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Professor do ABC é eleito presidente da Associação Médica Brasileira (AMB)

  • Quarta, 09 Setembro 2020 11:29
  • Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por  Comunicação Fundação do ABC
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Titular de Ginecologia da Medicina ABC, Dr. César Eduardo Fernandes quer unidade dos médicos e da sociedade para repassar o sistema de saúde do Brasil a limpo

Professor titular de Ginecologia do Centro Universitário Saúde ABC / Faculdade de Medicina do ABC (FMABC), Dr. César Eduardo Fernandes acaba de ser eleito presidente da Associação Médica Brasileira pela chapa de oposição Nova AMB, gestão 2021-2023. De carreira acadêmica longa e respeitada, graduou-se pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. Lá, fez Residência Médica em Ginecologia e Obstetrícia, mestrado e doutorado em Tocoginecologia. Além disso, é livre-docente pela Universidade Federal da Bahia e Professor na FMABC desde meados dos anos 2000.

No associativismo, é protagonista de campanhas bem-sucedidas de defesa profissional e por melhor remuneração empreendidas quando presidiu a Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo (Sogesp), entre 2010 e 2013, e a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), de 2016 a 2019. Também defende arduamente a excelência do atendimento à mulher, as pacientes de sua área de atuação.

A despeito do currículo admirável, Dr. César também é bastante reconhecido pelo “jeitão” simples e a preocupação com o coletivo, especialmente com as demandas de seus colegas, os médicos. Ele mesmo se diz um eterno caipira. Nasceu em Araçatuba e viveu sua infância e adolescência em Martinópolis. Nutre ainda um saudosismo intenso pelas duas cidades do interior do Estado de São Paulo. Veio para a Capital para cursar Medicina e se tornou um paulistano de coração. Não perde, no entanto, a visão e o entendimento de que o Brasil é um todo e precisa avançar em todas as regiões.

ELEIÇÃO E DESAFIOS

A Chapa 2 - Nova AMB foi eleita, em 31 de agosto, com 60,43% dos votos, em clara demonstração de que o médico do Brasil anseia por mudanças em sua entidade maior. “O Sistema Único de Saúde, nosso SUS, é uma proposta admirável e vanguardista em termos de integralidade e universalidade da assistência. Todos os médicos brasileiros compartilham desta opinião, assim como temos admiração internacional pelo formato do SUS. Ocorre que entre a teoria e a prática, há uma distância que só cresce, em virtude de falta de vontade política, insuficiência de investimentos, equívocos em gestão, corrupção e por aí segue”, enumera o presidente eleito da AMB.

Segundo Fernandes, os reflexos deste conjunto de dificuldades foram sentidos de maneira perversa na pandemia. “Não estávamos – como não estamos – preparados para responder nem a demandas simples quanto mais as graves. Perdemos e continuamos computando óbitos de milhares de brasileiros, entre os quais colegas médicos. Patinamos em debates inúteis, em vez de fechar posição com as autoridades de saúde mundial e adotar protocolos organizados e mais efetivos. Saúde é coisa séria, trata de vidas, não pode ser levada ao improviso ou aos ventos de ideologias. Temos de unir médicos, todas as nossas entidades, assim como a sociedade para repensar o sistema brasileiro, para tratar a saúde como política de Estado, não como questão partidária. O Brasil não pode adiar essa urgência de seus cidadãos. A Nova AMB chamará para esse debate instituições como OAB, CNBB, entre outras. Queremos o País todo envolvido em um pacto nacional por saúde aos brasileiros. Uma país respeitável se faz com gente saudável e bem cuidada”, garante.

Docente da FMABC há 20 anos, Dr. César Eduardo Fernandes também fala sobre os desafios da formação médica no País. “É extremamente difícil manter um nível qualificado de educação médica, mesmo nas grandes instituições de ensino. Preocupa-me extremamente a abertura indiscriminada de novas escolas médicas. Acredito que a maioria não tem condição de formar um grande profissional. Defendo, portanto, uma política de revisão das liberações de funcionamento das escolas. E que, claro, não haja continuidade de faculdades que não reúnam condições. Do mesmo modo, defendo reavaliação sistemática, criteriosa e justa a todos os programas de Residência Médica para checar se possuem as competências exigidas pelo Ministério da Educação”.


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