Terceira edição do Festival Maçãs apresenta LIVE, nos dias 8 e 9 de outubro, gravada no Sesc Interlagos, com seis cantoras independentes da periferia de São Paulo
- Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por Cássia Cunha
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O evento intitulado “A colheita” tem como objetivo fortalecer e ampliar a rede de produções artísticas feitas por mulheres periféricas com apresentações musicais em vídeos divulgados no YouTube
O Festival Maçãs apresenta “A colheita” evento que encerra a terceira edição do festival, trazendo seis atrações independentes e periféricas que se dividiram em dois dias de shows, gravados com exclusividade no palco do Teatro do Sesc Interlagos - “A colheita” é o primeiro projeto a pisar no palco do Teatro do Sesc Interlagos desde o começo da pandemia. O resultado das gravações será transmitido nos dias 08 e 09 de outubro, a partir das 19 horas, pelo canal do Festival Maçãs no YouTube.
No primeiro dia se apresentam Pé de Manacá, Carolina Maria e Bia Doxum. No segundo dia, para fechar o festival, o show fica por conta de Obinrin Trio, Katú Mirim e Nayra Lays. “Convidamos excelentes cantoras que possuem uma forte representatividade no cenário da música independente feminina. Com ritmos e estilos diferentes, vamos fazer um grande encerramento regado a muita boa música”, diz Thamara Lage, diretora geral do festival.
No mês passado o Festival realizou Sessions com quatro artistas: Luana Bayô, Thais Lim, Nisá e Maria Pérola, cantoras de estilos diferentes, mas todas trazendo uma sonoridade potente, com canções que protestam e retratam suas realidades periféricas. As gravações dos shows estão disponíveis no canal do YouTube. “Neste ano a edição A colheita foi maravilhosa, recebemos material de mais de 60 mulheres. Artistas de todos os cantos do Brasil se interessaram pelo festival e as quatro selecionadas puderam mostrar sua arte nas Sessions. As outras meninas super talentosas, que não participaram das Sessions, tiveram um pouco dos seus trabalhos apresentados nas nossas redes sociais”, conta Juliana Viana, produtora executiva do evento.
O projeto foi contemplado pelo Programa para a Valorização de Iniciativas Culturais- VAI da Secretaria de Cultura de São Paulo e em parceria com o Sesc Interlagos e Ong Comunidade Cidadã.
Confira a programação das Lives que serão exibidas no canal do YouTube do Festival Maçãs:
Link - https://bit.ly/FestivalMaçãs2021
Serviço
Data: 08 de outubro
Horário: 19h
Pé de Manacá: composto por quatro mulheres que além de cantar tocam os seguintes instrumentos: Alice Vaz, zabumba; Sofia Baroukh; violão; Maria Carolina; rabeca e Mavi Basile percussão. O diferencial das meninas está no uso da rabeca como instrumento melódico e solista, tendo como principal característica os cantos femininos que alternam o coro e a voz principal. Desde 2017, o grupo tem se dedicado a apresentações no formato de “bailes de forró”.
Carolina Maria: cantora e compositora do bairro Vila Natal, localizado no Grajaú, extremo sul da cidade de São Paulo. Iniciou a carreira na música em 2016 trabalhando no álbum “Gratidão” do artista Poeta Márcio Ricardo. Em 2018 estreou seu trabalho solo na com o single “Gabriela”, no mesmo ano começou a participar dos Slams (competições de poesia falada), se classificando para o Slam SP em 2020. Transita entre diversos gêneros musicais como o Forró, MPB, Pop, R&B, RAP, resultado de sua vivência na periferia paulistana e caatinga nordestina de onde sua família se origina.
Bia Doxum: cantora, compositora, MC, militante e ativista cultural da zona leste de São Paulo, conhecida por muitos nas periferias da capital como Bê O, seu antigo pseudônimo. Bia Doxum iniciou sua carreira aos 14 anos, influenciada pelos movimentos dos Saraus que vinham ganhando cada vez mais força nas quebradas de São Paulo. Em julho de 2018 Bia Doxum lançou seu primeiro clipe “Filha de Pemba" produzido pela Narceja produções com o apoio do Os Dadiiva coletivo. No mesmo ano participou do concurso novos talentos do "Festival Sons da Rua" pela TNT e ficou entre os três finalistas, resultando na gravação da música e clipe do som "Crias da Rua”.
