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Especialista dá dicas sobre como prevenir o pré-diabetes

  • Terça, 11 Novembro 2025 18:39
  • Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por  Raquel Pinho
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A especialista pontua que a pré-diabetes não tem sintomas e que existem alguns grupos de risco para seu desenvolvimento - Freepik

Endocrinologista elenca grupo de risco, pontua como evitar o problema e seu tratamento

De acordo com o atlas da Federação Internacional de Diabetes (IDF), 15,2 milhões de pessoas no Brasil receberam, em 2024, diagnóstico de glicose em jejum alterada e 17,7 milhões de tolerância à glicose diminuída, dois marcadores laboratoriais que alertam para o pré-diabetes. As condições, que podem coexistir, revelam que o organismo já enfrenta dificuldades para controlar o açúcar no sangue. O pré-diabetes é uma condição em que os níveis de glicose no sangue estão acima do normal, mas não altos o suficiente para serem classificados como diabetes tipo 2.

Neste Dia Mundial do Diabetes, em 14 de novembro, a endocrinologista Lanna Gomes, que atende no centro clínico do Órion Complex, em Goiânia, explica que a pré-diabetes não tem sinais. “Ela é silenciosa, a única forma confiável de identificar é através de exames laboratoriais, como glicemia de jejum, hemoglobina glicada (HbA1c) ou o teste de tolerância à glicose”, pontua. “Quando a pessoa apresenta sinais como sede excessiva, urinar demais, fome aumentada, cansaço ou perda de peso sem explicação, geralmente isso já indica diabetes instalado, não pré-diabetes. Por isso, o rastreio é tão importante”, completa.

A especialista destaca que existem alguns grupos de risco para o pré-diabetes. “Pessoas com sobrepeso ou obesidade; histórico familiar de diabetes; pressão alta, colesterol alterado ou gordura no fígado; mulheres com síndrome dos ovários policísticos ou que tiveram diabetes na gestação; sedentarismo e pessoas acima dos 35 anos, que é a idade de início do rastreio recomendada pelas diretrizes. Fatores genéticos, hormonais e hábitos de vida também aumentam essa predisposição”, elenca.

Como evitar

Segundo Lanna Gomes, estudos mostram que mudanças de estilo de vida podem reduzir em até 58% o risco de evoluir para diabetes e cita formas de evitar o problema. “Perder 5 a 10% do peso corporal, quando indicado; praticar pelo menos 150 minutos de atividade física por semana; priorizar alimentação anti-inflamatória e rica em fibras; reduzir ultraprocessados, açúcar e farinhas; dormir bem e manejar o estresse.Essas medidas têm mais impacto do que qualquer suplemento”, ressalta.

Quem recebe o diagnóstico de pré-diabetes também pode reverter o quadro com acompanhamento adequado. “Trabalhamos em três frentes. A primeira é ter um estilo de vida estruturado, com perda de peso, alimentação equilibrada e exercício regular. A segunda é uma avaliação de causas associadas, como resistência à insulina, tireoide, apneia do sono, síndrome dos ovários policísticos e fígado gorduroso. E a terceira são as medicações selecionadas. Com essas medidas, muitas pessoas voltam a ter exames normais”, afirma a médica.

O diabetes 

No entanto, aqueles que não conseguem reverter e evoluem o quadro para diabetes também precisam se cuidar. “Quando a pré-diabetes progride para diabetes tipo 2, temos hoje tratamentos muito eficazes que vão além de apenas ‘baixar o açúcar’”, explica a endocrinologista. “O plano geralmente envolve estilo de vida ajustado, com alimentação adequada, perda de peso quando necessário e atividade física, além de medicações modernas que tratam o diabetes e protegem o organismo”, completa.

Existe ainda um cuidado com o paciente como um todo durante o tratamento. “Fazemos ainda o controle global da saúde metabólica, com monitoramento da pressão arterial, colesterol, fígado gorduroso, função renal e possíveis complicações. Com diagnóstico precoce e tratamento individualizado, o paciente consegue viver com qualidade e evitar complicações a longo prazo”, salienta Lanna Gomes.


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