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Energia mais cara em maio reacende debate sobre eficiência no setor de construção

Crédito: Divulgação Crédito: Divulgação

O uso de estratégias na construção civil pode diminuir o consumo e reduzir custos a longo prazo

A partir de maio, a conta de energia elétrica dos brasileiros irá aumentar. O anúncio, feito pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), informou que a bandeira tarifária será amarela. Ou seja, haverá um custo adicional.

De acordo com um estudo feito pelo Ministério de Minas e Energia (MME), que visa estimular a discussão e o uso de tecnologias de eficiência energética no setor de edificações por meio da adoção de procedimentos de digitalização, algumas ferramentas podem ser usadas durante todo o ciclo de vida de um edifício. Segundo a pesquisa, essa possibilidade de redução no consumo de energia no setor de construção pode chegar a 40% até 2050, o que representaria um ganho total de 161 TeraWhatts (TWh).

A Projelet, empresa mineira, que desenvolve projetos de instalações e estão no setor da construção há 23 anos, acredita que o uso de estratégias passivas de arquitetura, como orientação solar, ventilação natural e sombreamento ajudam muito nessa redução. “Na prática, isso reduz a necessidade de ar-condicionado e iluminação artificial, diminuindo o consumo energético desde o início”, explica Alexandre de Souza, diretor da Projelet.

Outro ponto de destaque são os sistemas de envoltória eficiente, como isolamentos térmicos, fachadas de alto desempenho e esquadrias com controle térmico. “Esses elementos evitam trocas de calor com o ambiente externo, reduzindo significativamente a carga de climatização. Além disso, tecnologias como bombas de calor, sistemas eficientes de climatização e uso de energias renováveis (como solar) já permitem reduções expressivas no consumo energético ao longo da operação do edifício”, conta Alexandre de Souza.

Para o diretor da Projelet, o principal obstáculo não é falta de tecnologia, é escala e implementação. “Um dos maiores desafios deste setor, é o custo inicial mais alto de soluções eficientes, que ainda faz muitos empreendimentos priorizarem decisões de curto prazo, mesmo que o custo operacional ao longo do tempo seja maior”.

“Temos também a falta de integração entre as etapas do projeto. Muitas vezes, decisões importantes são tomadas de forma isolada, o que reduz o potencial de eficiência do conjunto da edificação. Também existe uma questão estrutural do setor: baixa adoção de normas mais exigentes, necessidade de capacitação técnica e dificuldade em acelerar o retrofit de edificações existentes”, relata Alexandre.

Ele conta que como empresa de projetos, a Projelet atua mais na especificação e direcionamento técnico do que na escolha final de materiais. “Ainda assim, os projetos podem contemplar soluções como: sistemas mais eficientes de consumo de água, alternativas para redução de consumo energético e escolha de equipamentos com melhor desempenho”, detalha.

Mais do que um material específico, o maior impacto está em como o sistema é pensado como um todo, desde a fase de projeto, garantindo eficiência, desempenho e menor impacto ao longo do tempo.


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