Dia Internacional do Preservativo alerta para a prevenção de ISTs às vésperas do Carnaval
- Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por Matheus Garcia
- SEGS.com.br - Categoria: Saúde
Com adesão ainda baixa entre jovens, especialistas reforçam a importância do uso de camisinha, testagem e estratégias combinadas de proteção durante a maior festa popular do mundo
Às vésperas da maior festa popular do mundo, o calendário da saúde acende um alerta fundamental: o Dia Internacional do Preservativo, celebrado em 13 de fevereiro, é um marco para reforçar a prevenção justamente em um período em que a exposição às Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) historicamente se intensifica. O fato revela um descompasso entre a euforia dos blocos e a proteção individual, sobretudo entre as novas gerações, já que dados do Ministério da Saúde mostram que a adesão ao uso da camisinha está longe do ideal e que, na faixa etária de 15 a 24 anos, apenas 56,6% dos rapazes utilizam o preservativo regularmente.
Segundo o último Boletim Epidemiológico de HIV/AIDS, até setembro de 2025 o Brasil acumulou 1.679.622 registros únicos de pessoas vivendo com HIV/Aids desde 1980, com 1.165.533 casos de Aids e 402.300 óbitos desde então. Em 2024, houve um leve aumento nas detecções de HIV (39.216 novos casos) em comparação a 2023, embora se observe uma redução nos casos de Aids e na mortalidade associada. O perfil epidemiológico destaca que jovens adultos e homens, especialmente aqueles entre 20 e 29 anos, continuam sendo grupos críticos no cenário da epidemia, com uma forte concentração regional no Sudeste do país e uma participação crescente da população negra entre os novos casos.
O médico infectologista da Afya São João Del Rei, Dr Américo Calvazara Neto, explica que na prática dos serviços de saúde, as ISTs que mais costumam entrar no radar após o carnaval incluem as sífilis, a gonorréia e a clamídia, além de diagnósticos de HIV identificados por testagem dirigida e de quadros clínicos ligados ao herpes genital e HPV.
“O preservativo não oferece o mesmo nível de proteção contra todas as infecções sexualmente transmissíveis. Estudos demonstram que o uso consistente reduz de forma substancial a transmissão sexual do HIV. Para infecções transmitidas por contato pele a pele, como HPV e herpes, a proteção é parcial, uma vez que áreas potencialmente envolvidas na transmissão nem sempre ficam totalmente cobertas”.
De acordo com uma pesquisa da marca de preservativos Durex, o Brasil ocupa o 14º lugar global no ranking de uso de preservativos, com apenas 32% dos entrevistados afirmando terem utilizado o método nos últimos 12 meses, um índice inferior aos vizinhos Peru (41%) e México (33%).
O Dr. Américo Calvazara destaca que a forma mais efetiva de reduzir as ISTs no Carnaval é a prevenção combinada, baseada na soma de camadas de proteção como o uso de preservativos, testagem regular, vacinação e acesso rápido à profilaxia quando indicada. Nesse conjunto, a PrEP (Profilaxia Pré-Exposição) é uma estratégia de prevenção do HIV indicada para pessoas com chances relevantes de exposição, seja pelo padrão de vida sexual ao longo do ano ou em períodos como o Carnaval, quando pode haver maior número de parcerias ou possibilidade de sexo sem preservativo.
“Quem já utiliza deve manter a adesão, e quem não usa e prevê maior exposição deve buscar avaliação antes da folia. Já a PEP (Profilaxia Pós-Exposição) é uma medida de urgência indicada após risco significativo de exposição ao HIV, como relação sexual sem camisinha, rompimento do preservativo, status sorológico desconhecido ou situações de violência sexual, devendo ser iniciada o quanto antes e no máximo até 72 horas após a exposição, com esquema de 28 dias, sendo essencial procurar imediatamente um serviço de saúde para avaliação, sem aguardar sintomas”, complementa o infectologista da Afya.
Medo após o carnaval
A procura por testagem após o carnaval cresce porque muitas ISTs são silenciosas e porque algumas pessoas apresentam sintomas e buscam esclarecimento, mas há um ponto essencial: cada exame possui uma janela de detecção. Dr Américo Calvazara esclarece que quando a testagem é feita cedo demais, o resultado pode ser negativo mesmo havendo infecção, o que gera falsa sensação de segurança. No caso do HIV, testes de quarta geração, que combinam antígeno e anticorpos, conseguem detectar a infecção mais precocemente do que os testes apenas de anticorpos.
“Referências como o Centro de Controle de Doenças de Atlanta indicam que exames laboratoriais que detectam o vírus antes da formação de anticorpos costumam positivar com maior antecedência, geralmente entre cerca de 18 e 45 dias após a exposição, enquanto testes apenas de anticorpos podem levar mais tempo. Na prática, os serviços de saúde costumam orientar uma testagem inicial em torno de três a quatro semanas após a exposição, com repetição conforme o caso e o tipo de teste disponível”.
Para gonorreia e clamídia, exames moleculares têm boa performance algumas semanas após a exposição, e na sífilis pode ser necessário repetir sorologias se a exposição foi recente.“Sintomas como corrimento anormal, dor ao urinar ou pélvica, feridas genitais, ínguas, febre com manchas ou icterícia indicam avaliação imediata. A testagem rápida é segura, confidencial e acessível, permitindo avaliação confiável após o Carnaval ou em qualquer situação de risco”, conclui o infectologista da Afya São João Del Rei.
Sobre a Afya
A Afya, maior ecossistema de educação e soluções para a prática médica do Brasil, reúne 38 Instituições de Ensino Superior, 33 delas com cursos de Medicina e 25 unidades promovendo pós-graduação e educação continuada em áreas médicas e de saúde em todas as regiões do país. São 3.753 vagas de Medicina aprovadas pelo MEC e 3.643 vagas de Medicina em operação, com mais de 24 mil alunos formados nos últimos 25 anos. Pioneira em práticas digitais para aprendizagem contínua e suporte ao exercício da Medicina, 1 a cada 3 médicos e estudantes de Medicina no país utiliza ao menos uma solução digital do portfólio, como Afya Whitebook, Afya iClinic e Afya Papers. Primeira empresa de educação médica a abrir capital na Nasdaq em 2019, a Afya recebeu prêmios do jornal Valor Econômico, incluindo “Valor Inovação” (2023) como a mais inovadora do Brasil e “Valor 1000” (2021, 2023, 2024 e 2025) como a melhor empresa de educação. Virgílio Gibbon, CEO da Afya, foi reconhecido como o melhor CEO na área de Educação pelo prêmio “Executivo de Valor” (2023). Em 2024, a empresa passou a integrar o programa “Liderança com ImPacto”, do Pacto Global da ONU no Brasil, como porta-voz da ODS 3 - Saúde e Bem-Estar.
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