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Porque jovens de 20 e 30 anos estão desenvolvendo hérnia de disco cada vez mais cedo

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Sedentarismo, excesso de telas e longas horas sentadas estão antecipando problemas na coluna que antes eram associados à terceira idade.

Durante décadas, a hérnia de disco foi considerada um problema típico de pessoas acima dos 50 anos. Hoje, esse cenário mudou. Cada vez mais jovens entre 20 e 35 anos chegam aos consultórios médicos com dores intensas na lombar, no pescoço e até com sintomas neurológicos como formigamento e perda de força nas pernas.

Dados da Organização Mundial da Saúde indicam que a dor lombar é atualmente a principal causa de incapacidade no mundo, afetando cerca de 619 milhões de pessoas globalmente, com projeção de crescimento nas próximas décadas. No Brasil, segundo o Ministério da Previdência Social, os afastamentos por dor nas costas estão entre os principais motivos de concessão de auxílio-doença.

O que preocupa especialistas é a mudança de perfil dos pacientes.

“Antes, a maior parte dos casos de hérnia de disco aparecia após os 50 anos, ligada ao desgaste natural da coluna. Hoje, vemos pacientes de 25, 30 anos com quadros avançados, muitas vezes associados ao estilo de vida”, explica o neurocirurgião Ricardo Graciano, especialista em coluna, membro titular da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia e referência em tratamentos minimamente invasivos.

A geração que passa mais de 10 horas sentada

O trabalho remoto, o uso constante de celulares e notebooks e o sedentarismo estão no centro dessa mudança. A coluna vertebral foi projetada para movimento — não para permanecer longos períodos na mesma posição.

“A postura curvada, comum no uso de celular e computador, aumenta a pressão sobre os discos intervertebrais. Quando isso se repete por anos, o disco pode sofrer fissuras e evoluir para uma hérnia”, explica Graciano.

Estudos internacionais apontam que jovens adultos passam, em média, mais de 9 horas por dia sentados, somando trabalho, deslocamento e lazer digital. Essa rotina, combinada com fraqueza muscular e ausência de fortalecimento adequado, cria o cenário perfeito para lesões precoces.

Além disso, há outro fator: atividade física mal orientada. “Muitos pacientes iniciam treinos intensos sem preparo adequado, principalmente musculação com carga excessiva, o que também pode precipitar lesões na coluna”, alerta o médico.

Quando a dor deixa de ser “normal”

Nem toda dor nas costas é sinal de hérnia de disco. Mas alguns sintomas merecem atenção:

– Dor que irradia para perna ou braço
– Dormência ou formigamento
– Perda de força muscular
– Dor que piora ao tossir ou espirrar
– Limitação para andar ou se movimentar

“Dor persistente, que dura semanas ou interfere na rotina, não deve ser tratada apenas com analgésico. É preciso investigar”, reforça o neurocirurgião.

Segundo dados internacionais, cerca de 5% a 10% dos casos de dor lombar estão relacionados a hérnias de disco com compressão nervosa, o que pode exigir tratamento especializado.

O medo da cirurgia — e o que mudou

Para muitos jovens, o diagnóstico de hérnia de disco ainda gera medo imediato de cirurgia. No entanto, a maioria dos casos é tratada inicialmente com abordagem conservadora.

“Grande parte dos pacientes melhora com fisioterapia, fortalecimento e controle da dor. Quando necessário, utilizamos bloqueios e infiltrações guiadas por ultrassom, que ajudam a reduzir a inflamação e evitar cirurgias maiores”, explica Graciano.

Quando a cirurgia é indicada, as técnicas evoluíram significativamente. A cirurgia endoscópica da coluna, por exemplo, é realizada com pequenas incisões, menor agressão muscular e recuperação mais rápida.

“Hoje conseguimos operar uma hérnia com uma incisão de poucos milímetros. O paciente levanta no mesmo dia e retorna às atividades muito mais rapidamente do que nas técnicas tradicionais”, afirma.

Prevenção começa antes da dor

Especialistas são unânimes: a prevenção é mais simples do que o tratamento.

Entre as principais orientações estão:

– Ajustar a altura da tela do computador
– Fazer pausas a cada 50 minutos
– Manter fortalecimento da musculatura abdominal e lombar
– Evitar longos períodos sentado sem interrupção
– Procurar orientação adequada antes de iniciar atividades físicas intensas

“A coluna do jovem de hoje está sendo sobrecarregada por hábitos que parecem inofensivos. Pequenas mudanças na rotina fazem diferença a longo prazo”, orienta o médico.

Um problema da geração digital

Se antes a hérnia de disco era associada ao envelhecimento, hoje ela reflete o estilo de vida da era digital. A combinação de sedentarismo, excesso de tela e pressão por produtividade está antecipando o desgaste da coluna.

“Não é uma epidemia no sentido infeccioso, mas é um fenômeno crescente e silencioso. O mais preocupante é quando a dor vira parte da rotina e deixa de ser investigada”, conclui Ricardo Graciano.

Em uma geração que vive conectada, a saúde da coluna pode ser o primeiro alerta de que o corpo está pedindo movimento.


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