Redução de diferença salarial entre cargos pode ser uma tendência da inteligência artificial no trabalho, analisa economista Leonardo Monasterio
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Durante live do Instituto Millenium, especialista aponta que efeitos devem demorar para chegar no Brasil
Os impactos das plataformas de inteligência artificial, como ChatGPT, devem demorar para aparecer no Brasil, mas as ferramentas recém-lançadas devem atingir principalmente as funções profissionais que exigem grau apurado de análise e maior nível de escolarização, inclusive, com redução das diferenças frente a outras ocupações.
Foi pensando no futuro do trabalho, que o Instituto Millenium promoveu uma live com o doutor em Economia e pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) Leonardo Monasterio, para avaliar as tendências no mercado de trabalho considerando os impactos da inteligência artificial.
Na avaliação do visiting scholar no Lemann Center da Stanford University, o uso das novas tecnologias pode reduzir a diferença salarial entre diferentes ocupações. “Uma coisa que me parece é que vai ter redução da polarização entre ocupações. Pessoas com salários mais altos, certamente vão ganhar em produtividade, por conta dos aplicativos, mas a tecnologia deve substituir parte desses trabalhadores e os salários relativos dessas funções também pode cair. Isso não é completamente ruim porque a sociedade como um todo vai ficar mais rica graças a essas tecnologias”, afirmou Monasterio.
Ele explicou, no entanto, que o Brasil tem muitos entraves em regulação e na própria estrutura de trabalho, além de ter boa parte da mão-de-obra em ocupações em atividades que não estão sendo diretamente substituídas por essas tecnologias. Por isso, os impactos no mercado de trabalho brasileiro devem chegar mais tarde.
Outra tendência, segundo Monasterio, é que essa substituição do trabalho do homem para o trabalho dos aplicativos não deve acontecer para todos. De acordo com ele, bons profissionais devem se manter em suas funções, com certas adaptações. “Aquele advogado que só fazia petições repetidas pode ser substituído pelo ChatGPT, que vai gerar o mesmo resultado com uma boa precisão. Mas aquele advogado criativo que buscava solução mais elaborada para isso, esse deve ser beneficiado, porque ele pode parar de fazer coisas mais prosaicas e liberar seu tempo para fazer coisas mais sofisticadas. Os melhores em habilidade saem ganhando”, afirmou. Ainda segundo o pesquisador, isso pode levar a um aumento da desigualdade dentro de cada ocupação.
No curto prazo, o economista disse que provavelmente os ganhos em produtividade desse novo cenário não serão percebidos imediatamente porque é preciso tempo para troca de processos e para organização do trabalho nas empresas.
Ao longo do webinário, medidado pelo CEO do Instituto Millenium, Diogo Costa, Leonardo Monasterio citou um paper produzido e publicado pela OpenAI, empresa que desenvolveu o ChatGPT, que afirma que 80% da mão de obra nos EUA vai ter ao menos 10% das suas tarefas atingidas pelas plataformas de inteligência artificial.
Sobre o convidado
Leonardo Monasterio é doutor em Economia, pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e professor do programa de mestrado do Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP). Foi coordenador da área da Ciência de Dados na Escola Nacional de Administração Pública (Enap) e, recentemente, tem se dedicado ao estudo dos impactos da automação no trabalho, com especial foco no setor público. Atualmente, é visiting scholar no Lemann Center da Stanford University.
Instituto Millenium
O Instituto Millenium é uma associação civil sem fins lucrativos e sem vinculação político-partidária, reconhecido por defender interesses públicos e, principalmente, valores e princípios democráticos que pautam o desenvolvimento do país. Com um quadro de formadores de opinião e influenciadores, o think tank proporciona um espaço de debate para encontrar soluções para os problemas econômicos e sociais do Brasil.
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