Conseguro debate as oportunidades do open insurance
No último dia da Conseguro, evento organizado pela CNseg que aconteceu entre os dias 27 de setembro e 1º de outubro, open insurance foi tema de um dos painéis. O assunto tem sido debatido pelo mercado de seguros entre outras coisas porque o Brasil deve ser o primeiro país do mundo a criar a regulação desse mercado de seguros aberto. O painel “Open Insurance – Desafios da implementação”, reuniu representantes do mercado para falar do assunto.
Moderado por Alexandre Leal, diretor-executivo da CNseg, os palestrantes Chen Wei Chi, sócio de Transformação Digital e Inovação para Serviços Financeiros da EY; Leonardo Brasil, chefe de Departamento de Tecnologia da Informação da Superintendência de Seguros Privados (Susep); Thiago Barata, coordenador de Projetos do Open Insurance da Susep. Entre os debatedores, os conselheiros da estrutura inicial responsável pela governança de implementação do Open Insurance: Danilo Silveira, Diretor Executivo da FenSeg; João Batista Mendes Angelo, presidente da Comissão de Produto por Sobrevivência da FenaPrevi e diretor de Produtos da Zurich Santander; Marcio Coutinho Teixeira de Carvalho, diretor da Capemisa Capitalização e Rodrigo Ventura, fundador e presidente do Conselho da 88i Seguradora Digital, conversaram sobre o tema.
Alexandre Leal destacou que a implementação do open insurance pode trazer oportunidades. Os participantes do painel concordaram que o Corretor de Seguros que atua como conselheiro financeiro do cliente deve ter grandes oportunidades com o crescimento do mercado.
Thiago Barata destacou que a Susep tem trabalhado próximo ao Banco Central, buscando alinhamento com o open banking. “Trata-se de um processo inevitável. Acontece no mundo todo e em todos os segmentos da economia”, disse.
Leonardo Brasil lembrou que o open insurance tem grandes desafios. “Como isso vai ser padronizado, para que as conexões sejam feitas de forma moderna, rápida e segura, certamente é um desafio, bem como construir as plataformas que criarão um ecossistema com outros players”, destacou.
Segundo Chen Wei Chi, diz que o Brasil é pioneiro na implementação do open insurance. “O fato é que estamos todos olhando para open banking, o que significa que não precisamos recriar a roda”, afirmou.
Danilo Silveira ressaltou que o cronograma é apertado. “Temos que pensar em servir os que já consomem seguros e também em trazer novos consumidores para este modelo de negócios, que não tem regras definitivas, para podermos torná-lo mais adequado para todos os participantes desta cadeia”, disse.
João Batista Mendes Angelo disse existir uma preocupação em garantir a integração dos corretores no open insurance. “Desejamos que toda esta inserção e criação de ambiente novo se faça somando atores e garantido a preservação daqueles que trouxeram as operações de seguros ao estágio que estão hoje”, ponderou.
Marcio Coutinho enfatizou que é preciso também pensar como será a adesão do consumidor em um país tão diverso como o Brasil. “Todos nós queremos a multiplicação do setor, mas temos outros desafios como colocar o produto na mão do consumidor”, destacou.
Rodrigo Ventura disse vislumbrar um cenário de grande crescimento do setor de seguros nos próximos anos. “Temos uma oportunidade fabulosa, um oceano azul, em que pessoas das classes C e D, estão à margem do mercado segurador”, disse. Na opinião dele, o Brasil tem muito para crescer.
Para ele, a figura do corretor permanece. “O corretor vai morrer? Claro que não. Há muitas oportunidades, como se transformar em influenciador digital. A internet também muda a experiência do cliente e torna o mercado muito mais inclusivo”, destacou.
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