Semana Nacional da Pessoa com Deficiência é comemorada em momento oportuno
- Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por Emotion Educação
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A data, que tem o objetivo de discutir as condições reais das pessoas em situação de deficiência intelectual e múltipla no Brasil, chega em ótima ocasião, após notícias recentes que evocam o preconceito e o não cumprimento de direitos
De 21 a 28 de agosto, é comemorada a Semana Nacional da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla. A semana, instituída em 2017, visa ampliar a discussão sobre as reais condições das pessoas em situação de deficiência intelectual e múltipla no Brasil. A Federação Nacional das Apaes (Fenapaes), idealizadora da data, desenvolve e disponibiliza inúmeros conteúdos para conscientizar a sociedade sobre as necessidades específicas dessa parcela populacional e para combater o preconceito e a discriminação.
De acordo com os últimos dados levantados sobre a temática no ano de 2019 pelo Instituto Brasileiro Geografia e Estatística (IBGE), mais de 45 milhões de brasileiros tem algum tipo de deficiência, o que representa 25% da população. Na prática, funcionaria assim: se o Brasil tivesse 100 pessoas, 19 delas teriam alguma deficiência visual, 7 teriam uma deficiência motora, 5 apresentariam alguma deficiência auditiva e 1 pessoa teria uma dificuldade intelectual ou mental, por exemplo. Em Goiás, o número chega a 1,6 milhões de goianos que apresentam algum tipo de deficiência.
Em 2021, a campanha é norteada pelo tema “É tempo de transformar conhecimento em ação”, o que aponta para o fato de o Brasil ter uma das legislações mais avançadas do mundo no que se refere à garantia de direitos, mas, na prática, a maior parte do que se assegura na lei não é acessível a todas as pessoas em situação de deficiência. Em contrapartida, muitas instituições, sejam elas públicas ou privadas, garantem programas e atividades voltadas exclusivamente a esse tipo de público, como uma forma não excluí-los da sociedade.
Em Goiânia, a Emotion Educação, instituição que atende crianças e adolescentes com foco no desenvolvimento cognitivo, físico, social e emocional, faz parte dessa rede de apoio. A escola apresenta uma proposta de educação especial, centrada na diversidade humana, que atende a todos os alunos e busca integrá-los no mesmo ambiente, respeitando seus limites, e ainda permite o desenvolvimento pleno de suas capacidades individuais e sociais. O ensino na Emotion é focado nas dimensões psicomotora, cognitiva e socioemocional de cada aluno.
A diretora pedagógica Paula Montalvão, destaca que um dos grandes desafios na atenção às crianças neurodivergentes é a capacitação dos profissionais e cuidadores. “É claro que as escolas não podem se negar a receber um aluno por conta de algum distúrbio neurológico ou físico, mas será que elas estão preparadas para recebê-las e desenvolver um trabalho que seja pedagogicamente assertivo?”, questiona Paula. Ela salienta que as graduações não preparam os profissionais para isso pois é necessário investimento. Mas antes, é preciso assumir a diversidade como um valor inegociável, único capaz de romper com o ciclo de exclusão e homogeneização. “Aqui, atendemos todos nas suas limitações e potencialidades, pois sim, todos têm limitações. Mas isso só é possível pois eu me capacitei para tal, e estou constantemente treinando meus instrutores e colaboradores”, reforça.
A discussão é complexa pois a dificuldade de inserção e integração das pessoas com alguma deficiência na sociedade é fundamentada por um preconceito estrutural ao diferente, que muitas vezes é visto como disfuncional. Paula conta que a casa onde cresceu tinha um quartinho nos fundos, onde a família que morava anteriormente mantinha um jovem com Síndrome de Down, pois não sabiam como lidar com ele e tinham vergonha. Ela diz acreditar que esse tipo de maltrato já não é admitido pela sociedade, mas que ainda há um longo trabalho de conscientização para que o diferente seja aceito, cuidado e amado.
No que diz respeito à educação, a diretora afirma não ver benefícios com a “separação” dos estudantes por conta de alguma condição limitante. Pelo contrário, para ela o convívio com as diferenças de ritmos de aprendizagem, gênero, raça, valores, religião, dentre outros comportamentos, é muito importante. “Para os alunos que têm algum tipo de deficiência, essa é uma oportunidade de socialização e, para os neurotípicos, o ganho é na formação pessoal, como seres humanos mais tolerantes e empáticos”, frisa.
O estabelecimento de uma sociedade mais receptiva às pessoas com deficiências intelectuais e múltiplas caminha em paralelo com a aceitação das diferenças, e a educação é fundamental. Na visão da diretora, categorizar e separar as pessoas de acordo com suas limitações só vai perpetuar um mundo intolerante, inflexível, egoísta e implacável. “Nós precisamos mudar o comportamento e pensamento que dizem que estudantes com deficiência ‘atrapalham’ o aprendizado de outros alunos. O debate sobre o tema é imprescindível e urgente. Eu prefiro criar um ambiente receptivo às diferenças, abraçar as dificuldades e limitações, e elaborar estratégias individualizadas para o ideal desenvolvimento de todos que chegam por aqui”, afirma Paula.
Paula Montalvão - Diretora Pedagógica da Emotion Educação, pedagoga, educadora emocionalmente positiva e coach kids. Possui formação em Neuropsicopedagogia, Ludopedagogia e Psicopedagogia e em Educação Especial e Inclusiva com ênfase em Deficiência Intelectual e Múltipla.
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