Corretores fazem críticas às condições propostas pela Susep para que eles sejam Sociedade Iniciadora
“Esse “Mundo de Alice” da Susep existe?” É o que questiona o corretor Leonardo Sant’Ana de Queiroz, de São Paulo, sobre a notícia divulgada nesta segunda, dia 4, de que os corretores interessados em exercer algumas atividades oferecidas pelas Sociedades Iniciadoras de Serviço de Seguro (SISS) no âmbito do Sistema de Seguros Aberto, o Open Insurance, devem ser sociedade anônima.
Para o corretor Amantino Maciel Neto, do Paraná, os pequenos e médios corretores foram colocados de lado e o que acontecerá é uma concorrência desleal via SISS. “E ainda existem perguntas sem respostas. Na SISS o custo da prestação de serviços será chamado de comissão ou lucro? Haverá diferenciação entre corretoras e seguradoras?”, questiona.
Já o corretor Alberto Carlos, de São Paulo, também acha que a Susep busca demonstrar um sentimento de igualdade ao dizer que vai oferecer oportunidade para que os corretores interessados tornem-se SISS desde que se cumpram as exigências.
Para ele, o cenário não é otimista. Ele reconhece que para o mercado, a regularização de novos players é legal, mas não há uma adequação para uma massa de corretoras e corretores que não estão preparados. “Nossas entidades, deveriam se posicionar contra o poder econômico e preservar o ecossistema atual e sugerir um processo menos drástico. Da forma como está, é desesperador”, opina.
Mesmo o assunto estando em consulta para receber sugestões – ou seja, ainda pode ser alterado – o corretor Leonardo não acredita que isso vá acontecer. “Ler minuta, elaborar proposta e quem cuida do dia a dia do corretor?”, finaliza.
As sugestões para a consulta pública podem ser enviadas até 30 de outubro para o email: .
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