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NHEENGATU – O Filme Estreia Nos Cinemas Brasileiros Dia 2 de Dezembro

  • Quinta, 25 Novembro 2021 08:38
  • Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por  Sinny Assessoria e Comunicação
  • SEGS.com.br - Categoria: Eventos
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Filme teve estreia mundial no Festival Doc Lisboa onde foi o filme de abertura, e exibição na 44ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo

Materiais: https://1drv.ms/u/s!AuE8oJHSrL6Uho12h1VSJSueOgRjaw?e=MvSZwh

A língua Nheengatu, ou antiga Língua Geral Amazônica, é uma mistura do tupi, do português e de várias outras línguas indígenas. Uma das línguas mais faladas na região Norte do Brasil até meados do Séc. XIX, ela foi utilizada pelos portugueses, jesuítas e brasileiros como forma de aproximação e catequização dos índios, até Portugal perceber que para reconhecer o Brasil como seu e definir as suas fronteiras teria de o fazer também através da língua portuguesa, banindo assim o Nheengatu.

O Nheengatu, no entanto, sobreviveu no norte da Amazônia, na região do Alto e do Médio Rio Negro. Ao longo do tempo, ela continuou sendo usada para catequização e ao mesmo tempo se tornou a língua materna de muitas populações indígenas, que perderam a sua língua materna com a colonização. É falada hoje em dia por parte da população das regiões de São Gabriel da Cachoeira e Santa Isabel do Rio Negro, noroeste da Amazônia, fronteira com Brasil, Venezuela e Colombia. São Gabriel da Cachoeira, município onde 75% da população se declara indígena, é o único no Brasil que tem três línguas indígenas - Nheengatu, Tukano e Baniwa - reconhecidas como oficiais junto com o Português.

NHEENGATU – O FILME

Ao longo do Rio Negro, na Amazônia profunda, onde fica a região de São Gabriel da Cachoeira, o diretor José Barahona e a equipe de filmagem partem numa viagem ao encontro das comunidades indígenas que falam Nheengatu. Tendo a língua como propósito, o filme retrata o encontro entre dois mundos: o da população da floresta com os "brancos", como dizem os índios. História, religião, colonização, escravidão, negociação, política, cultura e invasão são assuntos abordados ao longo do documentário, que lida com o desafio, por vezes conflituoso, de achar o equilíbrio entre a preservação da cultura e a realidade contemporânea.

Fazendo ligação com esta língua misturada, Nheengatu, o filme também usa uma linguagem fílmica mista, onde câmeras diferentes e filmagens feitas com celular pelo índios e pelo diretor se aproximam para construir este encontro.

SINOPSE

Ao longo de uma viagem no alto Rio Negro, na Amazônia profunda, o diretor busca uma língua imposta aos índios pelos antigos colonizadores. Através desta língua misturada, o Nheengatu, e dividindo a filmagem com a população local, o filme se constrói no encontro de dois mundos.

PRÊMIOS

Melhor Documentário - XXVI Festival Caminhos do Cinema Português, Portugal, 2020

Melhor Filme - 17º CineAmazônia, Brazil, 2020

Melhor Diretor e Melhor Desenho de Som - 15º FestAruanda, Brazil, 2020

Prêmio Etnomatograph - 18º Millenium Docs Against Gravity Film Festival, Polônia, 2021

Outros festivais

XXVI Festival Caminhos do Cinema Português, Portugal, 2020

17º CineAmazônia, Brasil, 2020

15º Fest Aruanda, Brasil, 2020

46º Festival Inter. del Nuevo Cine Latinoamericano de la Habana, Cuba, 2020/2021

18º Millenium Docs Against Gravity Film Festival, Polônia, 2021

15º Festival du Film Brésilien de Montréal, Canadá, 2021

Ficha Técnica:

