Rodas de Samba percorrem unidades do Sesc RJ ao longo do ano
Circuito leva às unidades 11 grupos que celebram diferentes tradições e sonoridades do samba
De março a dezembro de 2026, as unidades do Sesc RJ recebem uma ampla programação de rodas de samba que percorre diferentes territórios do estado, reunindo artistas, coletivos e projetos que expressam a diversidade e a vitalidade do gênero. Ao todo, 11 grupos participam do circuito, apresentando repertórios que transitam entre tradição e contemporaneidade e revelam os distintos sotaques do samba cultivados em diferentes regiões.
A iniciativa parte do reconhecimento da presença do samba nos diversos territórios e de seus diferentes sotaques. Nas rodas, convergem elementos como a instrumentação, o ambiente coletivo, o canto e a dança, que revelam a força dessa cultura musical. Ao mesmo tempo, cada grupo apresenta as sonoridades construídas em seus territórios, evidenciando a diversidade do samba.
O circuito reúne sambistas, compositores, instrumentistas e coletivos que conduzem rodas baseadas no repertório tradicional do gênero, além de composições autorais e releituras contemporâneas. A programação também evidencia o protagonismo feminino em diversos projetos e destaca iniciativas que dialogam diretamente com as comunidades onde o samba é produzido e vivido.
Entre os grupos participantes está o Só Damas, coletivo formado por musicistas negras da Baixada Fluminense que apresenta a turnê Só Damas, Só Mangueira!, dedicada à história dos sambas-enredo da Estação Primeira de Mangueira e às grandes intérpretes femininas ligadas à escola. O projeto Samba Que Elas Querem homenageia os 80 anos de Beth Carvalho em um circuito especial de rodas que revisita álbuns marcantes da artista.
Também integram a programação o grupo Os Thiagos, que celebra o legado de Cartola em diálogo com sambas autorais e clássicos do gênero; o coletivo Catumbi 27, dedicado à recriação de sambas compostos na primeira metade do século XX com instrumentação e estética próximas às formações originais; e a Roda de Choro do Taruíra, grupo de Petrópolis com mais de duas décadas de trajetória, que promove encontros musicais entre o choro e outras tradições instrumentais.
A presença feminina também se destaca no projeto Marcelle Britto & Elas cantam Mulheres do Samba, roda formada exclusivamente por mulheres que homenageia compositoras e intérpretes fundamentais do gênero, como Dona Ivone Lara, Jovelina Pérola Negra e Leci Brandão.
Projetos ligados aos territórios e às comunidades também marcam o circuito, como o Samba da Sil, formado majoritariamente por moradores da comunidade da Babilônia, no Leme, e o Terreiro de Crioulo, roda criada na Zona Oeste que promove encontros intergeracionais em torno das matrizes do samba e da cultura negra brasileira.
A programação inclui ainda o Samba do Sacramento, conduzido pelo cantor Marcos Sacramento e conhecido por seu repertório que combina clássicos, raridades e composições autorais; a roda Na Boca do Povo, de Fernando Procópio, que propõe reflexões contemporâneas dentro do universo do samba; e o espetáculo Sambinha Bom, voltado ao público infantil, que apresenta o gênero de forma lúdica e interativa, aproximando crianças da história e dos ritmos do samba.
A programação completa, com datas e unidades, está disponível em: https://www.sescrio.org.br/rodasdesamba/
SERVIÇO
Rodas de Samba
Ingressos: R$ 10 (inteira) | R$ 5 (meia-entrada) | R$ 9 (convênio) | R$ 7 (comerciário)
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