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A pandemia e a Qualidade do EAD

  • Sexta, 23 Outubro 2020 12:21
  • Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por  Késia Paos
  • SEGS.com.br - Categoria: Educação
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*Por Alfredo Freitas

O ensino a distância no Brasil, que foi regulamentado há 14 anos, já superou pela primeira vez, a oferta de vagas da educação presencial no país. De acordo com o Censo mais recente da Educação Superior, foram oferecidas 7,1 milhões de vagas a distância, frente a 6,3 milhões de vagas presenciais.


Com crescimento de instituições que ofertam cursos via internet o meu alerta é para que os estudantes investiguem a qualidade antes de escolher um curso via internet. Mesmo antes da pandemia o número de alunos matriculados no ensino via internet era crescente. Com o isolamento social, está mais evidente a busca pelo ensino online, migração de aulas presenciais para via internet e o estímulo para a transformação do sistema educacional nacional e internacional.

Mas assim como no ensino presencial, o sistema via internet também possui perfis de qualidade que vão desde excelentes até ruins. O Censo EAD.BR, realizado recentemente pela Associação Brasileira de Educação a Distância (ABED), mostra que o ensino superior a distância no Brasil já corresponde a 26% do número total de alunos no Brasil.

O número é expressivo. Mas é preciso ficar atento, pois no ensino via internet, assim como o ensino presencial, existem diferentes níveis qualitativos que devem ser avaliados antes da matrícula. É muito comum que as pessoas considerem as diferenças de qualidade no ensino presencial, mas coloquem as instituições de ensino via internet todas no mesmo prisma de qualidade, como se fossem todas iguais - e, não são.

O ideal é que os estudantes avaliem com cautela, a estrutura, competência do corpo docente; interatividade entre professor e aluno; qualidade dos recursos educacionais disponíveis; credenciamento junto aos órgãos competentes; estrutura da instituição e carga horária, na hora de matricular-se. É preciso considerar que existem instituições via internet de alta, média e baixa qualidade.

Ser assertivo na escolha poderá ser um diferencial na carreira profissional para não se frustrar durante o curso. Além disso, os estudantes devem aproveitar este momento para seguir se capacitando remotamente. O censo mais recente da Abed, comprova que o ensino via internet pode ser uma boa aposta nesse momento de pandemia.

É certo que existem outras vantagens no momento de escolha de um curso via internet, como por exemplo o valor do investimento. A mensalidade de uma graduação a distância, segundo a Abed, pode ser até 65% mais barata que a de um curso presencial. Porém, o preço não deve ser a única variável considerada na hora de escolher uma universidade via internet.


Também é importante salientar que, ao considerar apenas o preço mais baixo, o estudante deve estar preparado para usualmente receber uma experiência de ensino mais fraca e menos interativa. A proporção de custos no ensino superior via internet, assim como no ensino presencial, deve preservar o investimento em pessoas para evitar que um professor lecione para centenas de alunos - como acontece em alguns casos conhecidos.



Um time de pedagogos, professores, equipe de suporte operacional e um capital humano expressivo também são necessários na modalidade de ensino via internet. Não há fórmula mágica. Quando se trata de ensino superior, o estudante deve se perguntar porque está cursando e o que busca com essa formação. Se a resposta for simplesmente a obtenção do diploma, a gente abandona a lógica da qualidade e cai na lógica do preço.




Acredito que o momento de pandemia não precisa paralisar a formação profissional, ao contrário, o momento pode e deve ser estimulante. Se o estudante faz uma escolha de uma boa instituição vai adicionar ao seu currículo diferenciais competitivos para que gerar inovação e resultados, e consequentemente será um profissional mais produtivo.

*Alfredo Freitas é pós-graduado em 'Project Management' pela Sheridan College no Canadá, graduado em Engenharia de Controle e Automação e Mestre em Ciências, Automação e Sistemas, pela Universidade de Brasília. O renomado profissional tem mais de 15 anos de experiência em Tecnologia e Educação. É atualmente Diretor de Educação e Tecnologia da Ambra University. A Universidade americana é credenciada e tem cursos reconhecidos pelo Florida Department of Education (Departamento de Educação da Flórida) sob o registro CIE-4001. Além disso, a universidade conta com histórico de revalidação de diplomas no Brasil.


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