SEGS Portal Nacional

Agro

Tecnologias podem ajudar produtor a aproveitar melhor o adubo fosfatado

  • Segunda, 11 Abril 2022 10:55
  • Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por  Kassiana Bonissoni
  • SEGS.com.br - Categoria: Agro
  • Imprimir

Linha Policote da Wirstchat aumenta a eficiência dos fertilizantes, alavancando a produtividade e reduzindo a quantidade do insumo utilizado

O produtor brasileiro só tem a ganhar se colocar em pauta no seu planejamento, aproveitar melhor os adubos fosfatados. Isso pode reduzir a quantidade de insumos aplicados nas lavouras e consequentemente impactar, por exemplo, até no volume de fertilizantes importados hoje pelo País. Em contraponto, há oportunidades de desenvolvimento e inovação com produtos diferenciados, incorporando tecnologias avançadas como “coating”, por exemplo. Essas ferramentas inovadoras levam a ganhos agronômicos e ambientais.

Ciente da importância em aumentar essa eficiência dos fertilizantes, a Wirstchat, empresa que desenvolve soluções no setor agrícola, com sede em Olímpia/SP, não poupou esforços, e há mais de 12 anos criou a linha Policote, formada por aditivos utilizados no revestimento de adubos fosfatados com eficiência aumentada. Esta tecnologia vem sendo testada e comprovada em diferentes instituições de pesquisa e está acessível aos agricultores comercialmente há várias safras por empresas do Grupo Fertipar, como a Fertigran (com o nome de Fertigran P) e a Fertipar Bandeirantes (FertBand Coat), além da Café Brasil Fertilizantes (PROPhós) e Opção Agro (SoilEnergy).

Importância do fósforo

O fósforo é um dos nutrientes que as plantas precisam para pleno desenvolvimento. Ele é insubstituível, e, por esse motivo, lavouras deficientes não conseguem expressar seu potencial máximo, resultando em baixa produção. “Os solos brasileiros têm níveis muito baixos de fósforo devido ao material de origem (rochas) e à forte interação dele com as argilas presentes neles”, explica Roberto Reis, doutor em nutrição de plantas na empresa.

Devido à alta necessidade pelas plantas e à baixa disponibilidade natural do mineral por aqui, torna-se necessário a reposição do mesmo, por exemplo com a adubação. Assim, em solos tropicais, é comum a aplicação de fertilizante fosfatado em altas doses, bem acima das necessidades das plantas. “Isso se deve à alta fixação do fósforo no solo, resultando em baixo teor dele disponível na lavoura. Como grandes quantidades aplicadas do mineral, via fertilizantes, não são aproveitadas pelas plantas, a eficiência do uso desse insumo na agricultura brasileira é muito abaixo do desejável, ficando entre 15 a 50%”, explica o doutor.

Mais sobre a produção do mineral

Os fertilizantes fosfatados têm como matéria-prima básica a rocha fosfática. Em 2020, as reservas mundiais eram de 71 bilhões de toneladas (t), sendo as principais fontes: Marrocos e Saara Ocidental, seguidos por China, Egito, Argélia e Síria. Já Brasil, Jordânia, Vietnã, Arábia Saudita, Egito, Peru, África do Sul, Finlândia, Austrália, Israel e Senegal produzem entre 1 tonelada e 10 milhões toneladas por ano. Em contrapartida, em 2020 a demanda global por fósforo foi de 46 milhões/t. E essa demanda mundial tem crescido a uma taxa anual de 2,2%. Além disso, o preço de venda se manteve constante no período até́ 1973, com uma média de US$ 4,2/t. Mas, a partir daquele ano, o valor subiu para até US$ 124/t. “Aumentos nos preços dos fertilizantes impactam negativamente nas exportações do agronegócio brasileiro, tornando o produto nacional menos competitivo, uma vez que a maior parte do custo de produção deriva do preço do fertilizante importado”, salienta Reis. A produção nacional de concentrado fosfático, em 2019, foi de apenas 5,3 milhões de toneladas, historicamente inferior à demanda.

É para se pensar e agir

O Brasil, em 10 anos, dobrou a quantidade de fertilizantes importados. A falta de uma política para o setor desde a década de 1980 - atualizada recentemente com o Plano Nacional de Fertilizantes 2050 - tornou o País extremamente dependente, fazendo com que a indústria nacional decrescesse 30%. “Enquanto isso as importações aumentaram 66% nos últimos 20 anos, além dos custos dos fertilizantes na produção alcançassem mais de 40% em culturas como soja, milho e algodão nesse período. A crescente dependência de importação de fosfatados (44%, em 2000 e 72%, em 2020) evidencia uma ameaça que poderá prejudicar a posição competitiva do agronegócio brasileiro”, alerta Reis.

Por isso, ainda segundo o especialista, “a diminuição da dependência externa, por meio desenvolvimento de tecnologias apropriadas ao ambiente de produção brasileiro (tropical), dará ao produtor rural brasileiro preços mais estáveis, “maior oferta de produtos e tecnologias, além claro, do aumento de produtividade”, finaliza.


Compartilhe:: Participe do GRUPO SEGS - PORTAL NACIONAL no FACEBOOK...:
 

<::::::::::::::::::::>

 

+AGRO ::

Mar 26, 2026 Agro

Suplementar bovinos no período das águas vale a pena?

Mar 25, 2026 Agro

Corretivo de solo sustentável entra para o programa…

Mar 24, 2026 Agro

Plataforma colaborativa transforma dados em decisões e…

Mar 23, 2026 Agro

Alta dos custos no campo abre espaço para revisão de…

Mar 20, 2026 Agro

Controle de Salmonella e exigências de mercados…

Mar 19, 2026 Agro

Belgo Arames apresenta soluções de cercamento para…

Mar 18, 2026 Agro

Irrigação, ESG e o futuro do agro: por que produzir…

Mar 17, 2026 Agro

Alta produtividade da cenoura no inverno aumenta oferta…

Mar 16, 2026 Agro

Agronegócio americano tem oportunidades para a…

Mar 13, 2026 Agro

Produtores brasileiros já são remunerados por práticas…

Mar 12, 2026 Agro

Quem está roubando o desempenho do rebanho?

Mar 11, 2026 Agro

Venda de fazenda arrendada não retira os direitos do…

Mar 10, 2026 Agro

Bioinsumos ganham espaço na produção de frutas e…

Mar 09, 2026 Agro

Prevenção de doenças do milho no momento certo pode…

Mar 06, 2026 Agro

Mercado de fertilizantes cresce quase 10% em 2025 e…

Mar 05, 2026 Agro

Com Brasil no topo da exportação de carne mundial,…

Mais AGRO>>

Copyright ©2026 SEGS Portal Nacional de Seguros, Saúde, Info, Ti, Educação


main version