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5 dicas para lidar com a culpa e fortalecer o vínculo com o bebê prematuro

  • Quinta, 13 Novembro 2025 18:10
  • Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por  Tais Gomes
  • SEGS.com.br - Categoria: Saúde
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Foto: Juan Pablo Serrano

Psicóloga perinatal explica como acolher emoções e cuidar da saúde mental no Novembro Roxo, mês da prematuridade

O Novembro Roxo, mês dedicado à conscientização sobre a prematuridade, chama atenção para os desafios enfrentados por milhares de famílias brasileiras. O nascimento antecipado, que ocorre antes das 37 semanas de gestação, exige não apenas cuidados médicos, mas também suporte emocional à mãe e ao bebê.

“Muitas mães se questionam se poderiam ter feito algo diferente, mas é importante lembrar que a prematuridade envolve diversos fatores, muitas vezes fora de controle”, explica Rafaela Schiavo, psicóloga perinatal e fundadora do Instituto MaterOnline.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2023, quase 12% dos partos ocorreram antes das 37 semanas de gestação, o que representa cerca de 300 mil bebês nascidos antes do tempo, segundo dados da Agência Brasil e da Organização Mundial da Saúde (OMS). O país está acima da média global, estimada em 10%.

O tema ganhou reforço neste ano com a Lei nº 15.198/2025, sancionada em setembro pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que institui ações nacionais para reduzir partos prematuros e oficializa o Novembro Roxo como mês de conscientização sobre a prematuridade.

A psicóloga reforça que acolher as próprias emoções é fundamental para enfrentar esse período. “Cuidar da saúde mental reflete diretamente no bem-estar do bebê. Informação, rede de apoio e atenção às próprias necessidades ajudam as mães a atravessarem esse momento com mais equilíbrio”.

A especialista lista orientações que podem auxiliar as mães nesse período de adaptação:

1) Busque informações confiáveis

Entender as necessidades do bebê prematuro ajuda a reduzir a ansiedade. Converse com a equipe médica sobre os cuidados essenciais e evite fontes não confiáveis, que podem gerar mais insegurança.

2) Aceite ajuda

Os cuidados diários e o período de internação podem ser exaustivos. Divida tarefas com a sua rede de apoio, como familiares ou amigos. Pedir ajuda é importante para preservar o seu equilíbrio físico e emocional.

3) Pratique o método canguru

Sempre que possível, mantenha o bebê em contato direto com sua pele. O método canguru fortalece o vínculo, contribui para o desenvolvimento do bebê e ajuda na regulação térmica, sendo uma prática muito valiosa para mães de prematuros.

4) Cuide da saúde emocional

A culpa é um sentimento comum, mas precisa ser acolhido. A sociedade impõe à mãe a ideia de controle total, mas essa visão não reflete a realidade. Buscar suporte psicológico ajuda a lidar com essas emoções e evita que elas se tornem um peso excessivo.

5) Confie no instinto materno

Além de seguir as orientações médicas, a intuição da mãe é uma aliada importante. Cada bebê é único, e a percepção materna sobre as necessidades do filho é um recurso valioso para fortalecer o vínculo.

Quem é Rafaela Schiavo?

Profª-Dra. Rafaela de Almeida Schiavo é psicóloga perinatal e fundadora do Instituto MaterOnline. Desde sua formação inicial, dedica-se à saúde mental materna, sendo autora de centenas de trabalhos científicos com o objetivo de reduzir as elevadas taxas de alterações emocionais maternas no Brasil.

Possui graduação em Licenciatura Plena em Psicologia e em Psicologia pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho. Além disso, concluiu seu mestrado em Psicologia do Desenvolvimento e Aprendizagem e doutorado em Saúde Coletiva pela mesma instituição. Realizou seu pós-doutorado na UNESP/Bauru, integrando o Programa de Psicologia do Desenvolvimento e Aprendizagem. Tem experiência na área de Psicologia, com ênfase em Desenvolvimento Humano, atuando principalmente nos seguintes temas: Desenvolvimento pré-natal e na primeira infância; Psicologia Perinatal e da Parentalidade.

 


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