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Carestia, inflação e equidade racial estiveram na pauta do primeiro dia do Festival +DH

  • Terça, 07 Dezembro 2021 10:32
  • Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por  Fernanda Côrtes
  • SEGS.com.br - Categoria: Eventos
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EVENTO PROMOVIDO PELA COALIZÃO EMPRESAS E DIREITOS HUMANOS ESTÁ DISPONÍVEL NO CANAL DO INSTITUTO ETHOS NO YOUTUBE. PROGRAMAÇÃO CONTINUA NESTA SEXTA, DIA 10, ÀS 9H

O primeiro dia do Festival +DH foi marcado por pautas que têm como objetivo aproximar a sociedade civil das questões dos direitos humanos, especialmente para denunciar os abusos e violações que são cometidos, proporcionando reflexões sobre como cada ator social pode promover mudanças na sociedade. Temas como a proteção aos defensores e defensoras dos direitos humanos no contexto da pandemia, diversidade e inclusão, bem como a equidade racial estiveram na pauta do evento online e gratuito, em painéis que começaram na manhã da sexta, 3, e ficarão disponíveis no canal do Instituto Ethos no Youtube. O festival continua na sexta, 10, data em que se celebra o Dia Internacional dos Direitos Humanos.

“O Festival +DH é um espaço de diálogo, construção coletiva e de fortalecimento das pautas dos direitos humanos. Queremos trazer debates e pensar no cenário para 2022, um ano de eleições, e falar de todo o retrocesso pelo qual estamos passando. A pandemia intensificou as desigualdades de políticas e proteções sociais. Hoje, são 14 milhões de desempregados no país e voltamos, em 2021 para o mapa da fome, do qual já tínhamos saído em 2014. Queremos aproximar o público e sensibilizar a todos sobre o papel que cada um pode exercer na responsabilidade social e na diminuição das desigualdades, para caminharmos na construção de uma sociedade mais justa e equânime”, ressalta Marina Ferro, gerente executiva em práticas empresariais e políticas públicas do Instituto Ethos.

Promovido pela Coalizão Empresas e Direitos Humanos, o evento começou com apresentação das entidades organizadoras, com a participação de Marina Ferro (Instituto Ethos), Mércia Consolação Silva (InPACTO), Rogenir Costa (Fundação Avina). Logo em seguida, o primeiro painel do dia, “Carestia, inflação e trabalho: desafios para a classe trabalhadora”, teve a participação de Patrícia Costa e Fausto Augusto Júnior (DIEESE), Jefferson Nascimento (Oxfam Brasil), Aristides Vera dos Santos (Contag) e Paula Montagner (Fundação Seade), que debateram como, num Brasil que não cresce nem gera emprego de qualidade, é possível pensar em políticas e ações não só para conter a inflação, mas também para favorecer a agricultura familiar, garantindo o acesso dos trabalhadores à uma alimentação de qualidade. "Falta trabalho para grande parte da população. Quando há um crescimento da economia, é pela incorporação de novas tecnologias e isso não gera novos empregos. É fundamental que haja uma política de valorização do salário-mínimo, bem como das pensões e aposentadorias. Alimento, trabalho e renda decente são direitos fundamentais que devem estar presentes no dia a dia", diz Paula Montagner, da Fundação Seade.

No começo da tarde, a discussão sobre Cinema e Direitos Humanos foi com o cineasta Renato Barbieri, diretor de “Pureza” e “Servidão”, que debateu o assunto ao lado de Scarlett Rodrigues (Instituto Ethos) e Rogenir Costa (Fundação Avina). Barbieri relembrou sua trajetória, que começou em 1985 com o documentário “O Outro lado da sua casa”, que retratava a situação de moradores de rua de São Paulo. Foi com este trabalho que ele despertou para a importância de fazer um cinema com relevância social e ambiental. “O Brasil é um país riquíssimo e grande parcela da população vive no abandono. A escravidão contemporânea nasceu no dia seguinte à Lei Aurea e nunca acabou. Meus filmes são para sensibilizar e mostrar que isso continua até hoje”, pontua o cineasta.

Scarlett Rodrigues, coordenadora do Instituto Ethos, falou também sobre a importância de proteger os defensores e defensoras dos direitos humanos. “Enfrentamos desafios históricos que ficaram ainda mais latentes com estes dois anos de pandemia. Para garantir a efetivação dos direitos humanos, a gente precisa enfrentar esse contexto socioeconômico, político e territorial que caminha na linha da insustentabilidade, que caminha na concentração de riqueza nas mãos de poucos, uma sociedade que segrega, discrimina e mata pessoas todos os dias. Esse ano, sofremos muito esse impacto, necessitando mais defesa e resistência. A gente precisa que a pauta dos direitos humanos avance cada vez mais e de forma transversal, presente em todas as esferas sociais, que haja mais políticas públicas, proteção para defensores e que a sociedade reconheça o papel de quem contribui para a garantia de um estado democrático e de direito”, diz.

Para explicar o Selo de Igualdade Racial, Elisa Lucas Rodrigues e Daniel Almeida dos Santos, da Coordenação de Políticas de Igualdade Racial de São Paulo, fizeram uma análise da implementação do selo Racial e compartilharam os principais desafios e oportunidades desta agenda junto às empresas. No último dia 22, 30 empresas com domicílio na cidade de São Paulo receberam o Selo de Igualdade Racial, concedido pela Coordenação de Promoção de Igualdade Racial, que faz parte da Secretaria Municipal de Direitos Humanos. Essa política visa incentivar empresas a contratar pessoas negras, representando 20% do quadro de funcionários, distribuídas hierarquicamente. Diversidade e Inclusão foi ainda tema do último debate do dia.

O encerramento do dia foi com show da cantora venezuelana Ninoska Pottella. Na próxima sexta, 10 de dezembro, Dia Internacional dos Direitos Humanos, o Festival vai trazer mais debates e discussões em torno dos seis anos do desastre do Rio Doce, a questão da migração e refugiados no Brasil, além da violência sexual infantil e outros temas dentro da agenda dos direitos humanos.

O Festival +DH é promovido pela Coalizão Empresas e Direitos Humanos, composta pelo Centro de Informações sobre Empresas e Direitos Humanos, Childhood Foundation, Conectas Direitos Humanos, Dieese, Fundación Avina, GIFE, InPACTO, Instituto Ethos, Oxfam Brasil, Pacto Global e Repórter Brasil.

Todos os vídeos do primeiro dia de evento estão gravados no canal do Youtube do Instituto Ethos: https://bit.ly/3C9m4yM

Serviço
O quê: Festival +DH
Quando: 03/12 e 10/12
Onde: Canal do Instituto Ethos no YouTube: https://bit.ly/3C9m4yM


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