Creatina e depressão: por que cientistas estão investigando o suplemento como aliado da saúde mental
- Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por Roneia Forte Assessoria
- SEGS.com.br - Categoria: Saúde
Estudos recentes indicam que a creatina pode atuar como tratamento adjuvante em quadros depressivos. Especialistas explicam o que já é evidência, o que ainda é hipótese e por que o tema merece atenção, sem exageros.
Durante anos, a creatina foi associada quase exclusivamente ao universo da musculação e da performance esportiva. Agora, o suplemento mais estudado do mundo começa a aparecer em um contexto totalmente diferente: a saúde mental. Pesquisas recentes vêm apontando que a creatina pode ter um papel complementar no tratamento da depressão, especialmente quando associada ao acompanhamento médico adequado.
A novidade tem despertado interesse, mas também exige cautela. Afinal, o que a ciência realmente já comprovou? E o que ainda está em investigação?
O que os estudos mostram até agora
Ensaios clínicos controlados e revisões científicas indicam que a creatina pode potencializar a resposta ao tratamento antidepressivo em alguns pacientes. Um dos estudos mais citados, publicado no American Journal of Psychiatry, mostrou que mulheres com transtorno depressivo maior que utilizaram creatina como adjuvante ao antidepressivo apresentaram melhora mais rápida e redução mais expressiva dos sintomas em comparação ao grupo placebo.
Revisões sistemáticas mais recentes, publicadas entre 2023 e 2024, reforçam esse achado: a creatina não atua como antidepressivo isolado, mas pode funcionar como um reforço terapêutico em determinados contextos clínicos. Ainda assim, os próprios autores são claros ao afirmar que são necessários estudos maiores, com populações mais diversas, para que a estratégia seja incorporada às diretrizes oficiais.
Por que um suplemento muscular entrou na conversa sobre depressão?
A explicação não está nos músculos, mas no cérebro.
A creatina participa diretamente do sistema energético das células, especialmente do mecanismo que envolve ATP e fosfocreatina, uma espécie de “reserva rápida de energia”. O cérebro é um dos órgãos que mais consome energia no corpo humano. Em parte dos pacientes com depressão, estudos mostram alterações no metabolismo cerebral, na função mitocondrial e na produção energética neuronal.
Segundo o Dr. Ronan Araujo, médico nutrólogo especializado em metabolismo e saúde integrativa, esse é o ponto-chave da discussão:
“Hoje sabemos que a depressão não é apenas uma questão emocional. Em muitos casos, existe um componente metabólico e bioenergético importante. A creatina entra nesse cenário como uma substância capaz de melhorar a eficiência energética das células cerebrais, o que pode impactar sintomas como fadiga mental, lentidão cognitiva e falta de motivação.”
Isso significa que creatina trata depressão?
Não. E esse é um ponto fundamental.
A creatina não substitui antidepressivos, psicoterapia ou acompanhamento psiquiátrico. O que os estudos sugerem é um possível papel adjuvante, ou seja, complementar ao tratamento convencional, em perfis específicos de pacientes.
Também não há evidência de que o benefício seja universal. Os melhores resultados até agora aparecem em recortes específicos, como mulheres com depressão maior, pacientes com sintomas de fadiga intensa ou quadros em que há suspeita de comprometimento metabólico associado.
Segurança e uso responsável
Do ponto de vista de segurança, a creatina monohidratada é um dos suplementos mais estudados do mundo, com bom perfil de tolerabilidade em adultos saudáveis. Ainda assim, o uso com finalidade terapêutica não deve ser feito por conta própria, especialmente por pessoas que utilizam medicações psiquiátricas, têm doenças renais ou outras condições clínicas.
“O erro é transformar um dado científico promissor em solução simplista”, alerta Dr. Ronan Araujo. “Suplemento não é bala mágica. Quando existe indicação, ela precisa ser individualizada, acompanhada e integrada a um plano terapêutico maior.”
O que muda na prática?
A discussão sobre creatina e depressão reflete uma mudança maior na forma como a medicina vem enxergando a saúde mental: menos fragmentada e mais integrada ao funcionamento metabólico do corpo.
Energia cerebral, inflamação, qualidade do sono, nutrição, massa muscular e equilíbrio hormonal passaram a ser considerados peças do mesmo quebra-cabeça. A creatina surge nesse contexto não como promessa milagrosa, mas como mais uma ferramenta em investigação.
A creatina não é, e provavelmente nunca será, “o suplemento que cura a depressão”. Mas os dados atuais indicam que ela pode ocupar um espaço relevante como aliada terapêutica, quando bem indicada, acompanhada e integrada ao tratamento médico.
Em um cenário em que os transtornos depressivos crescem no mundo inteiro, a ciência busca novas estratégias que ampliem as possibilidades de cuidado. E, dessa vez, a resposta pode não vir apenas da psiquiatria tradicional, mas também da bioquímica da energia que sustenta o cérebro.
Mais Sobre Dr. Ronan Araujo: CRM - 197142
Formado em medicina pela Universidade Cidade de São Paulo, médico especializado em nutrologia pela ABRAN (Associação Brasileira de Nutrologia). Com foco em causar impacto e mudar a vida das pessoas através de sua profissão, ele também se tornou membro da ABESO (Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica), que o leva a ser atualmente um dos médicos que mais conhece e entrega resultados quando falamos sobre emagrecimento e reposição hormonal.
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