MAPFRE Investimentos: O crédito em 2019
Construção civil será beneficiada por maior oferta de financiamento e pela nova lei do distrato
É verdade que o processo de redução da dívida de pessoas físicas e jurídicas ainda estará em curso em 2019. Isso deverá coibir a retomada das concessões de crédito, persistirão abaixo do observado em 2014, em especial para empresas, impactadas pela redução dos financiamentos do BNDES.
Para pessoas físicas, deve haver oferta de crédito em modalidades específicas, em detrimento de outras. Há sinais, por exemplo, de recuperação das ofertas de financiamento imobiliário. Isso já vem ocorrendo. A média diária deflacionada e dessazonalizada das concessões de crédito para esse fim cresceu 28,5% desde dezembro de 2017; enquanto as concessões de crédito livres e direcionados evoluíram 15,9% e -33,7%, respectivamente, na mesma comparação.
Pelo menos dois fatores sustentarão essa recuperação em 2019: a concessão do crédito associativo, voltados a imóveis ainda na planta, de bancos comerciais privados; e a entrada em vigor da lei do distrato, com garantias adicionais aos incorporadores.
Os dados das incorporadoras já apresentam reflexos positivos desse contexto favorável, conforme figura a seguir. Nota-se que as unidades vendidas superam as lançadas, sinal de redução dos estoques de imóveis. Segundo, verifica-se redução do número de unidades distratadas em relação a unidades vendidas, reflexo da nova legislação. Interessante notar que o valor das vendas aumenta em ritmo superior ao das unidades vendidas. Denota-se daí que a tendência é de vendas de imóveis de valor unitário cada vez maior.
Os reflexos dessa dinâmica são positivos para os demais setores da economia. Como se sabe, o setor de construção civil no Brasil é intensivo em mão de obra, e os trabalhadores desse setor possuem elevada propensão a consumir. O segmento também é intensivo em encadeamentos intersetoriais. Sem dúvida, condições favoráveis para a tração da economia brasileira em 2019.
Carta do gestor – Aumento da aversão ao risco no cenário externo
Novembro acentuou o descolamento do mercado nacional em relação ao cenário externo. Enquanto por aqui a tônica permaneceu de ligeiro otimismo com os ativos brasileiros, pela perspectiva de reformas e sensível aceleração da atividade econômica, no cenário externo a combinação de desaceleração nas economias centrais, guerra comercial entre EUA e China e fim do quantitative easing contaminaram o sentimento dos investidores quanto às perspectivas para 2019.
Somaram-se a isso as incertezas em relação ao Brexit, ao orçamento da Itália e ao balanço de suas principais instituições financeiras, e, sobretudo, à inversão da curva de juros dos Treasuries nos vértices mais longos, agora inferior às taxas de prazo mais curto - sinal antecedente de desaceleração econômica ou mesmo recessão nos Estados Unidos -, o que motivou a saída da MAPFRE Investimentos da posição comprada em taxa nestes ativos.
Embora prematuro e não corroborado pelos indicadores de atividade corrente, o sinal foi suficiente para disparar uma forte onda de aversão a risco nos índices acionários americanos, puxada pelos setores de tecnologia e financeiro, com a média móvel de 50 períodos cruzando a de 200 para baixo, o que indica um movimento de correção.
No campo das commodities, o petróleo aparentemente interrompeu a forte trajetória de queda observada nos dois últimos meses, em que pesem os esforços de coordenação dos principais produtores para reequilibrar a oferta em meio aos sinais de desaceleração econômica, o que motivou a abertura de trade tático amparado na expectativa de pullback pontual nos preços. No mercado de juros no Brasil, a perspectiva ainda otimista com as reformas e deflação no curtíssimo prazo seguiram devolvendo prêmios ao longo da curva, deixando pouco espaço e oportunidade para a montagem de posições mais expressivas. A MAPFRE Investimentos adota posições pré-fixadas na parte intermediária da curva de juros e com posições ativas em inflação (IGP-M).
Já no mercado acionário, nota-se a elevação do peso atribuído às ações brasileiras entre os principais mercados emergentes, e a gestora segue sua estratégia de realocação de pesos e setores para 2019, privilegiando ativos de maior qualidade nos setores ligados a consumo e varejo, abrindo espaço para maior exposição ao setor bancário e a ativos potencialmente mais beneficiados e privatizáveis segundo a orientação do novo governo que se forma. A MAPFRE Investimentos busca algumas proteções para o portfólio, em caso de fracasso do novo governo na aprovação das reformas.
Sobre a MAPFRE - No Brasil desde 1992, a MAPFRE é parte do grupo espanhol que forma uma das maiores empresas de prestação de serviços nos mercados segurador, financeiro, de saúde e pesquisa do mundo. Sólida e inovadora, está presente nos cinco continentes. Especialista nos segmentos em que atua, a MAPFRE opera com bases de negócios sustentáveis e é dividida em unidades de Investimentos, Consórcios, Capitalização, Previdência e Vida Resgatável, Saúde, Seguros (por meio do GRUPO Segurador Banco do Brasil e MAPFRE), Assistência e Pesquisa e Desenvolvimento (CESVI Brasil). A companhia ainda mantém a Fundación MAPFRE, instituição sem fins lucrativos, que promove e desenvolve atividades de interesse geral da população. Mais informações sobre produtos e soluções: www.mapfre.com.br.
A unidade MAPFRE Investimentos é especializada na gestão de fundos de investimentos que atendem aos segmentos de pessoa física, jurídica e institucional, totalizando hoje um volume superior a R$ 10 bilhões.
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