Mercado de Seguros na África e os efeitos da Covid-19
- Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por /Cqcs/
- SEGS.com.br - Categoria: Seguros
Aconteceu nesta Quinta-feira, (03/12), o Mozambique Insurance Expo – MIE, a maior feira de seguros de Moçambique. O evento que foi realizado de forma online, tratou sobre “O impacto da covid-19 no setor de seguros’’ e contou com a presença de Leonilde Mutomane, Chefe de Departamento de Seguros e Operações do Ramo de Vida; Jorge Manuel, PCA – Shimba Insurance; Joaquim Langa, Vice Presidente da AMS e Gustavo Doria Filho, fundador do Cqcs.
Na ocasião, Leonilde Mutomane destacou que a situação requer cuidado do regulador porque é preciso monitorar as provisões técnicas. Ela ressaltou que há muitos desafios pela frente como a questão da solvência. “É preciso regulamentos sobre os meios remotos e à medida que o negócio vai se desenvolvendo assistimos o crescimento de alternância de vendas ou distribuição de seguros”, disse. Ela ressaltou ainda que se percebe uma aproximação com insurtechs para “facilitar o lançamento de novos produtos e quiçá superar crise”, pontuou.
Jorge Manuel falou da venda de seguros em Angola e dos desafios. Ele divulgou que Angola vive dificuldades financeiras e, desde 2018, enfrenta uma recessão. Ele disse que há baixa penetração de seguro no país. “O agravamento das dificuldades financeiras das pessoas e empresas faz com que o seguro tenha menos de 1% de penetração”, afirmou.
Ele ressaltou que o país está em uma fase de virada com chegada de novos players. “Temos também reforço da fiscalização em seguros obrigatórios e criação de novos produtos”, destacou.
Manuel disse que um dos desafios enfrentados por corretores e segurados é a limitação de acesso à internet que acaba por ser uma barreira às seguradoras e insurtechs que prometiam fazer seguros à distância.
Ele ressaltou ainda que, por conta da pandemia, os corretores não possuem contato direto com o cliente, mas a experiência remota tem sido boa. “Tem funcionado perfeitamente”, disse.
Manuel reforçou também que os corretores angolanos trabalham para orientar os clientes, acompanhar a apólice e regularizar sinistros.
Em sua participação, Gustavo Doria Filho contou como a covid atingiu o Brasil. Ele destacou a importância da conexão dos países de língua portuguesa e se colocou à disposição para contribuir com esse movimento.
“O covid transformou a sociedade, impulsionando a tecnologia. O medo e incerteza tem muito a ver com seguro e isso trouxe um novo segurado. O segurado está assustado, está em casa, comprando e trabalhando remotamente e isso muda muito”, disse.
Para ele, quando a pessoa compra seguro, ela compra tranquilidade. Ele ressaltou ainda que no caso de seguro e investimento, o segurado quer um intermediário, por isso, a função do corretor é servir e proteger.
O fundador do Cqcs apresentou dados do mercado brasileiro mostrando que mesmo com a redução da atividade econômica, o efeito foi menor do que se esperava. Ele também contou como tem sido o funcionamento do mercado de seguros no Brasil, por exemplo, a decisão das seguradoras em pagar a indenização do seguro de vida por mortes causadas por covid e, também, respondeu perguntas de participantes que acompanhavam a transmissão.
Gustavo ainda sugeriu que aconteça uma troca maior de informações sobre o mercado de seguros entre os países de língua portuguesa.
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