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Nem tudo é burnout: como diferenciar transtornos e apoiar a saúde mental nas empresas

  • Quinta, 25 Setembro 2025 12:29
  • Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por  Paulo Ucelli
  • SEGS.com.br - Categoria: Seguros
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A sociedade contemporânea, marcada por um ritmo acelerado e mudanças profundas nas percepções de objetivos e propósitos, tem presenciado um aumento expressivo de problemas mentais no ambiente corporativo, como ansiedade, depressão e Síndrome de Burnout. Esse cenário impõe desafios às empresas, exigindo atenção redobrada aos fatores que influenciam a saúde mental dos colaboradores.

“Nos últimos anos, a revolução tecnológica e a crescente digitalização foram intensificadas pela pandemia, além do aumento da pressão e das metas dentro das empresas. Com isso, as frustrações se tornam mais evidentes”, explica Vicente Beraldi Freitas, médico da Moema Medicina do Trabalho.

Ele complementa: “Vivemos em uma realidade onde as pessoas enfrentam dificuldades, como conviver com padrões irreais nas redes sociais e altos anseios, tornando-as mais sensíveis a gatilhos para problemas psiquiátricos.”

Segundo Beraldi, um dos maiores equívocos atuais está no uso indiscriminado do termo Burnout. “Hoje, praticamente qualquer quadro de estresse é chamado de Burnout, mas não é bem assim. A síndrome é uma condição relacionada exclusivamente ao trabalho, e exige diagnóstico cuidadoso. Muitas vezes, as pessoas trazem para a rotina profissional problemas pessoais ou externos que impactam seu desempenho, mas que não se enquadram como Burnout. É preciso diferenciar.”

Principais doenças e suas diferenças

Burnout

Caracterizada por exaustão extrema e sentimentos de frustração ligados diretamente ao trabalho. A atualização do Ministério da Saúde, que incluiu a síndrome na lista de doenças relacionadas ao trabalho, reforça a importância desse reconhecimento. “A grande dificuldade hoje é identificar corretamente o que realmente é Burnout. Por isso, é essencial acompanhamento especializado e diagnóstico preciso. Independentemente da origem do problema — seja do trabalho ou pessoal — a empresa tem papel fundamental em apoiar o colaborador”, reforça Beraldi.

Crise de ansiedade

Marcada por preocupação constante e excessiva, pode gerar sintomas físicos como falta de ar, sudorese e arritmia. “A ansiedade pode ser desencadeada por fatores internos ou externos, e vem sendo potencializada pela pandemia e pelo excesso de estímulos digitais”, explica Beraldi.

Depressão

Doença crônica e recorrente que causa tristeza profunda e desesperança, afetando diretamente a capacidade funcional do indivíduo. É essencial buscar ajuda médica e diferenciar a tristeza transitória de uma condição clínica que exige tratamento.

Entre as causas mais comuns para esses quadros estão tanto fatores organizacionais — como sobrecarga de trabalho, conflitos de função, falta de alinhamento entre valores pessoais e metas da empresa — quanto fatores pessoais, como problemas familiares ou isolamento social.

O papel preventivo do RH

Tatiana Gonçalves, sócia da Moema Medicina do Trabalho, observa: “Há 20 anos, os afastamentos eram majoritariamente por acidentes de trabalho e problemas ortopédicos. Hoje, vemos um crescimento exponencial de pacientes com problemas psiquiátricos.”

Esse novo cenário exige atuação estratégica dos setores de gestão de pessoas. Para Mari Viana, especialista em relações humanas e fundadora da Gestão Consciente, “muitas vezes os empreendedores só buscam ajuda quando os problemas já se manifestaram. Um RH preventivo atua antes, potencializando talentos, treinando liderança e mantendo o clima organizacional saudável.”

Entre as ações sugeridas por Mari estão:

Planejamento estratégico de RH e políticas preventivas;
Monitoramento do clima organizacional e revisão de processos;
Treinamento de liderança para promover uma cultura saudável;
Programas de desenvolvimento técnico e comportamental;
Criação de canais de comunicação e rituais de alinhamento;
Estímulo à colaboração, pertencimento e engajamento.

“Cuidar das pessoas é cuidar do negócio. Um RH estratégico e preventivo garante que as equipes estejam preparadas, motivadas e alinhadas com a cultura da empresa, resultando em produtividade e qualidade de vida para todos”, conclui Mari.


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