Clientes de seguros querem que transformação digital se mantenha acelerada no pós-pandemia
- Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por CNseg
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Resultado foi apresentado na última reunião da Comissão de Inteligência de Mercado (CIM) da CNseg, em 20 de outubro
Com uma apresentação sobre percepções e tendências no setor de seguros no pós-pandemia, teve início a última reunião da Comissão de Inteligência de Mercado (CIM) da CNseg, em 20 de outubro.
A apresentação, realizada por Nayara Alonso, da consultoria Uotz, apontou os elementos mais desejados pelos clientes quando vão adquirir um produto de seguro: um atendimento mais humanizado e empático, com menos intermediação de robôs; serviços de assistência e parcerias que elevem a percepção de valor agregado do seguro; e um maior acompanhamento dos clientes em todo o seu ciclo de experiência, com produtos que melhor se adaptem a cada uma dessas fases. A agilidade é outro item destacado, com a disponibilização de canais, como chats e WhatsApp, para que pendências possam ser resolvidas mais rapidamente.
Nayara explicou que a pandemia acelerou o processo de transformação digital em todas as áreas e que os clientes de seguro desejam que esse processo se acelere ainda mais, com a possibilidade de pagamentos via aplicativos, por aproximação (NFC), por reconhecimento facial e por QR Codes. Produtos mais personalizados e com possibilidade de contratação on demand também estão na lista de desejos dos segurados e potenciais segurados.
Mas a digitalização dos processos não é benéfica apenas para os consumidores. De acordo com a pesquisa, ela também permitirá que as seguradoras aumentem a produtividade e reduzam as despesas operacionais. Os processos de subscrição, por exemplo, serão cada vez mais automatizados, com utilização de inteligência artificial para gerar preços personalizados.
Logo após a apresentação da consultora da Uotz, teve início a apresentação da Conjuntura Macroeconômica, realizada por Pedro Simões, economista sênior da Superintendência de Estudos e Projetos da CNseg que, citando o Boletim Macro IBRE de setembro, afirmou que “o mundo está entrando em uma nova fase, menos assustadora que a do auge da pandemia, mas menos brilhante que a do primeiro semestre”.
Segundo Pedro, a inflação no mundo todo tem se mostrado mais persistente do que a expectativa inicial, potencializada por problemas relacionados muito mais à oferta que à demanda. No Brasil, o atual processo inflacionário, em termos de velocidade na subida dos preços, não encontra precedente desde 1999, mas a expectativa do Boletim Focus, até o momento, é que ela seja contida por meio da atuação do Banco Central. Outro elemento que poderá ajudar a conter a inflação é o da interrupção do aumento dos preços das commodities, apesar da expectativa de se manterem em patamares elevados.
O real sobredesvalorizado em relação ao dólar também é outro elemento de atenção. Segundo Pedro, para contornar a situação, o BC, que atualmente possui uma grande reserva da moeda norte-americana, teria a opção de ofertar dólares à vista no mercado, algo que foi comentado nos dias anteriores à reunião, mas isso poderia levar a uma perda de credibilidade na instituição por parte de agentes econômicos.
A Reunião a CIM foi encerrada com as palavras de seu presidente, Gilberto de Oliveira Garcia, da Liberty Seguros, que lembrou que em 2022 terá início o processo do open data, como etapa de expansão do open finance, criando um ecossistema de compartilhamento de dados que deve alcançar vários setores da economia. Gilberto afirmou que esse processo é muito importante para grupos seguradores que buscam ampliar e democratizar o mercado de seguros, e todos os membros da Comissão devem refletir a respeito de como o open data pode colaborar de forma estratégica para esses objetivos.
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