Ele explica que a tecnologia empregada pela Chatvolt foi desenvolvida para atuar como uma camada inteligente de triagem que resolve o que é automatizável em segundos.
"A IA que desenvolvemos atua como um filtro de alta precisão que entende a intenção real do cliente e entrega apenas o que exige empatia ou complexidade técnica", afirma Barros. Para o executivo, essa mudança transforma o colaborador em um estrategista. "O profissional deixa de ser um digitador de respostas prontas para se tornar um gestor de sucesso do cliente. É a evolução do trabalho braçal para o intelectual, potencializado pela tecnologia. A IA não substitui o talento, ela o liberta", crava Barros.
Um dos diferenciais apontados por ele para reduzir o estresse é a Integração de Base de Conhecimento Dinâmica. A ferramenta permite que a IA aprenda com os manuais da própria empresa, eliminando a busca frenética por arquivos internos. "O funcionário ganha tempo e a empresa ganha eficiência, mantendo o foco em resolver problemas em vez de apenas responder mensagens", pontua o CEO.
IA como amortecedor emocional
Marcos Rosa, responsável técnico pela plataforma de soluções em IA da Chatvolt, acredita que a tecnologia só faz sentido quando melhora a vida de quem está na ponta. Em setores de alta pressão, como o atendimento ao cliente, ele defende que a IA deve atuar como um verdadeiro amortecedor emocional para evitar que o desgaste se transforme em doenças ocupacionais.
"Profissionais de atendimento lidam com alta carga cognitiva e, muitas vezes, com a agressividade de quem está do outro lado. A IA pode identificar quando uma interação está escalando emocionalmente e oferecer suporte imediato ou encaminhar o caso para um supervisor antes que o atendente chegue ao seu limite", explica Rosa. Segundo o técnico, automatizar demandas repetitivas e previsíveis devolve ao humano a autonomia real. "Menos leitura de script e mais capacidade de criar e empatizar tornam o trabalho sustentável", aponta.
Rosa define a função primordial da IA como um "exoesqueleto para a mente", permitindo que as pessoas deleguem o "fazer" para se concentrarem no "decidir". "A IA devolve a única moeda que não conseguimos criar mais, que é o tempo. No fim das contas, ela deve resolver o que é lógico para que nós possamos focar no que é sensível. Otimizar processos é, acima de tudo, uma forma de libertar pessoas".
Segundo os especialistas, a recomendação principal para gestores de RH é implementar a Inteligência Artificial como uma aliada estratégica na preservação do capital humano, focando em ferramentas que automatizem o trabalho exaustivo para abrir espaço ao bem-estar e à criatividade. “Ao adotar soluções que funcionam como filtros operacionais e amortecedores emocionais, a empresa não apenas eleva sua produtividade, mas também constrói uma cultura de valorização profissional em que a tecnologia serve às pessoas, tornando o ambiente de trabalho mais saudável, sustentável e atraente para os talentos do futuro”, encerra Barros.
Sobre a Chatvolt
Fundada pelo professor convidado de IA na Faculdade Getúlio Vargas (FGV) e especialista em soluções de IA, a Chatvolt é uma plataforma revolucionária que democratiza a criação de agentes inteligentes para empresas de todos os tamanhos. Com interface intuitiva, ela permite que qualquer pessoa desenvolva agentes de IA sofisticados em minutos, não meses. Alimentada por modelos de linguagem avançados e bases de dados personalizadas, a plataforma oferece soluções customizadas para transformar a forma como as empresas se comunicam e gerenciam dados.
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