Roteiro e direção: JOSÉ BARAHONA

Produção: CAROLINA DIAS / REFINARIA FILMES

Co-produção: FERNANDO VENDRELL / DAVID & GOLIAS

País: Brasil/Portugal

Ano: 2020

Duração: 114min

Distribuição: Pandora Filmes

BIOGRAFIA DO DIRETOR . JOSÉ BARAHONA

Formado em Cinema em Lisboa, completou seus estudos em Cuba e Nova York. Seus filmes transitam por um território híbrido em que ficção e documentário se misturam. Dentre os mais recentes estão “Alma Clandestina” (doc., 2018) e “Estive em Lisboa e lembrei de você” (fic., 2015), apresentados em diversos festivais nacionais e internacionais, como Mostra de São Paulo, DocLisboa, IndieLisboa e Festival de Cinema de Punta del Este, entre outros. Um livro sobre seu filme “O manuscrito perdido” (doc., 2010) foi publicado, com prefácio de Nelson Pereira dos Santos. Está agora iniciando a preparação do longa de ficção “Náufragos”, escrito em conjnto com o escritor angolano José Eduardo Agualusa.

FILMOGRAFIA

Alma Clandestina, doc., 100min., 2018

Estive em Lisboa e lembrei de você, fic., 81min., 2015

Far from Home Movie, doc, 78min., 2012

O manuscrito perdido, doc. 81min., 2010

Milho, doc. 55min., 2008.

A Cura, ficção, 30min., 2007

Buenos Aires Hora Zero, doc., 69min, 2004

Pastoral, ficção, 27min., 2004

Quem é Ricardo?, ficção, 35min., 2004

Sophia de Mello Breyner Anderson, doc., 4min, 2001

Anos de Guerra – Guiné 1963-1974, doc., 57min., 2000

Vianna da Motta, Cenas Portuguesas, doc., 47min, 1999

REFINARIA FILMES

Criada em 2002, a Refinaria Filmes produziu recentemente NHEENGATU (doc, 2020, Brasil/Portugal) e ALMA CLANDESTINA (doc, 2018) ambos de José Barahona. Em coprodução com Portugal e França, produziu também RAIVA (fic, 2018) de Sérgio Trefaut e PEDRO E INÊS (fic, 2018) de António Ferrreira. Lançou a ficção ESTIVE EM LISBOA E LEMBREI DE VOCÊ (fic, 2015) de José Barahona em 2016. https://refinariafilmes.com.br

DAVID & GOLIAS

Fundada em 2002, DAVID & GOLIAS produz longas de ficção e documentais, assim como séries de TV e curtas. Dentre as produções recentes estão VARIAÇÕES (fic, 2019) de João Maia e APARIAÇÃO (doc, 2018) de Fernando Vendrell. http://www.david-golias.com

Sobre a Pandora Filmes

A Pandora é uma distribuidora de filmes independentes que há 30 anos busca ampliar os horizontes da distribuição de filmes no Brasil revelando nomes outrora desconhecidos no país, como Krzysztof Kieślowski, Theo Angelopoulos e Wong Kar-Wai, e relançando clássicos memoráveis em cópias restauradas, de diretores como Federico Fellini, Ingmar Bergman e Billy Wilder. Sempre acompanhando as novas tendências do cinema mundial, os lançamentos recentes incluem “O Apartamento”, de Asghar Farhadi, vencedor do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro; e os vencedores da Palma de Ouro de Cannes: “The Square – A Arte da Discórdia”, de Ruben Östlund e “Parasita”, de Bong Joon Ho.

Paralelamente aos filmes internacionais, a Pandora atua com o cinema brasileiro, lançando obras de diretores renomados e também de novos talentos, como Ruy Guerra, Edgard Navarro, Sérgio Bianchi, Beto Brant, Fernando Meirelles, Gustavo Galvão, Armando Praça, Helena Ignez, Tata Amaral, Anna Muylaert, Petra Costa, Pedro Serrano e Gabriela Amaral Almeida.


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