Mensagem... A lição da corrupção
A lição da corrupção
Com certeza, já ouvimos falar a respeito de corrupção.
Em nossa mente, corruptos são aqueles que apanham para si o que a outros pertence.
Os que se vendem em troca de favores. Os que abrem mão de valores morais para obter vantagens pessoais.
Aqueles que abandonam os seus ideais para gozar dos prazeres que o dinheiro, o poder e a fama podem proporcionar.
O dicionário informa que corrupção é o ato de corromper, de adulterar, de alterar, subornar.
Se analisarmos os nossos atos, sinceramente, descobriremos que quase todos somos mais ou menos corruptos.
Afinal, a corrupção que apontamos nos poderosos é a somatória das pequenas corrupções que nos permitimos. Quase sempre, sem nos darmos conta.
Quando, em nossa profissão, atendemos primeiramente a quem nos dá uma polpuda gorjeta, em prejuízo de quem estava na vez, estamos sendo corruptos.
Visamos o nosso interesse em detrimento do que é correto.
Quando fingimos não estar vendo que o deficiente, o idoso ou a gestante estão de pé, no ônibus lotado, estamos sendo corruptos.
Estamos burlando a lei de respeito ao direito de quem está adentrado em anos, padece deficiência ou carrega os quilos a mais de um bebê no ventre.
Estamos contrariando os princípios da delicadeza e da mínima educação.
E qual é o momento exato em que abandonamos o respeito, o dever e abraçamos a corrupção?
Quase sempre, o processo inicia no lar. Quando pedimos a nosso filho que realize uma tarefa, que é seu dever, como participante da família, e ele não a faz, por preguiça ou comodismo.
Então, lhe prometemos que, se ele der conta do trabalho solicitado, ganhará um presente.
Inicia quando prometemos ao nosso filho que, se ele conseguir passar para outra série, conquistará a viagem dos seus sonhos.
Nada contra alegrar a vida do filho com a viagem, que também é cultura e lazer. O equívoco está em vincular o prêmio ao que se constitui dever. Dever que somente a ele mesmo edifica.
Porque quem estuda abandona as trevas da ignorância. Quem estuda vai além do simples viver. Quem estuda se aprimora e o crescimento proporciona felicidade.
Conquista que deve ser por seus próprios méritos, sem colar, que também é corrupção.
Como quem cola não aprende, porque não exercita o raciocínio, a memória, a inteligência, também enganará os cidadãos quando for exercer a sua profissão, pois não estará preparado para o que se propõe fazer, e cobrará para isso.
Dessa maneira, antes de qualificar os que governam, os que administram os bens públicos, olhemos para nós mesmos, para nossas atitudes.
Pensemos em como estamos educando os nossos filhos e nos perguntemos: Hoje eu tomei alguma atitude de corrupto?
Passei a meu filho a mensagem positiva da honestidade, do dever ou a facilidade da corrupção?
E hoje, só hoje, busquemos ser cidadãos dignos, corretos e exemplares.
* * *
O cidadão do futuro se forma no presente. Um país de justiça e liberdade se constrói com lealdade, honradez, energia e trabalho.
Redação do Momento Espírita
Em 16.3.2026
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