Educadora financeira alerta sobre planejamento financeiro antes de empreender
Aline Soaper comenta como disciplina e organização são fundamentais para quem opta pela demissão e deseja abrir o próprio negócio
Dois fenômenos podem ser observados com o fechamento do primeiro semestre de 2022: o número de demissões a pedido dos próprios trabalhadores (33,2%), segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, e o aumento na quantidade de abertura de novas empresas. Nesse último, a abertura de Microempreendedores Individuais MEIs se apresenta de forma mais expressiva (79%), com base em dados da Receita Federal, organizados por uma organização na área de contabilidade. Diante desse cenário, a educadora financeira Aline Soaper alerta sobre a importância do planejamento financeiro para quem está pensando em pedir demissão e montar o seu próprio negócio.
“O que observamos ao longo da pandemia foi que o número de empreendedores por necessidade aumentou. Além disso, com a flexibilização das regras sanitárias, e com a volta ao trabalho presencial ou híbrido, muitos profissionais viram-se insatisfeitos com o emprego que tinham. Essa onda de demissões voluntárias também aconteceu e está acontecendo em outros países. Essa busca por uma maior flexibilidade aliada ao empreendedorismo, exige ainda mais organização e planejamento financeiro”, comenta Soaper. Não à toa, um estudo do site LinkedIn apontou que 49% das pessoas empregadas consideram mudar de emprego, em busca de melhores salários e equilíbrio entre vida pessoal e profissional.
A educadora financeira ressalta ainda sobre alguns benefícios que serão perdidos quando o profissional migra de um emprego no formato CLT para abrir sua própria empresa, ou ser microempreendedor individual. “Alguns benefícios, como férias e 13° salário, não estarão mais disponíveis para aquele empreendedor. Além disso, não haverá um salário fixo mensalmente, já que depende da captação de clientes ou o volume de vendas daquele período. Outro ponto importante, é planejar bem como serão o período de férias, já que no começo a empresa costuma depender 100% do empresário e, sem produzir, não há rendimento. Para assumir o controle da própria vida profissional, e trabalhar de forma autônoma ou como MEI, as pessoas precisam saber se organizar e se planejar para as variações de entrada de dinheiro, para os imprevistos financeiros, se planejar para ter recursos e fazer o negócio crescer, e além de tudo especializar-se continuamente”, ressalta
A administradora Valéria Fernandes faz parte das estatísticas de trabalhadores que pediram demissão voluntária, com intuito de empreender. Quando ela ainda trabalhava de carteira assinada em uma empresa, na área de recursos humanos, começou a fazer uma renda extra resolvendo burocracias financeiras para familiares. “Eu fazia o que chamamos de BPO Financeiro, um trabalho que terceiriza as atividades financeiras de um negócio. No início, eu usei apenas conhecimento, dedicação, um computador e internet. Eu fazia o trabalho burocrático de finanças que a maioria das pessoas acha chato, mas que para mim era fácil e me garantia uma renda extra. Com muitas insatisfações no trabalho de CLT, sai do emprego e decidi empreender em tempo integral, mas aquele dinheiro extra que eu fiz com o BPO Financeiro somada a uma reserva que eu tinha feito quando ainda trabalhava de CLT, me ajudaram a ter esse equilíbrio na hora de montar meu próprio negócio”, salienta Fernandes.
Para quem deseja pedir demissão com intuito de empreender, Aline Soaper dá algumas dicas: “O primeiro passo é fazer o levantamento do valor do custo de vida que você leva. Em segundo, crie uma reserva financeira para esse período de transição de carreira. Outro passo importante é reduzir o custo de vida, para ter mais fôlego financeiro nesse momento de transição. Além disso, faça o controle de todas as receitas, ou seja, do que entra de dinheiro e das despesas que tem que pagar. E por fim, antes de sair efetivamente do trabalho, comece a gerar renda extra. Tenha uma atividade paralela ao emprego, que pode ser no mesmo nicho que você pretende empreender, para juntar mais dinheiro”, finaliza a educadora financeira.
Sobre Aline Soaper:
Fundadora do Instituto Soaper de Treinamentos de Desenvolvimento Profissional e Pessoal (Efinc), Aline Soaper é formada em Direito, com pós-graduação em Direção e Orientação Educacional. Há sete anos, a carioca atua como educadora financeira e formadora de outros especialistas nesta área. Empreendedora desde os 17 anos de idade, Aline era proprietária de uma escola de Educação Infantil, no Rio de Janeiro, em que atendia cerca de 150 alunos e gerenciava uma equipe de 45 pessoas. Ao perceber a dificuldade dos pais em pagar as mensalidades devido aos problemas financeiros, Aline decidiu mudar de vida e se especializar no ramo de finanças pessoais. No ano de 2015, iniciou sua atuação como educadora, oferecendo atendimentos individuais, palestras, treinamentos e cursos para o público-final (empresários, analistas etc). No final de 2018, criou o Efinc, que hoje forma educadores financeiros e consultores de negócios pelo Brasil e o mundo.
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