Setor de Seguros mostra força e resiliência em meio à crise
A Bússola Live, webinar promovido pela revista Exame, promoveu um debate sobre desafios e oportunidades do setor de seguros e mudanças aceleradas pela pandemia, como a transformação digital, a customização de produtos e serviços e o protagonismo cada vez maior dos clientes, nesta quarta-feira (27). Participaram do evento: Marcio Coriolano, presidente da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg); Paula Toguchi, superintendente de Produtos da MetLife Brasil; e Edson Toguchi, vice-presidente de Produtos da EZZE Seguros. A moderação será feita por Rafael Lisbôa, diretor da Bússola.
O ramo de seguros é um dos que mais tem demonstrado força e resiliência em meio à crise da Covid-19. No bate-papo, os participantes discutiram sobre as mudanças aceleradas pela pandemia, como a transformação digital, a customização de produtos e serviços e o protagonismo cada vez maior dos clientes.
Coriolano iniciou dando um panorama dos principais desafios do setor na pandemia. De acordo com o presidente, o que houve foi uma crise epidemiológica mundial, que gerou todo tipo de problemas. “Temos que lembrar que o Brasil já vinha superando uma crise econômica desde 2015. Quando houve essa crise, o Brasil já estava se recuperando, foi isso que minimizou os efeitos da crise. Se a economia vai bem, o setor de seguros vai bem, se vai mal, o setor de seguros vai mal”, contou.
De acordo com o presidente, o setor tem resiliência e consegue se adaptar às situações mais rapidamente que os outros setores. Quando a crise veio em 2020, o mercado mergulhou. O setor se adaptou muito bem e a ficha que o risco existe impactou as pessoas.
Ele acrescentou que em pouquíssimo tempo, os funcionários adotaram o home office e a tecnologia se tornou aliada e isso também ajudou na adaptação do mercado.
Em seguida, Paula contou os principais desafios da Metlife Brasil neste período e como a companhia se adaptou. “Nossa primeira preocupação foram os clientes e colaboradores. Desde 2018 já praticamos o home office, claro que precisamos nos instalar 100% em casa, mas já era algo que fazia parte do nosso cotidiano, então nesse sentido o impacto foi baixo”, afirmou. Para ela, o principal impacto está relacionado ao sinistro e às solicitações de indenização nesse período.
Ela lembrou que pandemia e epidemia são riscos excluídos nos seguros tradicionais e a MetLife foi uma das primeiras seguradoras a suspender essa exclusão de coberturas e de fato fazer o pagamento, para colaborar com o bem estar dos clientes. “Na pandemia, amparamos cerca de 6 mil famílias, um número bem expressivo. Além disso, ajustamos todos os nossos planos de negócio considerando essas indenizações. Olhamos com mais atenção o lado da tecnologia, vários processos foram digitalizados, para apoiar a equipe de vendas e trazer agilidade para os clientes”, pontuou.
Por fim, Edson contou as mudanças realizadas na EZZE, e como foi o processo da empresa que com 6 meses de atuação, passou pelo período de pandemia. “No começo, pensamos muito em como entrar neste mercado tão competitivo. 6 meses depois veio a pandemia, todos os funcionários estavam com acesso remoto prontos para o home-office”, disse. Para Edson, o maior desafio foi o ‘frio na barriga’, pelos conhecimentos dos efeitos e resultados, e por estar começando no mercado. “É um mercado que necessita do contato presencial. Nossa preocupação foi muito além, mas corremos para digitalizar nossos serviços e produtos”, adicionou.
O vice-presidente revelou também que a EZZE passou a cobrir mortes por Covid-19. “Nos entendemos que a morte decorrente pela Covid-19 precisava ser atendida, é um momento que não podemos deixar as famílias desamparadas. Conseguimos aplicar o pagamento de indenizações de forma totalmente digital”, concluiu.
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