Data: 09 de outubro
Horário: 19h
Obinrin Trio: Composto por Elis Menezes, Raíssa e Lan Lopes. Obinrin é sinônimo de feminino em yorubá, e toda essa potência criadora se traduz em sua música. Com mais de 2 milhões de plays no Spotify, em seu disco de estreia, Obinrin Trio transita entre referências profundas da cultura popular - ritmos tradicionais brasileiros, como: maracatu, coco, ciranda, jongos e caboclinhos - e o resgate dessa mesma vertente, sempre fluindo esse traço em conjunto com a contemporaneidade. A banda traz essa marca: revisitação de ritmos sagrados e ancestrais poeticamente permeados de questões emergentes e atuais.
Katú Mirim: É indígena, ascendente do povo Boe Bororo. Rapper, cantora, compositora, atriz e ativista da causa indígena. Reconhecida por suas letras, que através do rap/rock, reconta a história da colonização pela ótica indígena e por levantar questões, até então pouco discutidas no cenário musical atual, como a demarcação de terras, o indígena no contexto urbano, o resgate da identidade e memória, o uso indiscriminado da cultura indígena e o racismo.
Nayra Lays: Nascida e criada no extremo sul de São Paulo. A primeira rima gravada em estúdio, "Money Acima dos Perreco", foi escrita em meio a descobertas pessoais enquanto uma jovem mulher negra e periférica. Ao lado de outras 18 artistas, integrou a coletânea “Graja Minas- Da Lama Nasce a Flor de Lótus”, a primeira do Grajaú composta só por mulheres cantando e rimando. Em 2017, lançou no Youtube e nas plataformas digitais o EP "Orí", que contém três faixas e aborda temas como espiritualidade e autoconhecimento. No início de 2018, Nayra Lays iniciou uma turnê por São Paulo com o show “D.N.A: Raízes Ancestrais que Atravessam Eras”, idealizado e realizado com a rapper, compositora e intérprete Denise Alves. Com um repertório autoral que tratava de afetividades, empoderamento e luta. No mesmo ano, lançou dois singles: “Preta Chave” e “Coloridas”, com clipes produzidos pelos coletivos “Quebramundo” e “Gleba do Pêssego”. No início de 2018, Nayra Lays iniciou uma turnê por São Paulo com o show “D.N.A: Raízes Ancestrais que Atravessam Eras”, idealizado e realizado com a rapper, compositora e intérprete Denise Alves. Com um repertório autoral que tratava de afetividades, empoderamento e luta. No mesmo ano, lançou dois singles: “Preta Chave” e “Coloridas”, com clipes produzidos pelos coletivos “Quebramundo” e “Gleba do Pêssego”. No ano passado lançou seu primeiro disco, “Células” produzido por Levi Keniata, e que tem como mote as musicalidades afro-brasileiras, influências do samba de breque, jongo e samba rock. Entre experimentações de flows, ritmos e expressões, Nayra Lays mostra sua versatilidade, originalidade, e seu desejo de chegar em todos os corações.
Sobre o Festival Maçãs
A proposta de criar o festival foi apresentada no final de 2016 para a Coletiva Maçãs por Thamara Lage, atual diretora geral do Festival Maçãs. Sua ideia inicial era voltada para os 4 elementos do hip hop (rap, DJ, breakdance e o grafite), porém com a união das integrantes da Coletiva, a ideia ganhou uma proporção maior com novas possibilidades, incluindo outros ritmos musicais com o foco central na produção artística da mulher periférica dentro do cenário musical. A cada nova edição o objetivo é aumentar o fortalecimento, apoiando essas mulheres desde a pré até a pós-produção de seus trabalhos musicais, além de criar uma rede de apoio e incentivo que alcance todas as artistas periféricas.
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